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Associação de Professores de Português aceita “revisão ligeira” do Acordo Ortográfico

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Inacio Rosa/LUSA

Inacio Rosa/LUSA

A presidente da Associação de Professores de Português (APP), Edviges Antunes Ferreira, afirma que aceita uma “revisão ligeira” do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), “para não trazer tantos prejuízos, mas nunca anular o AO90”.

A responsável falava à Lusa a propósito do anúncio feito pela Academia das Ciências de Lisboa (ACL), que vai apresentar ainda este ano um estudo para aperfeiçoar do AO90, sugerindo nomeadamente o regresso à utilização de algumas consoantes mudas.

 “Temos que ver em que termos será feita essa revisão”, advertiu a professora de Português.

Relativamente ao regresso de algumas consoantes mudas, Edviges Ferreira foi clara: “nós não concordamos; é muito mais simples escrever conforme falamos do que estarem a perceber ou a decorar, principalmente depois de ter abolido e estar a escrever de uma determinada forma, estar a voltar atrás”.

A responsável realçou ainda, que observando as contestações ao AO90, “o nível etário das pessoas é bastante elevado, em média, o que significa que há sempre aquelas vozes, que são os ‘Velhos do Restelo’, que tudo que seja mudança, não a veem com bons olhos “.

“Temos que ver o que está bem e o que está mal”, disse Edviges Antunes, que aconselhou “muito cuidado” numa eventual revisão.

“Poderá haver pequeníssimos acertos, isso sim, concordamos”, disse e adiantou uma sugestão: “há coisas que não se percebem [no atual AO90]; por que razão cor-de-rosa se escreve com hífen e cor de laranja não?”.

A professora referiu-se a esta questão como “uma pequenina aberração, que merece ser revista”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ACL, Artur Anselmo, salientou que a instituição não tem qualquer tendência política e que o AO90 é “um problema científico e não político”, que deveria de ser resolvido definitivamente, e que é utópico impor uma grafia igual em todos os países que falam português.

Ana Salgado, coordenadora do novo dicionário da Academia (que deve estar pronto em 2018), disse também que o acordo não estabelece uma ortografia única e inequívoca, o que permite várias interpretações e, por isso, causa instabilidade. O estudo da Academia pretende acabar com essa instabilidade.

Também em declarações à Lusa, a responsável frisou que a ACL não defende a revogação do AO90, mas sim o seu aperfeiçoamento, sendo que o que propõe são ajustes, como de resto a Academia brasileira já fez também.

A Academia vai, por exemplo, recomendar o emprego do hífen em algumas palavras (fará uma listagem), revelou Ana Salgado, ressalvando que o não emprego do hífen “não quer dizer que seja um erro”.

Quanto às consoantes que não se pronunciam, a ACL vai defender que elas só caiam nos casos em que há uma grafia única em Portugal e no Brasil (como na palavra ‘ação’). No entanto, em casos como a palavra ‘recepção’ “a nossa leitura” (da ACL) é que a escrita com o ‘p’ é “legítima no espaço lusófono”. Na palavra ‘optica’, a ACL defende também o uso do ‘p’.

Ana Salgado lembrou que o AO90 está a ser aplicado no ensino desde 2011 e que muitas crianças poderiam não entender a reposição de consoantes, pelo que o trabalho da Academia é abrir essa possibilidade, uma “via para uniformizar”, e deixar que depois a língua evolua.

A ACL, adianta, não quer impor nada, mas defende a reposição do acento na forma verbal “para” (“pára”) e em todas as propostas vai justificar cientificamente as opções.

“Estou preparada para as críticas ao novo estudo”, disse a responsável.

Artur Anselmo também admite todas as críticas e diz que não faz sentido “abrasileirar” a ortografia do português, como não faz sentido moldá-lo à ortografia de qualquer outro país lusófono.

Academia das Ciências vai apresentar estudo para aperfeiçoar Acordo Ortográfico

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Academia das Ciências de Lisboa (ACL) apresenta este ano estudo para aperfeiçoar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), sugerindo nomeadamente o regresso à utilização de algumas consoantes mudas.

A Academia das Ciências de Lisboa (ACL) apresenta ainda este ano um estudo para aperfeiçoar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), sugerindo nomeadamente o regresso à utilização de algumas consoantes mudas.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ACL, Artur Anselmo, salientou que a instituição não tem qualquer tendência política e que o AO90 é “um problema científico e não político”, que deveria de ser resolvido definitivamente, e que é utópico impor uma grafia igual em todos os países que falam português.

Ana Salgado, coordenadora do novo dicionário da Academia (que deve estar pronto em 2018), disse também que o acordo não estabelece uma ortografia única e inequívoca, o que permite várias interpretações e, por isso, causa instabilidade. O estudo da Academia pretende acabar com essa instabilidade.

Também em declarações à Lusa, a responsável frisou que a ACL não defende a revogação do AO90, mas sim o seu aperfeiçoamento, sendo que o que propõe são ajustes, como de resto a Academia brasileira já fez também.

A Academia vai, por exemplo, recomendar o emprego do hífen em algumas palavras (fará uma listagem), revelou Ana Salgado, ressalvando que o não emprego do hífen “não quer dizer que seja um erro”.

Quanto às consoantes que não se pronunciam a ACL vai defender que elas só caiam nos casos em que há uma grafia única em Portugal e no Brasil (como na palavra ‘ação’). No entanto, em casos como a palavra ‘recepção’ “a nossa leitura” (da ACL) é que a escrita com o ‘p’ é “legítima no espaço lusófono”. Na palavra ‘optica’, a ACL defende também o uso do ‘p’.

Ana Salgado lembrou que o AO90 está a ser aplicado no ensino desde 2011 e que muitas crianças poderiam não entender a reposição de consoantes, pelo que o trabalho da Academia é abrir essa possibilidade, uma “via para uniformizar”, e deixar que depois a língua evolua.

A ACL, adianta, não quer impor nada, mas defende a reposição do acento na forma verbal “para” (“pára”) e em todas as propostas vai justificar cientificamente as opções.

 “Estou preparada para as críticas ao novo estudo”, disse a responsável.

Artur Anselmo também admite todas as críticas e diz que não faz sentido “abrasileirar” a ortografia do português, como não faz sentido moldá-lo à ortografia de qualquer outro país lusófono.

Os ingleses nunca o fizeram em relação aos norte-americanos ou neozelandeses, nunca houve uma reunião linguística, e também, como os espanhóis, nunca tentaram impor uma ortografia única, porque isso é utópico e com o português nunca vai acontecer, diz Artur Anselmo.

“O Brasil tem autonomia cultural e tem todo o direito de divergir na maneira de falar. A língua é um corpo vivo, assassinar a língua é mudar a maneira tradicional como as pessoas a usam. A ortografia é uma convenção que tem de se aproximar da maneira de falar, é um não assunto e deve ser deixada em paz”, disse.

Artur Anselmo lamentou também que o AO90 nunca tivesse sido melhorado e o facto de a ACL não ter sido consultada, quando da aplicação do acordo, defendendo depois que se faça uma reunião de academias científicas dos países lusófonos.

Mas não tem dúvidas de que nenhum acordo vai levar os brasileiros a dizer “Você vai ao Tribunal?” e os portugueses “Cê vai no foro?”.

A aplicação do AO90 sempre gerou polémica em Portugal e até o Presidente da República falou do assunto, admitindo que o Acordo podia ser repensado em Portugal, se países como Angola e Moçambique também o fizessem.

Falcoaria Real Portuguesa eleita Património Imaterial da UNESCO

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Depois da Olaria Negra de Bisalhães, foi a vez de a falcoaria portuguesa ser classificada Património Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi tomada esta quinta-feira.

A arte da falcoaria em Portugal foi eleita, esta quinta-feira, Património Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi tomada durante a 11ª reunião do Comité para a Salvaguarda do Património Cultural em Adis Abeba, na Etiópia. A classificação estava prevista para quarta-feira, mas a resolução foi adiada para esta manhã.

A falcoaria portuguesa junta-se assim aos 13 países onde a prática já é reconhecida como Património da Imaterial Humanidade. O anúncio acontece dois dias depois de a Olaria Negra de Bisalhães, em Vila Real, também ter passado a integrar a lista de Património Imaterial do organismo.
A candidatura foi apresentada em 2015 pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria.

Uma das mais antigas relações entre homem e ave

Na candidatura apresentada pelo município, é referido que a falcoaria constitui “uma das mais antigas relações entre o homem e a ave”. Uma tradição com mais de quatro mil anos de história, foi a prática da falcoaria que levou a família real portuguesa a passar longos períodos no concelho de Salvaterra de Magos, zona privilegiada para a caça. No século XVIII, D. José I mandado construir a Falcoaria Real, que se tornou “local de encontro de falcoeiros oriundos de vários pontos da Europa”.

De arquitectura pombalina e com influências da falcoaria holandesa, o edifício, projectado pelo arquitecto Carlos Mardel, é considerado um “exemplar único na Península Ibérica”. Foi resgatado da ruína pelo anterior executivo municipal, liderado por Ana Cristina Ribeiro, do Bloco de Esquerda, funcionando desde 2009 como “museu vivo”.

O actual executivo, presidido por Hélder Esménio, registou em 2014 a marca “Salvaterra de Magos — Capital Nacional da Falcoaria” e deu continuidade ao projecto de candidatura a Património da Humanidade, que agora foi aprovado. Antes da classificação, o presidente da câmara, que se deslocou a Adis Abeba, disse acreditar que o reconhecimento internacional iria dar visibilidade a um património que “orgulha” os salvaterrenses, atraindo não só visitantes ao território, mas também investigadores e estudiosos.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Falcoaria, Pedro Afonso, o reconhecimento da falcoaria portuguesa é “determinante” para que a prática não desapareça. Pedro Afonso espera que haja agora uma maior sensibilidade para resolver questões como o acesso dos falcoeiros às zonas de caça e a redução da burocracia, nomeadamente no registo das aves.

Pedro Afonso lembrou que a falcoaria, praticada em todo o país por uma centena de falcoeiros, se rege desde sempre por princípios como o respeito pelas aves, que mantêm as suas características selvagens, pelo ambiente, pela presa capturada e pela prevalência da beleza do lance de caça em plena natureza, o que faz com que este seja um método de caça “ecológico”, com muito poucas presas, realçando ainda a parceria que se estabelece entre o falcoeiro e o animal.

Olaria negra de Bisalhães declarada Património Imaterial da UNESCO

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“Este reconhecimento internacional possibilitará partilhar o conhecimento ancestral dos oleiros de Bisalhães com o mundo”, afirmou fonte da Câmara de Vila Real. Autarquia vai investir 370 mil euros até 2020 para salvaguardar tradição.

O processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real, foi esta terça-feira inscrito na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO, anunciou fonte do município. A decisão foi tomada esta terça-feira, durante a 11.ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que está a decorrer em Adis Abeba, capital da Etiópia.

A Câmara de Vila Real avançou com a candidatura do processo de fabrico do barro negro de Bisalhães à lista do património cultural imaterial que necessita de salvaguarda urgente, precisamente por esta ser uma actividade em vias de extinção. A fonte do município disse que se tratou de um “processo complexo que demorou mais de um ano a ser completado”, acrescentando que “este reconhecimento internacional possibilitará partilhar o conhecimento ancestral dos oleiros de Bisalhães com o mundo”.

Há uma história de cinco séculos em Bisalhães que se está a aproximar do fim

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, disse que a candidatura “visa aumentar a visibilidade deste património” e representa também um “compromisso em larga escala com o plano de salvaguarda”. Este plano será aplicado até 2020 e prevê um investimento de 370 mil euros. Rui Santos frisou que as medidas prevêem, em primeiro lugar, o apoio aos oleiros existentes, através da melhoria dos postos de venda e do transporte de barro. Será ainda feita uma aposta na educação e formação, através do incentivo à criação de cursos de formação, em articulação com outras instituições da cidade, desde escolas à universidade.

O autarca destacou que a salvaguarda desta arte passa pela “valorização económica da actividade”. Para esse objectivo, disse que contribuirão a instalação de sinalética na freguesia de Mondrões, onde se insere Bisalhães, e a criação de percursos relacionados com o barro. Será também promovida a certificação da olaria e dos oleiros, a divulgação e promoção da arte e a diversificação das peças produzidas.

“Estamos convencidos de que a utilização do barro negro com novos ‘designs’ e novas utilizações dará um novo impulso a este material. Começam já a surgir algumas experiências nesse sentido, como o projecto Bizarro, que parecem indicar que este poderá ser um dos caminhos para salvar o nosso barro”, afirmou Rui Santos.

O plano inclui a organização de exposições e workshops com crianças, a edição e reedição de publicações sobre o barro preto, bem como de ciclos de conferências. O autarca lembrou que o município fomentou um concurso que deu origem a um “original troféu” em barro de Bisalhães, que foi distribuído aos vencedores das corridas de automóveis de Vila Real.

Cinco oleiros em funções

O principal problema desta actividade é o envelhecimento dos oleiros. Actualmente, são cinco os que fazem desta arte a sua actividade principal e a maioria tem mais de 75 anos. O ofício é considerado duro, exigente, com recurso a processos que remontam, pelo menos, ao século XVI. O processo de fabrico inclui todas as fases que vão do tratamento inicial que se dá ao barro até à cozedura.
As peças que nascem pelas mãos destes artesãos são depois cozidas em velhos fornos abertos na terra, onde são queimadas giestas, caruma, carquejas e abafadas depois com terra escura, a mesma que lhe vai dar a cor negra.

“O processo é bastante antigo, com características muito peculiares e próprias desta aldeia de Bisalhães e que tem vindo a ser mantido com muito sacrifício por parte dos oleiros actuais”, salientou o coordenador técnico da candidatura, João Ribeiro da Silva.

Em Março de 2015, o processo de confecção do barro negro de Bisalhães foi reconhecido como Património Cultural Nacional.

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O Convento da Graça esconde tesouros que em breve serão revelados

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O claustro que o vereador diz ser “um dos mais bonitos” de LisboaDR

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“Isto é um passeio único dentro de Lisboa, que ninguém conhece”, diz o vereador Sá Fernandes, enquanto percorre os espaços do convento que vão ser restaurados para abrirem ao público no início de 2017.

Por esta Lisboa fora há tesouros escondidos que só alguns têm o privilégio de poder apreciar. Em Março de 2017, por ocasião da Procissão do Senhor Jesus dos Passos da Graça, alguns deles vão ser revelados: a partir daí vai ser possível percorrer alguns dos espaços no interior do Convento da Graça e descobrir, por exemplo, aquele que o vereador José Sá Fernandes acredita ser “um dos mais bonitos claustros” da cidade.

A ideia (que na última reunião da Câmara de Lisboa recebeu o necessário aval dos vereadores) é criar “um novo percurso público” na Graça, com “valor patrimonial, arquitectónico e cultural”, dentro do antigo convento que está classificado como Monumento Nacional. A entrada será feita pelo Miradouro Sophia de Mello Breyner, por uma porta que hoje em dia está fechada, ao lado da entrada da Igreja de Nossa Senhora da Graça.

Entrados aí, os visitantes poderão visitar a “antiga Portaria/Capela” e, depois disso, a “antiga Sala do Capítulo/Refeitório”. Neste percurso seguem-se o jardim e o claustro, o tal que o vereador das Estruturas Verdes se atreve a dizer que “é provavelmente o claustro mais bonito de Lisboa tirando o dos Jerónimos”. O último ponto de interesse é a “Portaria de acesso à Sacristia”, que funciona actualmente como capela mortuária da paróquia.

“Isto é um passeio único dentro de Lisboa, que ninguém conhece”, observa Sá Fernandes ao PÚBLICO, durante uma visita ao local. “É um sítio absolutamente extraordinário”, acrescenta, com um tão grande entusiasmo que, nem que tentasse, conseguiria esconder.

E não é de estranhar: em 2000, anos antes de ser eleito pela primeira vez vereador da Câmara de Lisboa, Sá Fernandes já lutava para que o Convento da Graça fosse devolvido à cidade e aos cidadãos. Nessa altura, o advogado avançou com uma acção popular contra o Estado português e o Ministério da Defesa, na qual defendia que os espaços que na altura estavam sem uso deviam ser cedidos à autarquia.

Por não ter sido bem-sucedida essa sua iniciativa como “homem de Lisboa”, Sá Fernandes voltou à carga cinco anos depois. O Convento da Graça foi aliás o local escolhido pelo então candidato à presidência da autarquia para aquela que foi a sua primeira acção de rua, em Junho de 2005.

“O que nós desejamos é uma cidade ecológica, reabilitada, transparente e de proximidade. O Convento da Graça é um caso típico onde não existe essa Lisboa”, afirmou na ocasião, criticando o “estado de degradação” a que o Monumento Nacional estava votado. “Não permitir que os cidadãos usufruam é inconcebível”, observou, sugerindo a instalação de um centro cultural com ateliers artísticos e espaços para a realização de ensaios.

Foi no entanto preciso esperar até 2015 para que parte da velha ambição de Sá Fernandes se concretizasse: em Junho desse ano o município inaugurou o Jardim da Cerca da Graça, num terreno que desce até à Mouraria e que antes estava nas mãos do Ministério da Defesa. Agora, com a criação do “percurso público” no interior do antigo convento masculino, há mais uma batalha que o autarca pode considerar ganha.

Na última reunião camarária foi aprovada a celebração de um protocolo, com a Fábrica Paroquial da Freguesia de Santo André – Graça e com a Real Irmandade de Santa Cruz e Passos da Graça, no qual se estipula que antes de aquele percurso abrir ao público serão feiras obras de “reabilitação e restauro” dos diferentes espaços e de “restauro e conservação” dos azulejos da Sala do Capítulo. Estão em causa obras no valor de 360 mil euros, que a autarquia suportará e que deverão prolongar-se por cinco meses.

Quando esses trabalhos estiverem concluídos, passará a ser possível visitar a “antiga Portaria/Capela”, na qual se destaca o chão em mármore trabalhado. Daí avança-se para a Sala do Capítulo, com namoradeiras em pedra junto às janelas e paredes forradas com painéis de azulejos azuis e brancos.

“Há aqui notabilíssimos azulejos do século XVII – painéis de várias dimensões nos quais se historiam e glorificam feitos de ermitas agostinianos, que se notabilizaram, sobretudo, nas Índias Orientais e Ocidentais”, descreveu Mário Sampaio Ribeiro em 1939. Na obra “A Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Graça”, citada na proposta camarária, o autor acrescenta que “neles estão representados os martírios ou triunfos de Veneráveis e de Beatos da Ordem”.

A partir dessa sala, que no passado foi refeitório e também infantário, acede-se ao claustro. A ele Mário Sampaio Ribeiro, que pergunta se “corta ou não corta o coração o estado em que está” e se “é ou não uma obra de caridade a sua reintegração”, refere-se como “verdadeiramente monumental, por suas grandiosas proporções”.

Na proposta assinada por Sá Fernandes cita-se ainda uma publicação da Junta Distrital de Lisboa, que do claustro destaca a “soberba quadra maneirista de mármores policromos, com cinco arcos de volta plena por lado, sobre pilares toscanos, separados por vãos de verga recta”.

“Vai ser tudo restaurado”, garante Sá Fernandes, antecipando que o claustro e o jardim no seu interior (que hoje está cheio de ervas e que esconde uma cisterna cheia de entulho) se vão tornar num espaço privilegiado “de sombra, de descanso, de usufruto, de meditação”.

“Isto é top”, exclama depois, quando chega àquele que é o último ponto do percurso: um átrio no qual sobressai a “portaria de acesso à Sacristia”, que está rodeada de painéis de azulejos e cuja beleza o vereador não se cansa de elogiar. “É uma portaria lindíssima, absolutamente extraordinária. Só isto já vale a visita”, constata.

Na visita ao local, Fernando Antunes, que é um dos representantes da Igreja da Graça neste processo, explica que a intenção é que todas as obras estejam finalizadas a tempo da Procissão do Senhor Jesus dos Passos da Graça, que se vai realizar em Março de 2017, unindo as igrejas de São Roque e da Graça. A partir daí, o percurso agora anunciado será “de acesso livre e gratuito do público”, podendo ser visitado (de acordo com o que se lê no protocolo) durante o horário de funcionamento da igreja, “que actualmente é entre as 9 e as 18 horas”.

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Página Online da exposição “A Botica do Real Convento de Thomar”

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Click na Imagem para aceder

 

Museus DGPC – Férias de verão 2016

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Praia com guarda sol verde 100×180 Raquel Taraborelli – Impressionismo arte pinturas –

Durante as Férias de Verão, alguns Museus da DGPC organizam actividades relacionadas com o seu Património e Colecções, de forma a aproveitar o tempo livre dos mais jovens.

Visitas temáticas, jogos de descoberta, oficinas /ateliês de expressão plástica, teatro, música, dança …, constituem algumas das ofertas onde a diversão e aprendizagem prometem estar sempre presentes.

Inscrições abertas!

Conheça a programação disponível:

LISBOA

COIMBRA

 

 

Descobertos vestígios com mais de 200 mil anos em pesquisa arqueológica junto ao Rio Minho

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No concelho de Monção, no Lugar da Bemposta, Valadares, uma pesquisa arqueológica junto ao Rio Minho pôs a descoberto vestígios com mais de 200 mil anos. Uma equipa de investigadores portugueses e espanhóis, coordenada por João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro. Os utensílios descobertos, entre machados de mão, bifaces e lascas, serão objecto de inventariação e divulgação, sendo que os resultados destes trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Esta quinta-feira, o autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, acompanhou a equipa envolvida nos trabalhos no primeiro balanço e foram apresentados diversos utensílios arqueológicos com mais de 200 mil anos descobertos no decorrer da prospecção. Estes utensílios, que constituem testemunhos interessantes e inéditos sobre a ocupação primitiva do baixo Minho, são entendidos pelos especialistas como emblemáticos e representativos da presença do homem do paleolítico inferior nesta região.

Estas descobertas arqueológicas fazem parte do projecto transfronteiriço “Os primeiros habitantes do baixo Minho. Estudo das ocupações pleistocénicas da região”, tendo o estudo começado no dia 27 de Junho, no Lugar da Bemposta, em Valadares, com a presença de investigadores portugueses e espanhóis e oito estudantes do curso de arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Augusto Domingues, realçou a importância desta pesquisa arqueológica, afirmando-se surpreendido e orgulhoso com o resultado: “Estou impressionado com o que vejo e extremamente satisfeito por saber que a nossa comunidade existe há mais de 200 mil anos”, vaticinou o edil, revelando também que gostaria muito de ver as peças no futuro museu municipal. “Em tempos, apresentamos uma candidatura que não foi aprovada. Voltaremos a tentar. Porque estamos apostados em garantir a preservação da nossa história”, indicou o autarca.

Refira-se que o presente projecto, que decorrerá nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho, focaliza-se no estudo da presença do homem paleolítico no curso final do rio Minho, entre a confluência com o rio Trancoso, na sua margem esquerda, e a foz, 75 quilómetros a jusante.

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