P.A.M. – Património, Artes e Museus

Início » Posts tagged 'pintura'

Tag Archives: pintura

O único museu português da aguarela fica já ali, em Minde

Via

Espaço dedicado ao pintor Roque Gameiro acolhe actividades todos os meses.

É um museu pequeno, mas é também o único dedicado em exclusivo à aguarela em Portugal. Baseia-se sobretudo no legado de um artista, mas é o artista que revolucionou o uso desta técnica no nosso país. Fica fora do distrito de Leiria, mas apenas a 40 minutos de Leiria. Falamos do Museu Roque Gameiro, em Minde, que tem o interesse extra de se encontrar alojado na Casa dos Açores, edifício do início do século XX desenhado pelo pintor em colaboração com o arquitecto (e amigo) Raul Lino.

(mais…)

Novas obras de Arte Bruta em mostra nacional sobre “mitologias individuais” de outsiders

Via e Via

Martin_Ramirez

Martín Ramírez

A Oliva Creative Factory de S. João da Madeira, que acolhe a única mostra ibérica de Arte Bruta, inaugura no sábado, 18 de Junho, uma nova exposição com obras de autores considerados outsiders, destacando agora aqueles que melhor souberam criar “mitologias individuais”.

A mostra revela ao público uma nova selecção de cerca de 100 trabalhos entre os 800 que os coleccionadores privados Richard Treger e António Saint Silvestre cederam em regime de comodato ao município – onde estabeleceram assim um dos principais museus da Europa dedicado à arte produzida por criadores livres da influência de correntes e estilos oficiais, como doentes psiquiátricos, reclusos ou autodidactas em isolamento social.

Intitulada “Arte Bruta: uma história de mitologias individuais”, a nova exposição é comissariada pelo curador francês Christian Berst e esse explicou à Lusa que o particular conjunto de trabalhos agora exibidos na Oliva tem como principal função demonstrar “como as obras de Arte Bruta representam, antes de tudo, uma tentativa de elucidação do mistério que é estar no mundo”.

Três dos autores que melhor o exemplificam são o mexicano Martín Ramírez (1895-1963), o norte-americano Melvyn Way (1954) e o brasileiro Albino Braz (1896-1959).

No primeiro caso, a obra de Ramírez resulta de um percurso biográfico marcado tanto pela sua actividade de agricultor e mineiro, como pela perda da sua família na sequência da guerra em Tepatitlán e por um posterior internamento psiquiátrico de 16 anos na Califórnia.

Os seus primeiros desenhos revelavam uma patina especial que se deveria a efeitos da desinfecção a quente, dado que Ramírez já então havia sido diagnosticado com tuberculose, e na sua obra posterior predominam figurações de cavaleiros, que os especialistas julgam evocar os rebeldes de Cristero ou os cowboys em pose altiva dos teatros americanos – o que constituiria uma amálgama entre as suas raízes nativas e os ícones do território que adotou mais tarde.

Quanto a Melvyn “Milky” Way, as suas justa-posições com números e fórmulas químicas reflectem uma obsessão com o tempo e o espaço, e já na sua juventude se expressavam em símbolos e formulações codificadas que só o próprio compreenderia. Tendo desenvolvido entretanto algumas perturbações mentais e também um peculiar interesse por música, o artista é hoje admirado por críticos eminentes como Jerry Saltz, que o define como “um génio místico visionário”.

Já Albino Braz, por sua vez, também esteve institucionalizado por 16 anos devido a esquizofrenia, mas desenvolveu uma obra de simbologia épica, em que figuras nuas de tamanho imponente dominam cenários povoados também por animais reais ou imaginários.

Ainda no sábado é também inaugurada na Oliva uma exposição de Arte Singular que, reunindo igualmente obras da colecção Treger e Saint Silvestre, revela trabalhos de criadores autodidatas que, voluntariamente ou não, optaram por se distanciar das artes oficiais – num formato que alguns definem como pós-Arte Bruta.

Essa mostra intitula-se “Acordar, sair, caminhar, desacelerar? Olhar, parar. Olhar de novo” e é da responsabilidade da curadora italiana Antonia Gaeta, que afirma que as obras em questão “representam um conjunto complexo submetido a uma certa ideia de organização, regras, proibições, deveres e responsabilidades, mas também possibilitam o seu contrário, mostrando alguma displicência e hilaridade das dinâmicas do urbano, o fantasioso, o grotesco, o labor e o emprego disfuncional do tempo”.

A primeira das novas exposições da Oliva Creative Factory estará patente ao público até 26 de Fevereiro de 2017; a segunda, até 23 de Outubro deste ano. Em paralelo, o museu acolhe actualmente também a mostra “Paradoxos da Torre de Marfim – A pintura e o pictórico na Colecção Norlinda e José Lima`, que poderá ser visitada até 24 de Setembro.

“Arte Bruta: Uma História de Mitologias Individuais”

Curadoria: Christian Berst

Artistas: A.C.M. (França), Ademeit (Alemanha), Benetto (França), Bosco(Itália), Bruenchenhein (U.S.A.), Camilo (Brasil), Zinelli (Itália), Chauhan (Índia), Deeds (U.S.A.) , Develin (Canadá), Domsic (Croácia), Erhard (Alemanha), Rodrigues (Brasil), Ferreira (Paraguai), Garcia (Uruguau), Gorgali (Irão), Fengyi (China), Hofer (Áustria), Janke (Alemanha), Jeremtschuk (Rússia), Lobanov (Rússia), Mackintosh (U.S.A.), Monichon (Uruguai), Monsiel (Polónia), Moser (U.S.A.), Perdrizet (França), Plný (República Checa), etc.

Patente até 26 de Fevereiro de 2017.

“Acordar, sair, caminhar, desacelerar… olhar, parar. Olhar de novo”

Curadoria: Antónia Gaeta

Artistas: Bartory (França), Fournier (França), Nyamainasche (Zimbabué), Marshal (Canadá), Chedburn (Inglaterra), Dado (Montenegro), Deal (França), Velliot França), Moreira (Portugal), Duranel (França), Dilla (Cuba), Cepkauskas (Lituânia), Wesley Willis (U.S.A.), Royal Roberston (U.S.A.), etc.

Patente até 23 de Outubro de 2016.

O Sequeira já é de todos nós

Fonte /  e

A campanha de angariação de fundos conseguiu em seis meses os 600 mil euros necessários para o Museu Nacional de Arte Antiga comprar uma importante pintura portuguesa. O envolvimento dos cidadãos, bem mais empenhados do que as empresas, foi a grande surpresa.

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) anunciou esta quarta-feira que atingiu os 600 mil euros necessários para comprar o quadro Adoração dos Magos, de Domingos Sequeira, actualmente nas mãos de privados, três dias antes do previsto.

A campanha “Vamos Pôr o Sequeira no Lugar Certo” conseguira horas antes uma das suas maiores contribuições com os 35 mil euros da Fundação da Casa de Bragança. Anteriormente, apenas a Fundação Aga Khan, com 200 mil euros, tinha ultrapassado esta doação. No site sequeira.publico.pt surge agora uma mensagem de agradecimento: “Alcançámos os 600 mil euros, graças a todos! Juntos conseguimos pôr o Sequeira no lugar certo. Muito obrigado!”.

Na conferência desta tarde, preparada em cima da hora para assinalar a conclusão da campanha, o entusiasmo de António Filipe Pimentel, o director do museu lisboeta, era naturalmente visível. Pelo envolvimento dos principais parceiros, o PÚBLICO, a RTP, a agência de publicidade Fuel e a Fundação Millennium BCP; pelo contributo dos cidadãos (mais de 15 mil particulares), das empresas, fundações, escolas, autarquias e juntas de freguesia (ao todo, são 172 as entidades que quiseram associar-se a esta angariação de fundos).

“Foi uma campanha com uma escala insólita, esmagadora, que nos mostrou a capacidade realizadora dos cidadãos”

, disse, salientando contributos como o dos alunos da Casa Pia de Lisboa – “acharam que tinham o dever moral de contribuir”, já que Sequeira foi bolseiro da instituição em Roma –, da Câmara de Montalegre, “que fez uma verdadeira homilia a apelar ao contributo dos seus munícipes”, do liceu que o próprio Pimentel frequentou em Coimbra e dos colegas dos museus nacionais Machado de Castro (Coimbra) e Soares dos Reis (Porto).

O quadro ficou totalmente iluminado esta quarta-feira no site da campanha, assinalando desta forma o sucesso e o termo da iniciativa que apelou ao envolvimento da sociedade civil. Pela sua dimensão e pela participação dos media a uma escala nacional, foi uma campanha inédita em Portugal, embora seja prática comum em vários países há décadas.

Na longa lista de agradecimentos com que deu início à conferência de imprensa, Pimentel não poderia deixar de referir a Fundação Aga Khan, que em Março oficializou um contributo de 200 mil euros – de longe o mais elevado da campanha, que por si só assegurou a compra de um terço da pintura. “Um acto de grande generosidade, mas também de tolerância”, já que tem a particularidade de partir de uma fundação de raiz islâmica e de se destinar à compra de uma obra que tanto fala aos católicos.

O ministro da Cultura, que antes de o ser foi dos primeiros cidadãos a contribuir para a compra desta Adoração, falou de uma “campanha exemplar” que resultou num “grande movimento de cidadania”. “Ganhámos hoje um Sequeira”, disse Luís Filipe Castro Mendes. “Pusemos o Sequeira no lugar certo e por isso estamos todos, todos, de parabéns.”

Para o novo titular da pasta, que fez questão de mencionar o papel que nela teve o seu “antecessor e amigo” João Soares, a quem se deve a criação de uma task force para a mobilização de empresas e outras entidades, esta campanha é um exemplo da forma que pode assumir “uma das linhas de força da política deste Governo” para o sector – “a que leva a cultura às pessoas e as pessoas à cultura”. Esta campanha mostrou, acrescentou ainda, que, “com o estímulo certo, a mensagem certa, se consegue mobilizar o público” e “entrar na sensibilidade dos cidadãos”.

Em resposta às perguntas do PÚBLICO, Castro Mendes disse ainda que campanhas como esta se devem repetir, ainda que adaptadas às necessidades de cada momento e instituição. E que não devem ser exclusivas dos museu nacionais nem dos grandes centros de Lisboa e Porto. “Temos assistido a fenómenos culturais notáveis no interior do país”, acrescentou o ministro, explicando que os equipamentos construídos nos últimos 20 anos “não estão abandonados, mas vivos”: “Há um movimento de cidadania pela cultura em todo o país.”

Para já, Pimentel não tem prevista outra campanha – “não podemos correr o risco de banalizar estas iniciativas” –, mas não afasta o cenário de algo semelhante no futuro. “Quero acreditar que é uma campanha transformadora”, que fez “jurisprudência”, disse, defendendo que a equipa do museu sentiu, desde o início, “o peso da responsabilidade extrema de fazer vingar um instrumento que ficaria à disposição de todos”, caso o objectivo fosse atingido. “Há em tudo isto um grande sentido de comunidade.”

“Uma revolução”

O director do MNAA concorda com a expressão que Castro Mendes usou para se referir à iniciativa – um “impulso de cidadania” – e vai mais longe, chamando-lhe uma “verdadeira revolução”: “Foi uma revolução porque, ao contrário dos golpes de Estado, que vêm de cima para baixo, a força desta campanha veio da base, dos cidadãos. Foram os cidadãos que pressionaram as empresas.

Ao PÚBLICO, o director do MNAA admitiu sentir-se “orgulhoso” por ter conseguido reunir os 600 mil euros exigidos sem ter sido necessária a intervenção do Estado. “Esse era para nós um ponto de honra. Cinco euros que fossem do Estado desautorizavam a campanha, o esforço dos cidadãos”, disse, sublinhando que esta angariação de fundos não é apenas “pedagógica” no que toca à sociedade civil – é-o também no que diz respeito ao poder central. “Esta campanha lembra ao Estado que, apesar das aquisições que tem vindo a fazer para as suas colecções, a começar pelas desta casa – aquisições de valores muito inferiores a este –, tem de subir a fasquia dos seus investimentos nos museus públicos.”

Para já a pintura vai ficar onde está, na entrada do museu, até ao dia limite da campanha, 30 de Abril. Depois será sujeita a uma intervenção de conservação e restauro para que a 21 de Maio, na Noite dos Museus, possa voltar a ser exposta. Nesse dia, o MNAA faz a festa da campanha, organizada pela discoteca Lux-Frágil, agradecendo a todos os que contribuíram. “Primeiro foi o museu ao Lux, agora é o Lux que vem ao museu”, disse Pimentel. Só no princípio de Julho – em data ainda a anunciar porque a reinauguração das galerias de pintura e escultura portuguesas, inteiramente renovadas, depende da agenda do Presidente da República – deverá ocupar o seu lugar definitivo no percurso expositivo, ao lado das esculturas de João José de Aguiar e de outras pinturas do próprio Sequeira e de Vieira Portuense.

Uma equipa excepcional

Esta campanha de angariação de fundos dividiu a Adoração dos Magos em 10 milhões de pixéis para que cada português pudesse participar com um esforço mínimo de seis cêntimos. Feitas as contas ainda antes de entrar a contribuição da Casa de Bragança, foram reunidas 5.430 contribuições de particulares (219.933 euros) e 172 de empresas e outras entidades (356.414 euros), um número que é no entanto enganador porque algumas destas entradas juntam centenas ou mesmo milhares de pessoas, como a relativa à da festa do Lux e algumas transferências bancárias.

A contribuição que fechou a campanha partiu da Fundação da Casa de Bragança, a instituição a que Marcelo Rebelo de Sousa presidiu até ocupar o seu lugar em Belém. A participação do Presidente da República foi, aliás, um dos grandes impulsos que o director do Museu de Arte Antiga identificou nesta recta final, em que chegaram ainda cheques da Fundação Belmiro de Azevedo (dez mil euros) e contributos de várias empresas e escolas, incluindo o Agrupamento Domingos Sequeira, de Leiria.

Ainda esta quarta-feira, e porque a iniciativa termina, curiosamente, no “seu” dia, o Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga associou-se à campanha com uma doação de cinco mil euros.

Até esta hora não tinham ainda dado entrada os contributos já anunciados da ANA – Aeroportos de Portugal (20 mil euros) e da Câmara Municipal do Porto (15 mil). Na mensagem de agradecimento, o site da campanha explica, aliás, que “todas as contribuições ainda em processamento serão contabilizadas”.

“Fiquei agradavelmente surpreendido com a notícia de hoje, de que a campanha tinha chegado ao fim com resultado positivo”, afirmou Manuel Bairrão Oleiro, que durante anos foi responsável pelos museus públicos no Ministério da Cultura e actualmente é assessor para a área dos museus da EGEAC, empresa que gere os equipamentos culturais da Câmara Municipal de Lisboa.

“Foi muito meritório que o Museu de Arte Antiga se tenha lançado numa campanha deste tipo. Nunca tinha sido feito com esta dimensão e espero que abra a porta para novas iniciativas semelhantes.” Bairrão Oleiro surpreendeu-se com o elevado número das contribuições individuais, muitas vezes anónimas, destacando como ponto negativo “alguma falta de adesão de empresas e entidades com maior dimensão”.

A historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, que também já dirigiu o organismo público responsável pelos museus nacionais, diz que a sua reacção só podia ser de júbilo. “É um resultado que não era evidente. Embora o seu sucesso tenha sido sempre anunciado com uma imensa positividade – era uma campanha que não podia falhar –, o resultado manifesta o lugar peculiar que o Museu de Arte Antiga conseguiu ocupar, fruto da excepcional equipa que tem e também da pessoalização dessa equipa na figura do director.” Henriques da Silva diz que António Filipe Pimentel conseguiu descolar o museu do “triste ramerrame da Direcção-Geral do Património Cultural”, da constante alteração de equipas. “O museu tem estado numa linha contínua de afirmação e desenvolvimento.”

Depois, a historiadora de arte diz que esta campanha, em redor de uma pintura religiosa que não era muito fácil, “foi muito bem comunicada, quer pela televisão, quer sobretudo pelo jornal PÚBLICO, que foram aliados extraordinários”. Destaca também, “como muito bem jogada”, a festa de angariação realizada no Lux, em Lisboa, e a contribuição da Fundação Aga Khan.

Raquel Henriques da Silva recorda a sua posição inicial, em que pedia uma contribuição do Estado, para afirmar que eventualmente não tinha razão. “Pelos vistos foi desnecessário e fico muito contente por isso.” Sobretudo, acrescenta ainda, a campanha teve este resultado “extraordinário”: “Saibam muito ou saibam pouco, o nome de Sequeira ficou. Talvez também tenha permitido que as pessoas percebam que a qualidade pictórica está em todas as épocas e em todas as tipologias.”

Não é solução para as colecções

O crítico e comissário Delfim Sardo, que trabalha na área da arte contemporânea, diz que esta foi uma excelente operação conduzida pelo museu e pela sua direcção, “mas não pode configurar nenhum tipo de solução para o problema das colecções de arte em Portugal, porque implica à partida uma demissão do Estado”.

Sardo sublinha a criatividade da campanha e a capacidade de comunicação e mobilização do museu. “Além de ter conseguido a verba para a pintura, a campanha teve efeitos em termos da imagem pública do museu: [agora] pertence, de alguma maneira, à comunidade e esta tem de assumir a sua responsabilidade em relação ao museu.”

Delfim Sardo diz que nem todos têm a capacidade do MNAA e que mesmo o museu não vai poder voltar a fazer uma campanha semelhante tão cedo. “Não me parece que seja uma estratégia que se possa repetir”, acrescenta, identificando algumas das prioridades do Estado no que toca às colecções: “Além de uma política responsável de coleccionismo público, que passa por uma política de aquisições, é muito importante que o Estado pense o coleccionismo para lá da injecção de dinheiro. Há uma quantidade de situações legais em que é necessário mexer para podermos ter coleccionismo, como o direito sucessório ou a legislação do IVA.”

“A Adoração dos Magos” já está no sítio certo

Fonte / 

magos02

O Museu Nacional de Arte Antiga já tem os 600 mil euros necessários para adquirir “A Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira. Vai ser restaurado e regressa a 21 de maio, com uma festa no museu.

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) já atingiu os 600 mil euros necessários para comprar A Adoração dos Magos, do pintor Domingos António Sequeira, anunciou o organismo em comunicado. Agora o Sequeira já pode ficar no lugar certo.

De acordo com o Público, a campanha “Vamos Pôr o Sequeira no Lugar Certo” atingiu o valor necessário três dias antes do previsto, graças à contribuição de 35 mil euros da Fundação da Casa de Bragança, uma das maiores até à data. Este contributo foi apenas ultrapassado pelo da Fundação Aga Khan, que doou 200 mil euros.

A Adoração dos Magos estará em exibição no MNAA até ao final do mês, altura em que será retirado para ser objeto de uma pequena intervenção de restauro. O quadro irá regressar ao museu no dia 21 de maio, a Noite Europeia dos Museus, para uma grande festa. Numa conferência de imprensa na tarde desta quarta-feira, António Filipe Pimentel, diretor da instituição, convidou todos os que contribuíram a tirar nesse dia uma “fotografia gigantesca” no jardim junto ao museu, que estará nas redes sociais à hora de jantar.

À noite, o Lux, que em fevereiro organizou um evento para a ajudar a pôr A Adoração dos Magos no lugar certo, irá fazer a festa dentro das paredes do MNAA. Porque se o Sequeira não vai ao Lux, o Lux vai ao Sequeira. Afinal, “o museu é de todos, para todos”, como salientou António Filipe Pimentel.

“Ganhámos hoje um Sequeira”

Admitindo que nunca pensou que seria possível chegar tão longe, o diretor do MNAA agradeceu a todas as entidades e particulares que, ao longo dos últimos meses, ajudaram a divulgar a campanha e a colocar o quadro de Domingos Sequeira no lugar certo. “Chegámos ao ponto que queríamos, e a nossa imaginação não ia tão longe”, disse António Filipe Pimental, admitindo, porém, que o objetivo sempre foi “chegarmos ao fim”.

Muitas vezes disseram-nos que não íamos conseguir porque os portugueses não têm cultura. O que os portugueses disseram [com isto] é que cresceram muito nos últimos anos”, referiu o diretor do museu. “A sociedade portuguesa tornou-se cidadã, adulta.”

Na conferência desta quarta-feira, esteve também presente o ministro da Cultura. Luís Filipe Castro Mendes, um dos primeiros a contribuir para a compra da Adoração dos Magos, fez questão de referir o quanto “estamos felizes com este movimento de cidadania”. “Foi exemplar, na medida em que se gerou um movimento de apropriação da cultura. A sociedade é muito mais capaz do que muitas vezes se pensa. Só é preciso dar-lhe os estímulos certos.”

Admitindo ter a certeza de que a campanha “Vamos Pôr o Sequeira no Lugar Certo” é um “exemplo” que “vai ser seguido” no futuro, o ministro salientou o facto de esta ser um “exemplo de como, através dos estímulos certos, se consegue mobilizar o grande público”.

Ganhámos hoje um Sequeira”, referiu o ministro da Cultura. “Pusemos o Sequeira no lugar certo. Estamos todos de parabéns.”

A campanha para comprar A Adoração dos Magos, uma iniciativa inédita em Portugal, foi lançada pelo MNAA em outubro do ano passado. O quadro de 1828, atualmente na posse dos descendentes do Duque de Palmela, faz parte da chamada série “Palmela”, um conjunto de quatro pinturas religiosas da autoria de Domingos Sequeira. O pintor português é considerado um dos mais importantes do século XIX.

O MNAA possui, na sua coleção, os desenhos preparatórios e finais das quatro telas, mas não as respetivas pinturas a óleo. Para além da Fundação Aga Khan, contribuíram para a compra do Sequeira outras 171 entidades e 15 mil particulares.

 

Surrealismo Internacional Agora 2016 nos EUA, Mississipi, Particula Coimbra e Museu Multimédia Poros, Portugal

Via Santiago Ribeiro

santiago_ribeiro_02

Steve Smith

A próxima edição da “International Surrealism Now” será realizada nos Estados Unidos, Mississipi na Cullis Wade Depot Art Gallery, MSU Welcome Center de Janeiro a Fevereiro, espaço Particula Coimbra, em Fevereiro próximo e Museu Multimédia Poros em Condeixa-a-Nova, Portugal, em 2016.

São os seguintes artistas que vão expor no estado norte-americano do Mississipi na Cullis Depot Gallery localizado “above the Mississippi State University welcome center”:

Estados Unidos: France Garrido, Olga Spiegel, Joe MacGown, Steve Smith, KD Matheson, Muniz, Shahla Rosa.

Portugal: Santiago Ribeiro, Paula Rosa, Victor Lages, Francisco Urbano.

Museu Multimédia Poros

Surrealismo Internacional Agora é um projecto do pintor surrealista Santiago Ribeiro, que se tem dedicado à promoção do surrealismo do século XXI, através de exposições pelo mundo.

A Surrealismo Internacional Agora começou em Coimbra em 2010, onde Santiago Ribeiro preparou uma grande exposição organizada pela Fundação Bissaya Barreto. Este evento, já esteve em Conímbriga, no 50.º aniversário do Museu Monográfico de Conimbriga (segundo museu mais visitado de Portugal). Fez depois uma itinerância por Paris com o apoio da GAPP – Galeria de Arte Portugal Presente e Liba WS, organizado uma vez mais pela Fundação Bissaya Barreto e Santiago Ribeiro, e por Madrid com o apoio de Yamal Din. Depois disso, foi para Dallas com o apoio da artista surrealista norte americana Shahla Rosa.

Ultimamente foi apresentado no solar medieval de Paço da Ega, organizado pela Rede de Bibliotecas e Cãmara Municipal de Condeixa-a-Nova e na galeria Vieira Portuense situada no centro da cidade do Porto a segunda maior cidade de Portugal.

A Surrealismo Internacional Agora conta neste momento com artistas de 30 países, Alemanha, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Croácia, Espanha, EUA, Filipinas, França, Holanda, Indonésia, Inglaterra, Irão, Islândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Sérvia, Ucrânia, Vietname.

A exposição é composta com obras de desenho, pintura, fotografia, arte digital e escultura.

Artistas

Agim Meta, Espanha / Ana Neamu, Romenia / Ana Pilar Morales, Espanha, Anna Plavinskaya, Russo /EUA / Andrew Baines, Australia / Asier Guerrero Rico ( Dio ), Espanha / Brigid Marlin, UK / Daila Lupo, Italia / Dan Neamu, Romenia / Daniel Hanequand, Canada / Daniele Gori, Italia / Domen Lo, Eslovenia / Edgar Invoker, Russia / Egill Eibsen, Islandia / Erik Heyninck, Belgica / Ettore Aldo Del Vigo, Italia / Farhad Jafari, Irão / France Garrido, EUA / Francisco Urbano, Portugal / Gromyko Semper, Filipinas / Héctor Pineda, México / Hector Toro, Colombia / Hugues Gillet, França / Isabel Meyrelles, Portugal / Joe MacGown, EUA / Keith Wigdor, EUA / Leo Wijnhoven, Holanda / Leo Plaw, Alemanha / Liba WS, França / Lubomír Štícha, Républica Checa / Ludgero Rolo, Portugal / Lv Shang, China / Maciej Hoffman, Polonia / Magi Calhoun, EUA / Maria Aristova, Russia / Martina Hoffman, Alemanha / Mehriban Efendi, Azerbaijão / Naiker Roman, Espanha / Nazareno Stanislau, Brazil / Nikolina Petolas, Croácia / Octavian Florescu, Canada / Oleg korolev, Russia / Olga Spiegel, EUA / Otto Rapp, Austria / Paula Rosa, Portugal / Paulo Cunha, Canada / Pedro Diaz Cartes, Chile / Philippe Pelletier, França / Rudolf Boelee, Nova Zelândia / Santiago Ribeiro, Portugal / Sergey Tyukanov, Russia / Shahla Rosa, EUA / Shoji Tanaka, Japão / Shan Zhulan, China / Sio Shisio, Indonésia / Slavko Krunic, Sérvia / Sônia Mena Barreto, Brazil/ Steve Smith, EUA / Stuart Griggs, UK / Svetlana Kislyachenko, Ucrania / Tatomir Pitariu, EUA / Ton Haring, Holanda / Victor Lages, Portugal / Vu Huyen Thuong, Vietname / Yamal Din, Espanha / Yuri Tsvetaev Russia / Zoran Velimanovic, Sérvia.

Video por Steve Smith

Nos Estados Unidos:

“LUSO – American and Portuguese Surrealism of the 21st Century”
Janeiro – Fevereiro, 2016
Recepção na Galeria: Janeiro, TBD, 5-6 p.m.
Cullis Wade Depot Art Gallery, MSU Welcome Center

Director da Galeria: Lori Neuenfeldt, LNeuenfeldt@caad.msstate.edu

662-325-2973

http://caad.msstate.edu/wpmu/artnews/tag/cullis-wade-depot-gallery/

Santiago Ribeiro
santiagoribeiropainting@gmail.com
+351-964485027
http://santiagoribeiropainting.blogspot.pt

International Surréalisme Maintenant 2016 aux États-Unis, Mississipi, Particula Coimbra et Multimédia Musée de Poros, Portugal

Via Santiago Ribeiro

santiago_ribeiro_02

Steve Smith

La prochaine édition de “l’International Surrealism Now” aura lieu aux États-Unis, Mississippi dans la Galerie d’Art Depot Cullis Wade, MSU Welcome Center de janvier à février, dans l’espace Particule Coimbra et au Multimédia Musée de Pores (Portugal) en 2016.

Artistes exposés aux Etats-Unis: France Garrido, Olga Spiegel, Joe MacGown, Steve Smith, KD Matheson, Muniz, Shahla Rosa (Etats-Unis) et Santiago Ribeiro, Paula Rosa, Victor Lages, Francisco Urbano (Portugal).

L’ International Surrealism Maintenant est un projet de Santiago Ribeiro, peintre surréaliste portugais qui s’est dévoué à la promotion du Surréalisme du siècle XXI, moyennant les expositions réalisées partout, dans le monde.

L’ International Surrealism Maintenant a débuté à Coimbra en 2010, où a eu lieu une grande exposition organisée par la Fondation Bissaya Barreto apprêtée par Santiago Ribeiro. Depuis, ce même événement a eu lieu à Conímbriga, à l’occasion du 50 ème anniversaire du Musée Monographique de Conímbriga ( le deuxième musée le plus visité au Portugal).

Après une itinérance par Paris avec l’appui de la GAPP( Galerie d’Art Portugal Presente) et celui de Liba WS, organisée une fois de plus par la Fondation Bissaya Barreto et Santiago Ribeiro, il est parti à Madrid avec l’appui de Yamal Din et à Dallas, avec l’appui de l’artiste surréaliste nord-américaine Shahla Rosa.

Dernièrement l’exposition est présentée au public dans le manoir medieval du Paço da Ega, organisation du Réseau des Bibliothèques et la Mairie de Condeixa-a-Nova et dans la galerie Vieira Portuense, Porto, Portugal.
L’ International Surrealism Maintenant, possède à son actif 67 artistes des 30 pays suivants: Allemagne, Australie, Autriche, Azerbaïdjan, Belgique, Brésil, Canada, Chili, Chine, Croatie, Espagne, EUA, Philippines, France, Hollande, Indonésie, Angleterre, Iran, Islande, Italie, Japon, Mexique, Nouvelle Zélande, Pologne, Portugal, Roumanie, Russie, Servie, Ukraine, Vietnam.

L’exposition est composée d’œuvres de Dessin, Peinture, Photo, Art Digital et Sculpture.

Artistes:

Agim Meta, Ana Neamu, Ana Pilar Morales, Anna Plavinskaya, Andrew Baines, Asier Guerrero Rico ( Dio ), Brigid Marlin, Daila Lupo, Dan Neamu, Daniel Hanequand, Daniele Gori, Edgar Invoker, Egill Eibsen, Erik Heyninck, Ettore Aldo Del Vigo, Farhad Jafari, France Garrido, Francisco Urbano, Gromyko Semper, Héctor Pineda, Hugues Gillet, Isabel Meyrelles, Joe MacGown, Keith Wigdor, Leo Plaw, Liba WS, Lubomír Štícha, Ludgero Rolo, Lv Shang, Maciej Hoffman, Magi Calhoun, Maria Aristova, Martina Hoffman, Mehriban Efendi, Naiker Roman, Nazareno Stanislau, Nikolina Petolas, Octavian Florescu, Oleg korolev, Olga Spiegel, Otto Rapp, Paula Rosa, Pedro Diaz Cartes, Rudolf Boelee, Santiago Ribeiro, Sergey Tyukanov, Shahla Rosa, Shoji Tanaka, Shan Zhulan, Sio Shisio, Slavko Krunic, Sônia Mena Barreto, Steve Smith, Svetlana Kislyachenko, Tatomir Pitariu, Ton Haring, Victor Lages, Vu Huyen Thuong, Yamal Din, Yuri Tsvetaev e Zoran Velimanovic.

Video par Steve Smith

aux Etats-Unis :

“LUSO – American and Portuguese Surrealism of the 21st Century”
janvier à février, 2016
ouverture: janvier TBD, 5-6 p.m.
Cullis Wade Depot Art Gallery, MSU Welcome Center

directeur de la galerie: Lori Neuenfeldt, LNeuenfeldt@caad.msstate.edu

662-325-2973

http://caad.msstate.edu/wpmu/artnews/tag/cullis-wade-depot-gallery/

Santiago Ribeiro
santiagoribeiropainting@gmail.com
+351-964485027
http://santiagoribeiropainting.blogspot.pt

Sur Santiago Ribeiro
L’artiste portugais de Coimbra, a montré ses œuvres avec une grande régularité au Portugal et dans d’autres pays européens, Lisbonne, Paris, Nantes, Belgrade, Madrid, Barcelone, Grenade, Moscou, Berlin, Varsovie, Florence, Podgorica, au Monténégro, Timisoara en Roumanie et aussi aux  États-Unis à Dallas au Texas.
Il est la force motrice et le promoteur du projet international “Surréalisme Now”, qui a commencé en 2010, organisé par la Fondation portugaise Bissaya Barreto.
Récemment, l’exposition «Le Surréalisme Now” a eu lieu à Lisbonne, à la suite d’un partenariat avec l’artiste Victor Lages.
Santiago Ribeiro a diffusé et promu son travail sur l’Internet, à travers les réseaux sociaux et les blogs, ayant ainsi reçu de nombreuses invitations à exposer son art dans différentes parties du monde. “

International Surrealism Now 2016 in US, Mississipi, Particula Coimbra and Multimedia Poros Museum, Portugal

Via Santiago Ribeiro

santiago_ribeiro_02

Steve Smith

The next editions of International Surrealism Now will be held in United States, Mississipi at Cullis Wade Depot Art Gallery, MSU Welcome Center, it will be in January and February and in Partícula Coimbra, next February, and Multimedia Poros Museum in Condeixa-a-Nova, Portugal 2016.

The follow artists will exhibit in United States, Mississipi at Cullis Depot Gallery located above the Mississippi State University welcome center:

American : France Garrido, Olga Spiegel, Joe MacGown, Steve Smith, KD Matheson, Muniz, Shahla Rosa.

Portuguese : Santiago Ribeiro, Paula Rosa, Victor Lages, Francisco Urbano.

International Surrealism Now is a project by the surrealist painter Santiago Ribeiro, who has dedicated himself to promoting the surrealism of the 21st century, through exhibitions worldwide.

The “International Surrealism Now” began in 2010 in Coimbra, when Santiago Ribeiro conceived a major exhibition organized by Bissaya Barreto Foundation. This event has been in Conímbriga celebrating the 50th Anniversary of the Monographic Museum (second most visited museum in Portugal). The show has also been in Paris with the support of GAPP – Art Gallery Portugal Presente and Liba WS, organized once again by the Bissaya Barreto Foundation and Santiago Ribeiro, and in Madrid with the support of Yamal Din. After that it went to Dallas with the support of the American surrealist artist Shahla Rosa.

Lately it has been presented at the medieval manor house of Paço da Ega, organized by Rede de Bibliotecas and the town Council of Condeixa-a-Nova

At present, the “International Surrealism Now” includes artists from 30 countries: Australia, Austria, Azerbaijan, Belgium, Brazil, Canada, Chile, China, Colombia, Croatia, Czech Republic, Spain, USA, Philippines, France, Holland, Indonesia, England, Iran, Iceland , Italy, Japan, Mexico, New Zealand, Poland, Portugal, Romania, Russia, Serbia, Slovenia, Ukraine, Vietnam.

The exhibition consists of a variety of artworks including drawing, painting, photography, digital art and sculpture.

Artists:

Agim Meta, Spain / Ana Neamu, Romania / Ana Pilar Morales, Spain / Anna Plavinskaya, Russia/USA / Andrew Artist Baines, Australia / Asier Guerrero Rico ( Dio ), Spain / Brigid Marlin, UK / Daila Lupo, Italy / Dan Neamu, Romania / Daniel Hanequand, Canada / Daniele Gori, Italy / Domen Lo, Slovenia / Edgar Invoker, Russia / Egill Ibsen, Iceland / Erik Heyninck, Belgium / Ettore Aldo Del Vigo, Italy / Farhad Jafari, Iran / France Garrido, USA / Francisco Urbano, Portugal / Gromyko Padilla Semper, Philippines / Héctor Pineda, Mexico / Hector Toro, Colombia / Hugues Gillet, France / Isabel Meyrelles, Portugal / Keith Wigdor, USA / Leo Wijnhoven, Holland / Leo Plaw, Germany / Liba Waring Stambollion, France / Joe MacGown, USA / Lubomír Štícha, Czech Republic / Ludgero Ludgero Rôlo, Portugal / Lv Shang, China / Maciej Hoffman, Poland / Magi Calhoun, USA / Maria Aristova, Russia / Martina Hoffmann, Germany / Mehriban Efendi, Azerbaijan / Naiker Roman Cespedes, Spain / Nazareno Affonso, Brazil / Nikolina Petolas, Croatia / Octavian Florescu, Canada / Oleg Korolev, Russia / Olga Spiegel, USA / Otto Rapp, Austria / Paula Rosa, Portugal / Paulo Cunha, Canada / Pedro Diaz Cartes, Chile / Philippe Pelletier, France / Rudolf Boelee, New Zealand / Santiago Ribeiro, Portugal / Sergey Tyukanov, Russia / Shahla Rosa, USA / Shoji Tanaka, Japan / Shan Zhulan, China / Sio SandraJaya, Indonesia / Slavko Krunic, Serbia / Sônia Menna Barreto, Brazil/ Steve Smith, USA / Stuart Grigz, UK / Svetlana Kislyachenko, Ukraine / Tatomir Pitariu, USA / Ton Haring, Holland / Victor Lages, Portugal / Vu Huyen Thuong, Vietnam / Yamal Din, Spain / Yuri Tsvetaev, Russia / Zoran Velimanovic, Serbia.

Video by Steve Smith

in United States:

“LUSO – American and Portuguese Surrealism of the 21st Century”
January – February, 2016
Gallery Reception: January, TBD, 5-6 p.m.
Cullis Wade Depot Art Gallery, MSU Welcome Center

Gallery Director: Lori Neuenfeldt, LNeuenfeldt@caad.msstate.edu

662-325-2973

http://caad.msstate.edu/wpmu/artnews/tag/cullis-wade-depot-gallery/

Santiago Ribeiro
santiagoribeiropainting@gmail.com
+351-964485027
http://santiagoribeiropainting.blogspot.pt

About Santiago Ribeiro

The Portuguese artist, born in Condeixa-a-Nova and living in Coimbra, has shown his artworks with great regularity in Portugal and in other European countries, including Lisbon, Paris, Nantes, Belgrade, Madrid, Barcelona, Granada, Moscow, Berlin,  Warsaw, Florence, Podgorica, Montenegro, Timisoara in Romania, Japan, Los Angeles and Dallas in Texas.

He is the driving force and the promoter of the international project “Surrealism Now”, which started in 2010, organized by the Bissaya Barreto Foundation.

Recently, the “Surrealism Now” exhibition was held in Lisbon, as a result of a partnership with artist Victor Lages.

Santiago Ribeiro has publicized and promoted his work on the internet, through social networks and blogs, thereby having received  numerous invitations to exhibit his art in various parts of the globe.”

Morreu o pintor português António Costa Pinheiro

Via

António Costa Pimheiro

O artista plástico António Costa Pinheiro, um dos fundadores, em 1958, do grupo KWY, morreu na sexta-feira, na Alemanha, vítima de pneumonia, disse hoje à Lusa o galerista português Mário Roque.

De acordo com o galerista, que cita informações da mulher do pintor, o corpo de António Costa Pinheiro deverá ser cremado na segunda-feira, na Alemanha, e, mais tarde, as cinzas deverão ser depositadas, a pedido do próprio, em Quelfes (Olhão), onde o pintor tinha casa.

Fernando Pessoa – Heterónimo, 1978, óleo sobre tela, 150 x 200 cm

“Costa Pinheiro, o pintor ele-mesmo” é o título da exposição sobre o artista plástico, patente na Galeria S. Roque, em Lisboa, que faz uma retrospectiva da obra do artista, desde os primeiros anos na Alemanha.

Com 82 trabalhos em tela e em papel — 70 de catálogo e 12 fora de catálogo — a mostra percorre, sobretudo, o trabalho do artista plástico entre 1955 e 1985 e está patente até 31 de Dezembro.

António Costa Pinheiro nasceu em Moura, em 1932, e fixou-se com os pais, em Lisboa, aos 10 anos, tendo frequentado o Liceu Camões, e a Escola de Artes Decorativas António Arroio, seguindo-se, mais tarde, a Academia de Belas Artes de Munique, na Alemanha.

A primeira exposição individual de António Costa Pinheiro realizou-se em Lisboa, em 1956, na Galeria Pórtico.

Nessa altura, acompanhava um núcleo de artistas mais velhos, entre os quais se destacavam Fernando Lemos, de raiz modernista, e Fernando Azevedo e Vespeira, do Grupo Surrealista de Lisboa.

A partida para a Alemanha, em 1957, verificou-se depois do serviço militar, juntando-se em Munique a René Bertholo e Lourdes Castro, com quem expôs na Galeria 17 e na Internationales Haus.

Foi já na Alemanha que cofundou o grupo KWY, com René Bertholo, Lourdes Castro, João Vieira, José Escada, Gonçalo Duarte, Jan Voss e Christo.

As três letras que, à data, não integravam o alfabeto português, KWY, foram aproveitadas pelos artistas para a composição da frase irónica “ká wamos yndo”.

É deste período, aliás, “o grosso dos trabalhos” agora patentes em Lisboa, como disse à Lusa Mário Roque.

Organizada pelo galerista, em colaboração com o artista plástico, a sua mulher, Katrin — a quem o pintor fazia questão de chamar Catarina -, e os dois filhos de ambos, a mostra tem curadoria de Bernardo Pinto de Almeida, que considerou a obra do pintor “uma das mais corajosas, coerentes e lúcidas da segunda metade do século artístico e cultural português”, como escreveu na monografia dedicada ao artista, publicada pela Caminho, em 2005.

Expostas na Galeria S. Roque estão também, segundo o galerista, telas da fase “Citymobil” — que sucede à fase dos “Reis” — e na qual o pintor construiu maquetas de uma cidade imaginária, que expôs na Alemanha assim como numa retrospectiva na Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma das últimas intervenções de Costa Pinheiro em espaço público, em Portugal, foi na estação de Metro da Alameda, em Lisboa, com painéis de azulejo sob o tema “Os descobridores”.

Entre os seus trabalhos destacam-se igualmente os painéis dedicados a Fernando Pessoa e aos seus heterónimos.

No início da década de 1960, quando era bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, participou na exposição do grupo KWY na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, apontada por historiadores de arte portuguesa como um dos marcos do “início dos anos 60” em Portugal.

Em 2001, o grupo KWY foi novamente alvo de retrospetiva, numa exposição do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Em 1961, o pintor regressou a Lisboa, onde chegou a estar detido em Caxias, pela polícia política da ditadura, por ter assinado um papel enviado ao Presidente da República, Américo Tomás, na sequência do assassínio do pintor José Dias Coelho, pela PIDE, em 1961.

Em 1963 voltou a Munique e foi na cidade da Baviera que expôs individualmente, com base regular, na Galeria Leonhart.

Em 1967, recebeu o prémio de pintura — Förderpreis – da Cidade de Munique.

São de meados da década de 1960 os retratos imaginários que António Costa Pinheiro faz dos Reis de Portugal e com os quais obteve enorme êxito.

De 1967 e 1973, interrompeu a atividade artística, chegando mesmo a empregar-se como barman, e, ainda que nunca tenha deixado de pintar, afastou-se das galerias.

Costa Pinheiro expôs em diferentes instituições internacionais, entre as quais a Galeria Kunst + Kommunikation, em Munique, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e a Casa de Serralves, no Porto.

Recebeu, entre outros, o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte, o Prémio da Fundação E. Reuter, na Alemanha, os prémios de gravura da Bienal de Cerveira e Intergrafik, de Berlim, e o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Renoir sabe pintar ou é uma treta?

Via  /  Beatriz Dias Coelho

O grupo de manifestantes envergava cartazes com dizeres como “ReNOir”, “Deitem-no abaixo! O Renoir não presta” e “Deus Odeia Renoir” Renoir Sucks at Painting

Um protesto intitulado “Renoir Sucks” à porta do Museu de Belas-Artes de Boston exigiu a retirada dos quadros do pintor impressionista do museu.

Renoir é um bom pintor, não é? Não, nem para todos. Na segunda-feira, um movimento nascido no Instagram contestou a qualidade das obras do pintor francês, num protesto à porta do Museu de Belas-Artes de Boston (EUA), que exigia que os quadros do artista sejam retirados da exposição permanente.

O grupo de manifestantes envergava cartazes com dizeres como “ReNOir”, “Deitem-no abaixo! O Renoir não presta” e “Deus Odeia Renoir”. Ao jornal britânico The Guardian, Max Geller, o organizador do movimento apelidado “Renoir Sucks”, explicou que “na vida real, as árvores são bonitas. Nos quadros de Renoir, as árvores são apenas uma colecção de rabiscos verdes”, questionando mesmo “porque é que tantas pessoas o consideram um bom pintor? Já olharam para os quadros dele?”.

Max Geller defendeu que Renoir, um dos principais protagonistas do movimento impressionista, é considerado um bom pintor porque o seu trabalho está exposto em museus, mas uma análise cuidadosa das suas obras prova que essa ideia “mostra-se bastante falaciosa”. Justificou, ainda, que a ideia para o movimento surgiu-lhe numa visita à Barnes Foundation (Filadélfia, EUA), que acolhe uma vasta exposição do pintor descrita por Geller como “pilhas carregadas de calorias vazias”. Por fim, acrescentou que todas as outras obras do museu são “esmagadoramente bonitas”, declarando que “a decisão do Museu de Belas-Artes de Boston de expor obras de Renoir quando há claras obras-primas de verdadeiros mestres nas reservas, representa um acto de terrorismo estético”.

Seguir Guerrilla Art Lecture. Coming to a confused art museum near you. #renoirsucksatpainting

A conta do Instagram, chamada “Renoir Sucks at Painting”, conta já com 4371 seguidores e 209 publicações, que mostram inúmeros close up de quadros do pintor com críticas nos comentários, bem como fotografias de membros do movimento de protesto fazendo caretas à frente de algumas obras.

Quem não ficou indiferente ao movimento foi a tetraneta de Renoir, que comentou uma das fotografias publicadas na conta: “Quando o teu tetravô pinta alguma coisa avaliada em 78,1 milhões de dólares… então poderás criticar. Até lá, é seguro dizer que o mercado livre se impôs e que Renoir não era mau pintor”.

Para Sebastian Smee, crítico de arte do jornal norte-americano Boston Globe, o protesto foi “bastante engraçado” mas não passou de um “choro por atenção coordenado”. Apesar de reconhecer que alguns quadros do pintor são “péssimos”, defende que Renoir “foi um dos artistas mais dotados da sua geração”. Destaca, ainda, a obra Bal à Bougival, lembrando que é uma das mais amadas de Boston e considerando-a “cheia de vida e cor e enamoramento, um quadro tão arrojado e amante da vida que qualquer pessoa se deixa seduzir sem sequer pensar”.

Editado por Isabel Salema

To all you Renoir haters: he does not ‘suck at painting’

Via

Le Moulin de la Galette, by Pierre-Auguste Renoir, 1876

A sexy crowd brought alive by dappled sunlight … Le Moulin de la Galette, by Pierre-Auguste Renoir, 1876 Photograph: De Agostini/Getty Images

A new campaign wants to ban the French impressionist. Here are the paintings that prove what daft philistines the ‘Renoir sucks at painting’ protesters truly are.

It has happened. The gates have fallen. Artistic civilisation has collapsed. A mob has gathered outside the Boston Museum of Fine Arts, demanding that Pierre-Auguste Renoir’s paintings be removed from its walls because they “suck”. This is it, surely. The End.

Or perhaps not. Max Geller, whose Instagram account “Renoir sucks at painting” has mushroomed into a real life semi-serious protest movement against the French impressionist who died in 1919 and is a mainstay of every art museum worth its salt, has learned one rule for looking at art. You need to have opinions. In order to love some artists, you have to hate others.

Geller complains that people accept Renoir merely because his paintings are in museums. “Why do so many people think he’s good?” He is baffled by the acclaim this old French guy gets. He is right to question authority; we should not just accept a bland consensus about what constitutes great art. Hundreds of years of critical evolution – the paring out of fakes and forgeries, the definition of the canon – have created a pantheon of top artists that museums often present as unquestionable. But in real life, to engage with art is to be passionately selective. In the words of Shakespeare, as quoted by the critic Robert Hughes: “Nothing if not critical”. TS Eliot similarly observed that it would be very boring to talk about poetry with someone who liked all poetry. Dislike is the root of true enjoyment.

Who do you prefer, Caravaggio or Poussin? Jackson Pollock or Bridget Riley? These are not necessarily exclusive choices, but if no choices are made in a biased, passionate way then we literally won’t feel the force of art at all. It will all be a bland sludge gliding drearily past our eyes.

Seguir Guerrilla Art Lecture. Coming to a confused art museum near you. #renoirsucksatpainting

A lot of today’s supposedly educational institutions encourage people to accept the safe guidance of authorities. In doing so, they destroy the capacity to enjoy art. Guided tours and audioguides and textbooks that fail to discriminate or encourage discrimination, that feed out an endless parade of “correct” opinions, muffle the fire of art.

So I salute Renoir’s haters for this attempt at aesthetic democracy.

There’s just one problem. Geller is utterly wrong, and his reasons for disliking Renoir appear ignorant and philistine. “In real life, trees are beautiful. If you take Renoir’s word for it, you’d think trees are just a collection of green squiggles,” he complains.

Where to start? Do I need to explain that Renoir belonged to an art movement called impressionism? These painters sought to paint the flow and flux of the way we see nature, not to reproduce it in a pedantic way. They wanted to be evocative and suggestive.

We’re not iconoclasts! Renoir Just Sucks At Painting! #renoirsucksatpainting

 

If Renoir’s trees appear to be just “green squiggles” then you must be equally shocked and disgusted by JMW Turner’s vague skies, Claude Monet’s blurred morning light, and Camille Pisarro’s undefined streets.

With the “post-impressionist” painters who built on these artists’ discoveries, things get even stranger. Ban Cézanne! Abolish Van Gogh! Because they really do show nature as shards or squiggles.

Max Geller (foreground) and other protesters outside the Museum of Fine Arts in Boston.

Max Geller (foreground) and other protesters outside the Museum of Fine Arts.

Renoir does not suck. You just need to look at his painting Dance at the Moulin Galette. See how its sexy crowd of young Parisians are brought alive by dappled sunlight that glints and glances through the trees. How does this fail to be beautiful? The play of light that makes this painting dance is something we recognise and know to be a typical natural effect – but amazingly, no one had ever painted such a broken light before. This quickness of sunshine, this fluency of shadows, had never been acknowledged in art before Renoir came along.

Geller’s claim that Renoir fails to show the “beauty” of nature is astonishingly and crassly wide of the mark. Not only is the art of Renoir beautiful but he, personally and singlehandedly, taught the world to appreciate new dimensions to the beauty of the world we live in. By getting closer to the way we actually see, he showed us jewels that previous generations had never noticed. This can be seen gloriously in his sensual appreciation of a rainy day in the city, The Umbrellas.

Renoir is a rich and imaginative genius. He creates the equivalent of a provocative French novel in his painting La Loge, containing a whole narrative of dangerous liaisons in one glimpse of a couple at the theatre. He similarly encapsulates a whole life of artistic obsession in his portrait of the dealer Vollard caressing a statuette.

Just these few paintings are enough to prove the campaign against Renoir is daft and wrongheaded. It’s good to think about art and healthy to have strong opinions about it. But try looking harder first.

Getting closer to what we actually see … shadows and broken light in Renoir’s The Umbrellas. Photograph: DEA /De Agostini/Getty Images

%d bloggers like this: