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Moçambique Mia Couto recebeu o título Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo

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Mia Couto recebeu o título de doutor “honoris causa” em humanidades na especialidade de literatura, uma distinção que exige do condecorado domínio dos géneros literários e reconhecimento internacional como um autor que exalta os valores moçambicanos, segundo os estatutos da Universidade A Politécnica.

Mia Couto destacou a importância social da literatura, considerando que o seu papel é o de manter vivo o sonho do povo, assegurando que a paz prevaleça em Moçambique. “A literatura deve assegurar que o país respire em paz e possa sonhar”, declarou, acrescentando que ” a guerra não permite que o povo sonhe”.

Com mais de 30 livros publicados, Mia Couto, 60 anos, é um dos escritores mais destacados da literatura em língua portuguesa, traduzido em várias línguas, incluindo alemão, francês, italiano e inglês. O escritor é formado em Biologia e foi jornalista em vários órgãos de informação, incluindo a Agência de Informação de Moçambique e a revista moçambicana Tempo.

Este ano, Mia Couto fez parte dos dez finalistas do Man Booker International Prize, um dos prémios mais importantes do mundo literário e que foi vencido por húngaro László Krasznahorkai. Em Junho, o escritor moçambicano recebeu das mãos do Presidente moçambicano a Medalha de Mérito de Artes e Letras, no quadro da atribuição de distinções a personalidades que se destacaram em várias áreas durante os 40 anos de independência do país, que se assinalaram a 25 de Junho.

Entre as várias obras publicadas de Mia Couto, destacam-se “Terra Sonâmbula”, “Se Obama Fosse Africano” e “O Último Voo do Flamingo”, esta última adaptada ao cinema. O autor já foi distinguido com o prémio Virgílio Ferreira em 1999, prémio da União Latina de Literaturas Românticas em 2007, Prémio Camões em 2013 e o prémio Naustad International Prize For Literature.

Discurso de Mia Couto

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Moçambique: Associação Progresso vence Prémio de Alfabetização da UNESCO.

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Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

ONG vai receber US$ 20 mil, um diploma e uma medalha da agência da ONU; impacto na alfabetização em idiomas locais, uso de pesquisas, formação e envolvimento de comunidades valeram a distinção com Prémio Rei Sejong.

A Associação Progresso, de Moçambique, foi confirmada como vencedora do Prémio UNESCO de Alfabetização Rei Sejong. Com o reconhecimento, a ONG deve receber US$ 20 mil, um diploma e uma medalha.

Na mesma categoria dos Prémios Internacionais de Alfabetização, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura distinguiu o Instituto Nacional de Educação do Sri Lanka.

Línguas Locais

Sobre o prémio da entidade moçambicana, a UNESCO destaca a eficácia na alfabetização em idiomas locais, que é considerada um trampolim para a igualdade de género do programa em línguas moçambicanas.

O anúncio, divulgado esta quarta-feira, realça os “bons resultados alcançados com base nos padrões e em pesquisas internacionais”, na formação de facilitadores e no envolvimento comunitário para conceber, acompanhar e melhorar a sua prestação.

O Prémio UNESCO de Alfabetização Confúcio vai para a Plataforma de Associações do Asama e Pós-Asama de Madagáscar. O Colégio para Adultos de Valparaíso do Chile também foi premiado nesta categoria, ao lado da Associação Svatobor da Eslováquia.

Dia Internacional

Os cinco prémios serão entregues nas celebrações do Dia Internacional da Alfabetização a 8 de Setembro, em Paris. O tema deste ano é “Alfabetização e Sociedades Sustentáveis”.

Na escolha dos laureados, o júri internacional que atribui o prémio foi orientado pelo mesmo tema. A UNESCO defende haver ligações vitais entre a alfabetização e a agenda de desenvolvimento sustentável, a ser adoptada pela ONU este ano.

Após aprovar a proposta dos vencedores, a directora-geral da UNESCO, Irina Bokova,  disse que “mulheres e homens de todo o mundo precisam de alfabetização para se encarregarem das suas vidas”.

A chefe da agência  considerou a alfabetização “indispensável para sensibilizar e reunir a participação das bases nos esforços necessários para melhorar a forma como se cuida do planeta e para gerir os seus recursos”.

Moçambique recebe a VII Bienal de Jovens Criadores da CPLP

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Bruna Angélica Pelicioli Riboldi

Moçambique vai acolher a VII Bienal de Jovens Criadores da CPLP, cujas actividades terão como palco as cidades de Maputo e Matola, entre os dias 17 e 21 de Julho de 2015.

Sob o lema “Juventude e cultura reforçando os laços de amizade”, o evento é um encontro das diversas linguagens artísticas dos países lusófonos, onde ciência, tecnologia e gastronomia também marcam presença.

O encontro decorre no âmbito da conferência de ministros do Desporto e Juventude e pretende ser um espaço de intercâmbio e conhecimento entre jovens criadores dos países lusófonos.

Este evento, contará com cerca de 200 representantes, que poderão mostrar a sua arte em modalidades como música, dança, teatro, moda e literatura.

A realização de bienais de “jovens criadores” da CPLP é um espaço de intercâmbio e diálogo que promove a criatividade, inovação e empreendedorismo no seio da juventude dos países-membros, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial.

Moçambique – Assinado com Tanzânia acordo para proteção ambiental da fauna

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Moçambique e Tanzânia assinaram em Maputo um acordo para a proteção ambiental da fauna da denominada Área de Conservação Transfronteiriça da Reserva do Niassa e da Reserva do Selous.

«Os dois países têm sido vítimas de caçadores furtivos, que usam os corredores das nossas fronteiras para traficar ilegalmente marfim e outros recursos naturais», palavras do ministro da Terra, do Ambiente e do Desenvolvimento Rural de Moçambique, Celso Correa.

O acordo pretende ser, no fundo, uma plataforma de cooperação para garantir a proteção da biodiversidade, combatendo os frequentes ataques de caçadores furtivos na região.

Moçambique é apontado por inúmeras organizações ambientais como um corredor para contrabando de marfim e de chifres de rinocerontes com destino à Ásia.

De acordo com dados da Wildlife Conservation Society, a população de elefantes caiu para metade em Moçambique em cinco anos e 95% da população foi abatida justamente no norte do país, junto à fronteira com a Tanzânia.

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