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Moçambicano Félix Mula é o vencedor do prémio Novo Banco Photo 2016

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O artista moçambicano Félix Mula ganhou o Novo Banco Photo 2016, o maior prémio português de arte contemporânea, que tem um valor pecuniário de 40 mil euros e que este ano passou a incluir apenas criadores nacionais e de países africanos de língua oficial portuguesa. Para além de Mula, estavam nomeadas as artistas Mónica de Miranda (Angola/Portugal)  e Pauliana Valente Pimentel (Portugal).

O anúncio foi feito nesta quinta-feira no Museu Colecção Berardo, em Lisboa, onde até 2 de Outubro se podem visitar as exposições que os três finalistas conceberam propositadamente para a fase final do prémio. Na linha dos seus trabalhos anteriores, Félix Mula apresentou trabalhos fotográficos e uma instalação que ora se relacionam com a sua experiência pessoal mais singular, ora convocam a experiência colectiva e a sua relação com os espaços herdados do colonialismo, como as “cantinas” (lojas rurais), onde se vendia um pouco de tudo. Na condição de regressado ao seu país vindo da Ilha da Reunião, Mula mostra o estado de abandono e de semi-adormecimento a que muitos das construções coloniais foram votadas. Para tentar compreender a relevância e o significado que hoje tem este legado, o artista procurou testemunhos orais de quem viveu perto desses edifícios (“gosto mais de ouvir do que registar”), trabalho cujo resultado pode ser apenas uma frase com informações imprecisas ou incompletas. Nada que preocupe Félix Mula, que gosta do atrito entre realidade e ficção, da incerteza e das “diferentes versões da mesma história”.

Novo Banco Photo 2016

Artista(s): Félix Mula, Mónica de Miranda, Pauliana Valente Pimentel
Museu Colecção Berardo, Lisboa, de 18 de Maio de 2016 a 2 de Outubro de 2016, todos os dias, das 10h às 19h

Neste trabalho de Mula, o parque edificado colonial cruza-se ainda com as memórias de quem o utilizou e foi obrigado a abandoná-lo, como foi o caso da família Lee que, depois da independência de Moçambique, escolheu Portugal como destino, sem qualquer relação directa com o país, a não ser a nacionalidade estampada num passaporte.

Fizeram parte do júri que atribuiu os prémios Élise Atangana (França/Camarões), curadora e produtora, David Claerbout (Bélgica), artista, e Yves Chatap (França/Camarões), curador e editor. Este grupo entendeu privilegiar “o trabalho, cuja proposta, mais se centrasse no domínio do fotográfico, atendendo à natureza do prémio, que tem a fotografia na sua origem”. A decisão, tomada por unanimidade, sublinha ainda “a singularidade estética” do trabalho de Félix Mula, que permite “vislumbrar um importante caminho para uma relevante entendimento da prática fotográfica”.

Félix Mula nasceu em Maputo, em 1979. Começou a fotografar com o pai, fotógrafo de estúdio, aos 13 anos. Frequentou a Escola Nacional de Artes Visuais e o Centro de Documentação e Formação Fotográfica, em Maputo, antes de ingressar na Escola Superior de Artes da Ilha da Reunião. É artista plástico e também professor, desde 2012, no Instituto Superior de Artes e Cultura, na capital moçambicana. Participou em múltiplas exposições e residências artísticas em Moçambique e no estrangeiro.

Prémio da crítica francesa para a Bovary de Tiago Rodrigues

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Peça do actual director do Teatro Nacional D. Maria II foi considerada a melhor do ano em língua francesa.

Bovary, que o português Tiago Rodrigues (texto e encenação) estreou em 2014 no Alkantara Festival e remontou recentemente em Paris, com actores locais, foi considerada a melhor peça do ano em língua francesa pela Associação Profissional da Crítica de Teatro, Música e Dança de França. O espectáculo esteve em cena no Théâtre de la Bastille de 3 a 26 de Maio, integrado na Operação Bastilha, que ali levou o Teatro Nacional D. Maria II, de que Tiago Rodrigues é director artístico, e que será retomada na temporada 2016/2017.

Construída em torno do julgamento por atentado à moral e à religião de Gustave Flaubert, autor desse escandaloso Madame Bovary que foi inicialmente publicado em folhetim pela Revue de Paris em 1856, a peça agora premiada constitui, aponta o comunicado distribuído à AFP, “uma genial adaptação da peça de Flaubert e do processo à época instaurado ao escritor”.

Em Maio, a crítica francesa já tinha mostrado o seu entusiasmo, mas não unanimemente, pela operação a que Tiago Rodrigues submeteu o texto. No blogue que mantém no jornal Le Monde, Judith Sibony escreveu que “o espectáculo é exactamente o que o teatro deveria ser sempre”, destacando a precisão do texto, “digna das exegeses académicas”, o humor e o prazer exercidos em palco, e a sua capacidade de “activar o espectador”. NaTélérama, Fabienne Pascaud descreveu como “luminosa” a releitura de Flaubert proposta pelo encenador, e no Libération Anne Diatkine sublinhou “a luz persistente” do espectáculo. Já Armelle Héliot, do Figaro, considerou a experiência “uma decepção profunda”, depois das expectativas criadas por By Heart, criação anterior de Tiago Rodrigues: “Longe da emoção que esperávamos, encontramo-nos perante uma maneira muito narcísica de representar”, aponta, lamentando a “auto-satisfação” que se apoderou do dramaturgo encenador e dos seus intérpretes”.

Os prémios promovidos pela associação, que reúne 140 jornalistas da imprensa escrita e audiovisual francesa e estrangeira, distinguiram ainda, e duplamente, o encenador flamengo Ivo Van Hove: melhor espectáculo do ano para a sua encenação de Vu du Pont, de Arthur Miller, no Théàtre de l’Odéon, e melhor espectáculo estrangeiro para Kings of War, “magistral condensado, em 4h30, de cinco peças de Shakespeare”, que se apresentou no Théâtre National de Chaillot em Janeiro deste ano.

“A das Artes” volta a ser eleita Livraria Preferida dos Portugueses

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Pelo segundo ano consecutivo, a livraria volta a recolher a preferência dos mais de 4500 participantes na votação “online”.

 A livraria A das Artes, em Sines, no litoral alentejano é a livra preferida dos portugueses, pelo segundo ano consecutivo, foi divulgado na Feira do Livro de Lisboa, pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

“A A das Artes, em Sines, reuniu a preferência dos mais de 4.500 participantes que votaram online, repetindo a vitória de 2015, conquistando o 1.º prémio com 438 votações”, afirma a APEL em comunicado.

A votação online decorreu de 06 e Abril a 15 de Maio, e registou mais dois mil participantes que no ano passado, tendo a livraria siniense ganhado ainda o Prémio Melhor Atendimento.

Quanto à Livraria Preferida, em 2.º lugar ficou a Aqui Há Gato, em Santarém, no 3.º a LeYa na Bucholz, em Lisboa, no 4.º a Arquivo, em Leiria e no 5.º a Traga-Mundos, em Vila-Real.

O Prémio Melhor Ambiente foi atribuído à Lello & Irmão, no Porto e o de Melhor Catálogo foi para a FNAC Colombo, enquanto o Prémio Conveniência foi entregue à Livraria Barata, em Lisboa.

A Livraria Preferida dos Portugueses é uma iniciativa da APEL no âmbito do programa Ler em Todo o Lado, que remonta a 2013, quando se realizou a primeira edição.

A “Livraria Preferida” tem “como principal objectivo a promoção dos hábitos de leitura junto de diversos públicos em diferentes locais e através de diversas acções”, segundo comunicado da APEL.

A primeira edição, em 2013, começou por premiar a livraria preferida dos lisboetas, tendo sido escolhida a Bertrand, do Chiado, a mais antiga livraria do mundo. No ano seguinte, a eleição alargou-se ao território nacional e a vencedora foi a Livraria Cabeçudos, em Lisboa.

No ano passado participaram “cerca de 2500 portugueses na votação online, menos meio milhar do que em 2014 e a vencedora foi a Livraria A das Artes, em Sines, no litoral alentejano.

Prémios APOM 2016. Lista

Via /  José d’Encarnação

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Realizou-se ontem, dia 3, no Museu do Dinheiro, em Lisboa, a solene cerimónia da entrega dos prémios APOM 2016.

São os galardões com que a Direcção da Associação Portuguesa de Museologia entende distinguir as mais variadas personalidades e entidades ligadas à actividade museológica e a cerimónia constitui também, sem dúvida, mais uma chamada de atenção para a importância que os museus detêm na vida cultural e até económica do País. Há, como se vê, todo um mundo de iniciativas que giram em torno das entidades museológicas, as quais constituem, por outro lado, o repositório do que de mais digno e de mais valioso temos para consolidar a nossa memória e a nossa identidade.

PRÉMIOS APOM 2016  

 

  • Prémio Personalidade do Ano –

o        Dra Luisa Clode

o        Dr Francisco Maduro Dias

 

  • Melhor Estudo sobre Museologia –                    

o       Maria de Luz Sampaio

Tese de Doutoramento: Da fábrica para o Museu. identificação , patrimonialização e difusão da Cultura Técnico-industrial. (Univ. de Évora)

 

  • Duarte Manuel Roque Freitas

Tese de Doutoramento: Memorial de um complexo arquitectónico enquanto espaço museológico: Museu Machado de Castro (1911-1965). (Faculdade de Letras da Univ. de Coimbra

  • Ana Isabel Jorge Dias

Tese de Doutoramento: Museu como Espaço/Tempo de Aprendizagem: Contributos para a Promoção da Literacia Científica. (Lusófona)

 

  • Ana Temudo Gaio Lima

Tese de Mestrado: Continuidade ou Rotura? Estudo das políticas de representação do MNSR entre 1950-1960 Durante a Direcção do Escultor Salvador Duarte Feyo. (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

 

  • Melhor Trabalho na área da Museologia –

o       Revista da Cultura DRC Açores- Prémio

  

  • Melhor Trabalho Jornalístico/Media-

o       “Caminhos da História”, Joel Cleto, Porto Canal – Prémio

 

  • Melhor Informação Turística-                                

o       MUSEU ARQUEOLÓGICO E ETNOGRÁFICO MANUEL VICENTE GUERREIRO – Almodôvar- Menção Honrosa

 

o       Museu Virtual de Manteigas- ACTIVA – Associação de Artes e Património de Manteigas Menção Honrosa

 

o       Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar – Prémio

 

  • Melhor Aplicação de Gestão e Multimédia-

o       Centro Interpretativo CM Porto/Casa do Infante- Prémio

o       Câmara Municipal de Coimbra – Prémio

 

  • Melhor Comunicação Online –

o       Biblioteca DigiTile – Azulejaria e Cerâmica online-  Fundação  Calouste Gulbenkian Prémio

o       Museu de Lamego catálogo online “A Glorificação do Divino”- Prémio

 

  • Melhor Site

o       Museu da Misericórdia do Porto- Prémio

 

  • Prémio Merchandising

o       Museu do Medronho- Menção Honrosa

o       Museu de Marinha- Prémio

  

  • Prémio Inovação e Criatividade –                                                

o       Museu de. Paredes de Coura …- Exposição Impressão Digital em Terras de Coura- Menção Honrosa

o       Museu do Aljube– Prémio

o       Palácio Nacional de Mafra (Biblioteca) s- Prémio

 

  • Prémio Cooperação Internacional

o       Embaixada da França

o       Embaixada da Coreia do Sul

 

  • Melhor Projecto Internacional-1

o       Museu Arpad Szenes -Vieira da Silva – Prémio

 

  • Prémio Parceria-                                                                                

o       Museu do Benfica – Cosme Damião Menção Honrosa

o       Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e Centro Cirúrgico de Coimbra “Visões. O interior do Olho humano”. Menção Honrosa

o       Direcção Regional da Cultura do Centro – Realidade do Imaginário- Prémio

o       A Luz de lisboa –  Museu de Lisboa, EGEAC, Fundação EDP, do Museu Nacional de Arte Contemporânea, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Videoteca de Lisboa, do Cinema São Jorge Prémio

 

  • Melhor Transporte

o       MASVS – Prémio

o       Museu Nacional dos Coches – Prémio

 

  • Prémio Colecção Visitável –                                                              

o       Museu do Alvarinho – Câmara Municipal de Monção – Prémio

o       Museu da Palha – Câmara Municipal de Fafe – Prémio

o       Museu da Seda – Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta – Prémio

 

  • Coleccionador-1

o       Dr João Palla Lizardo  Museu Solar do Ribeirinho – Madeira – Prémio

 

  • Melhor Incorporação

o       Pintura sobre Batalha de Alcácer-Kibir e o cadáver de D. Sebastião, entregue pelo Círculo Dr. José de Figueiredo/Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis – Prémio

o       José Sasportes doa a sua biblioteca de dança ao Museu do Teatro – Prémio

o       Museu da Misericórdia do Porto – Prémio

 

  • Melhor Trabalho de Investigação

o       Marcas de Água Maria José Santos – Prémio

o       Transformações Sociais durante o III Milénio AC no Sul de Portugal – O Povoado do Porto das Carretas, autoria de Joaquina Soares – Prémio

 

  • Prémio Mecenato

o       Samsung – Prémio

o       Iniciativa “Salva o Messi” | Museu do Caramulo – Prémio

 

  • Prémio Instituição –

o       ANF – Associação Nacional de Farmácias – Prémio                    

o       Câmara Municipal de Mértola – Prémio

 

  • Melhor -Trabalho de Museografia

o       Casa Museu Guerra Junqueiro – CM do Porto – Menção Honrosa

o       Comur, Museu da Murtosa – Menção Honrosa

o       Museu Municipal de Leiria – Prémio

o       Museu Municipal de Pinhel

 

  • Melhor Intervenção em Conservação e Restauro

o       Museu Nacional dos Coches – Prémio

o       Catedral de Miranda do Douro: restauro efectuado no cadeiral e armário das lanternas. DRCN (Direção Regional de Cultura do Norte) – Prémio

o       Farmácia Islâmica do Museu da Farmácia do Porto Prémio

 

  • Melhor Serviço de Extensão Cultural –                                        

o       Museu de Arte Sacra da Covilhã – Menção Honrosa

o       Museu Botânico-IP de Beja – Menção Honrosa

o       Museu da Baleia Prémio

 

  • Melhor Catálogo -3

o       Centro Interpretativo CM Porto/Casa do Infante – Prémio

o       Lisboa 1415 Ceuta – história de duas cidades (2015) Câmara Municipal de Lisboa/ Ciudad Autónoma de Ceuta/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL: Ceuta – Prémio

o       “De Roma para Lisboa: um álbum para o Rei Magnânimo” Museu de S. Roque da SCML Prémio

 

  • Melhor Exposição

o       Água – Património de Moura – CM Moura – Menção Honrosa

o       Museu das Comunicações – “O cabo submarino num mar de conectividades”- Prémio

o       Jóias da Carreira da Índia – Museu Fundação Oriente – Prémio

 

  • Melhor Museu Português –

o       Museu Municipal de Leiria – Menção Honrosa

o       Museu de Lisboa -Teatro romano – Menção Honrosa

o       Museu Municipal de Pinhel

o       Museu da Misericórdia do Porto Prémio

 

Quatro museus do Porto, Lisboa, Leiria e Pinhel disputam Museu Português 2016

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Museu de Pinhel

O Museu da Misericórdia do Porto, o Museu Teatro Romano de Lisboa, o Museu Municipal de Leiria e o Museu Municipal de Pinhel estão nomeados para o Prémio Museu Português 2016, organizado pela Associação Portuguesa de Museologia.

O Museu da Misericórdia do Porto, o Museu Teatro Romano de Lisboa, o Museu Municipal de Leiria e o Museu Municipal de Pinhel estão nomeados para o Prémio Museu Português 2016, organizado pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).

Contactado pela agência Lusa, João Neto, presidente da APOM, indicou que são estes os quatro finalistas apurados para o prémio de melhor museu, cujo vencedor vai ser anunciado na sexta-feira, numa sessão que se realiza a partir das 15:30, no Museu do Dinheiro, em Lisboa.

 Este é um dos principais galardões de um palmarés com cerca de 30 categorias que esta entidade dedicada à museologia atribui anualmente, desde 1997, a museus, projetos, profissionais e actividades desenvolvidas no sector. Os prémios são referentes ao ano anterior à atribuição.

O Museu da Misericórdia do Porto, inaugurado em 2015 pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, no centro da cidade, revisita os 500 anos de história daquela instituição e apresenta uma mostra das suas colecções de arte.

O percurso museológico integra a Igreja da Misericórdia, construção do século XVI, que recebeu uma grande intervenção no século XVIII, protagonizada por Nicolau Nasoni, e a Galeria dos Benfeitores, exemplar da arquitectura do ferro e vidro da cidade.

Construído na época do Imperador Augusto, o Teatro Romano de Lisboa, ocupa a vertente sul da colina do Castelo e apresenta um percurso com uma área de exposição, um campo arqueológico e as ruínas do teatro.

Além da exposição de materiais e elementos recolhidos, o museu disponibiliza suportes multimédia com informação sobre o Teatro Romano e a sua história, actualizando os dados sobre a arqueologia, os planos de conservação e recuperação.

Abandonado no século IV d.C., permaneceu soterrado até 1798, ano em que as ruínas foram descobertas durante a reconstrução pós-terramoto.

Foi objecto de várias campanhas arqueológicas, desde 1967, que recuperaram parte das bancadas, da orquestra, da boca de cena e do palco e um conjunto de elementos decorativos.

 O Museu Municipal de Leiria – cuja origem remonta a 1917, com a criação do Museu Regional de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática de Leiria – foi inaugurado em 2015, com um conteúdo que enquadra o acervo do antigo museu, as colecções artísticas municipais e a reserva arqueológica.

Possui dois espaços expositivos: o primeiro faz uma leitura geral da história do território, com objetos, acontecimentos e mitos, e, no segundo, são apresentadas exposições temporárias que aprofundam temáticas e colecções específicas.

O novo Museu Municipal de Pinhel, distrito da Guarda, inaugurado em 2015, acompanha a história do território, desde os materiais arqueológicos da pré-história, a ocupação romana, a época medieval, com objectos militares.

O período moderno é representado, entre outras peças, com esculturas provenientes de igrejas e capelas desaparecidas, exposição de bandeiras dos ofícios, tradicionalmente usadas em procissões.

O percurso do museu termina na actualidade, com testemunhos de pinhelenses, residentes no concelho, no país ou espalhados pelo mundo.

Os prémios são atribuídos pela APOM — fundada em 1965 -, para incentivar o espírito de preservação e divulgação do património dos museus, segundo a associação, e distinguem ainda, entre outros, a melhor intervenção e restauro, o melhor catálogo, mecenato e projecto museográfico.

“Travessa do Cotovelo” é o grande vencedor nos XVI Encontros de Cinema de Viana do Castelo

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“Travessa do Cotovelo” é o grande vencedor nos XVI Encontros de Cinema de Viana do Castelo

O documentário Brasileiro “Travessa do Cotovelo”, de Eduardo Cunha e Pedro Cela, é o grande vencedor da 16ª edição dos Encontros de Cinema de Viana do Castelo, arrebatando ambos os prémios PrimeirOlhar e PrimeirOlhar – Cinecubles.

O júri do Prémio PrimeirOlhar, constituído pelos investigadores Raquel Pacheco e Tiago Porteiro e pelo arquitecto Luís Ferro, foi tocado pela beleza do mosaico de imagens e de personagens que representam um tradicional beco no centro de Sobral, Ceará.

O mesmo filme também cativou o júri do Prémio PrimeirOlhar – Cineclubes, atribuído pela Federação Portuguesa de Cineclubes e Federación de Cineclubes de Galicia. O júri era constituído por Elsa Cerqueira, Raquel Moreira e Brais Moure Vila que destaca o filme pelas histórias humanas que surgem naquele lugar do Nordeste Brasileiro.

O júri do Prémio PrimeirOlhar quis também destacar com uma menção honrosa o documentário “Para lá do Marão”, realizado por Pedro Fernandes, no âmbito do Mestrado em Realização Documental da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias/ DocNomads – Masters in Documentary Film Directing / Portugal.

O prémio PrimeirOlhar, que premeia anualmente o melhor filme documental realizado por alunos de escolas Portuguesas, da Galiza e dos Países de Língua Portuguesa, atribuiu aos primeiros classificados em cada uma das categorias um prémio em numerário no valor de 1.000 euros cada.

A competição PrimeirOlhar, que já vai na sua 12ª edição, é uma iniciativa da AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual, promovida no âmbito da programação dos Encontros de Cinema de Viana, com a colaboração da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Mostra de arte contemporânea de países do Mercosul é inaugurada no Rio

Fonte / Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil

Obra do artista brasileiro G. Fogaça, que faz parte da mostra em cartaz na Caixa Cultural do Rio Divulgação/Assessoria de imprensa da mostra

A pluralidade da arte contemporânea de grande parte do Continente Sul-Americano pode ser apreciada a partir deste domingo (1º) na Caixa Cultural Rio de Janeiro. Aberta na tarde deste sábado (30), para convidados, a exposição Um só corpo. Arte contemporânea nos países do Mercosul reúne 55 trabalhos de 19 artistas do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Venezuela, com o objetivo de apresentar os diversos estilos e tendências da produção artística nesses quatro países.

Com uma proposta artística baseada na investigação do corpo, a exposição faz parte de um projeto que busca encontrar traços semelhantes dos aspectos culturais que compõem a latinidade, além de mostrar como diferentes artistas trabalham esses temas-chave para a formação cultural e política da América Latina. “Todos os artistas participam de um fio condutor, onde se produz uma leitura unificada de ausências, dores, terras e espoliações, mestiçagens e estranhezas, propriedades de um continente em constante construção de sua independência”, define a curadora Morella Jurado, diretora do Instituto de las Artes de la Imagem y el Espacio, da Venezuela.

As obras expostas são dos artistas Lucas Bambozzi, Ângela Barbour, G. Fogaça, Luiz Martins e Raquel Pellicano (Brasil); Gustavo Alamón, Salomón Reyes, Boris Romero e Mario Sarabí (Uruguai); Ana Laura Cantera, Vicente Aranaga, Argelia Bravo, Manuel Finol, Oscar Sotillo e Natalia Rondón (Venezuela); Lújan Funes, Julieta Hanono, Silvia Gai e Alexandre Curto (Argentina).

A exposição, que é itinerante e percorrerá todos os países do Mercosul, fica no Rio até 26 de junho. A entrada é franca e a visitação pode ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. A Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, 25, no centro do Rio.

Edição: Juliana Andrade

Manuel Alegre recebe dos seus pares o prémio Vida Literária

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“Vou sempre trabalhando nuns poemas e estou a escrever também memórias” NUNO FERREIRA SANTOS

Direcção da Associação Portuguesa de Escritores escolheu por unanimidade o poeta e ficcionista que, em 1965, com Praça da Canção, “fez arder uma geração inteira”.

O prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), no valor de 22.500 euros, foi atribuído esta quinta-feira ao poeta e ficcionista Manuel Alegre, consagrando um percurso literário de meio século, desde o mítico livro Praça da Canção (1965), que se tornaria um símbolo da oposição à ditadura, até aos poemas de Bairro Ocidental (2015) ou aos textos reunidos em Uma Outra Memória, que a D. Quixote lançou este mês.

Como é tradição neste prémio atribuído a cada dois anos – Alegre sucede à ficcionista Maria Velho da Costa, contemplada em 2013 –, a escolha é da responsabilidade da direcção da APE, presidida por José Manuel Mendes, que justificou esta distinção, decidida por unanimidade, com o “longo” e “muito premiado” percurso literário do autor, “reconhecido pelos leitores e pela crítica em termos que tornam inconfundível a sua presença de poeta, narrador, cronista e ensaísta” na “esfera cultural” do país.

“É um prémio significativo e que me honra muito, até porque me sinto muito bem acompanhado, tendo em conta as pessoas que o receberam antes de mim”, disse Manuel Alegre ao PÚBLICO, citando os exemplos de Miguel Torga, José Saramago ou Sophia de Mello Breyner Andresen. Além destes autores, também José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny, Victor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira, João Rui de Sousa e a já citada Maria Velho da Costa venceram este prémio de carreira.

O autor, que acaba de editar Uma Outra Memória, “textos sobre a escrita, sobre a vida, sobre os escritores, sobre Herberto, a Sophia, Cesariny, e também sobre figuras políticas”, diz estar sempre a trabalhar em alguma coisa. “Vou sempre trabalhando nuns poemas”, conta, “e estou a escrever também memórias”, um texto autobiográfico ainda sem título nem data de publicação. “Quando se tem uma vida como a minha, que não posso dizer que não tenha sido muito intensa e por vezes bastante tensa, com muitos episódios de natureza pessoal, e se mistura a literatura, a escrita… não é fácil”, conclui.

O histórico socialista e ex-candidato à Presidência da República, que fará 80 anos em  Maio, e cujo trajecto cívico e intelectual foi assinalado em 1999 com o Prémio Pessoa, é um dos autores portugueses contemporâneos mais lidos e traduzidos, e muitas das suas obras têm sido premiadas, como o livro de poemas Senhora das Tempestades (1998) ou o romance A Terceira Rosa, ambos de 1998, que venceram respectivamente o Grande Prémio de Poesia da APE e o Prémio Fernando Namora.

Mas o que torna o caso de Manuel Alegre verdadeiramente único na literatura portuguesa é o impacto que tiveram os seus dois livros iniciais – Praça da Canção (1965 e O Canto e as Armas (1967) –, que foram apreendidos pela Censura, mas circularam por todo o país, em exemplares salvos a tempo, mas sobretudo em cópias dactilografadas, ou mesmo manuscritas, e que eram recitados e cantados em manifestações, meetings estudantis e outras iniciativas de oposição ao regime.

Amplificados pela voz de Adriano Correia de Oliveira, antes de qualquer outra, mas também pelas de José Afonso, Manuel Freire ou Luís Cília, poemas como Trova de Vento que Passa e outros já andavam de mão em mão antes de Praça da Canção sair na colecção Cancioneiro Vértice, onde Fernando Assis Pacheco já publicara Cuidar dos Vivos.

“Foi certamente o livro mais lido, mais comentado, mais entusiasmante, mais influente para a minha geração”, diz de Praça da Canção, numa das suas crónicas, o romancista António Lobo Antunes, explicando que o livro se tornou “a bandeira dos estudantes contra o fascismo e a monstruosidade que vivíamos”. E acrescenta: “Não me ralou o tamanho do poeta que ele era, interessou-me o tamanho do que ele dizia. A ousadia com que fez arder uma geração inteira, e o incêndio que levantou sozinho”.

Na mesma crónica, cita um dos mais belos poemas do livro, Canção com Lágrimas e Sol, explicando que esses versos lhe vieram imediatamente à cabeça quando lhe morreu um camarada na tropa. “(…) Porque tu me disseste: quem me dera em Lisboa/ quem me dera em Maio. Depois morreste/ com Lisboa tão longe ó meu irmão de Maio/ que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro”, escrevia Manuel Alegre nesse poema.

Num texto escrito para o PÚBLICO a propósito da edição comemorativa dos 50 anos de Praça da Canção, José Jorge Letria diz que o livro “veio marcar a história cultural e política da resistência à ditadura em Portugal e influenciar o que viria a ser o processo de criação de uma canção política capaz de incorporar no seu temário grandes assuntos como a condenação da Guerra Colonial, a repressão, a emigração, o exílio e a tortura”.

Se é difícil ler hoje estes poemas ignorando a aura que se criou em torno deles, talvez se possa ainda assim arriscar o juízo de que o tom muitas vezes um tanto épico e grandiloquente da poesia de Alegre – que também espelha o seu ininterrupto diálogo com Camões – nunca funcionou tão bem e com tanta naturalidade como nos versos de resistência destes seus primeiros livros, ambos hoje com mais de uma dúzia de edições.

Na sua extensa bibliografia lírica, destacar-se-ão mais tarde títulos como Nova do Achamento (1979), o já referido Senhora das Tempestades, talvez o mais apreciado dos seus livros de poemas posteriores ao 25 de Abril, ou ainda Livro do Português Errante (2001).

Ficcionista relativamente tardio, estreou-se em 1989 com o romance Jornada de África e o livro de contos O Homem do País Azul, e publicou, entre vários outros, os romances Alma (1995), A Terceira Rosa (1998) e o recente Tudo É e Não É (2013), e ainda a novela Cão Como Nós, um invulgaríssimo caso de sucesso, com quase 30 edições publicadas.

Com Isabel Salema

Conheça as cinco “Mulheres Criadoras da Cultura” em 2015

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A produtora Maria João Mayer | PAULO SPRANGER / GLOBAL IMAGENS

Ângela Ferreira, Bárbara Bulhosa, Madalena Victorino, Maria João e Maria João Mayer foram distinguidas pelo Governo.

Foram consideradas as “Mulheres Criadoras de Cultura” em 2015. O galardão foi entregue a Ângela Ferreira, artista plástica, Bárbara Bulhosa, editora livreira, assim como a Madalena Victorino, coreógrafa, Maria João, cantora, e Maria João Mayer, produtora cinematográfica.

“O objectivo [do prémio] é distinguir mulheres que se têm notabilizado em vários domínios da produção cultural em Portugal, e promover uma visibilidade equilibrada entre homens e mulheres, isenta de estereótipos e preconceitos”, segundo o comunicado divulgado pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, do Ministério da Cultura.

Ângela Ferreira, vencedora do Prémio Novo Banco Photo 2015, que este ano expôs individualmente em Lisboa, Guimarães, São Paulo, Londres e Cidade do México, entre outras cidades, nasceu em Moçambique, em 1958, formou-se na Michaelis School of Fine Arts, na Cidade do Cabo, África do Sul, e tem-se distinguido pelo trabalho de reflexão sobre o impacto do colonialismo e do pós-colonialismo nas sociedades contemporâneas.

Ângela Ferreira vence prémio Novo Banco Photo 2015

Segundo o Parque de Escultura Contemporânea de Vila Nova da Barquinha, no Ribatejo, “foi a primeira a eleger a questão do passado colonial como temática artística”. Ângela Ferreira está representada em diversas colecções em Portugal, nomeadamente na da Fundação EDP, em Lisboa, e também em Espanha, França, África do Sul, Itália e Alemanha.

Bárbara Bulhosa, 43 anos, é directora e fundadora da Tinta-da-China, casa editora presente há dez anos no mercado português, e esteve anteriormente na direcção das Livrarias Bulhosa.

“Fui a primeira editora portuguesa com termo de identidade e residência”

Lançou a edição portuguesa da revista literária Granta, publica Fernando Pessoa, Oblamov e Hasek, clássicos de Dickens e Diderot, autores como Dulce Maria Cardoso, Paulo Varela Gomes, Teresa Veiga ou Michel Laub. Enfrentou uma queixa de generais angolanos, pela publicação de “Diamantes de sangue”, de Rafael Marques, e afirmou que é uma editora “independente” e que não está “ao serviço de ninguém”.

A coreógrafa Madalena Victorino, com trabalho como pedagoga e progrmadora cultural, estudou dança contemporânea na London School of Contemporary Dance e, em 1980, obteve o grau de professora de Dança na no Goldsmith’s College 1, Laban Centre for Movement and Dance, da Universidade de Londres.

Um bairro inteiro como palco do grande teatro da vida

Maria João, de 59 anos, é cantora de jazz, estudou na escola do Hot Clube de Portugal, em Lisboa. Em 1991 colaborou com o grupo Cal Viva, de Calos Bica e José Peixoto, e em 1994 formou duo com o pianista Mário Laginha, com quem continua a actuar. Trabalhou com músicos como Aki Takase e Niels Henning Orsted-Pedersen, Ralph Towner e Dino Saluzzi, David Linx e Diederik Wissels, entre outros.

Tem um total de 22 discos, em nome próprio, o mais recente intitula-se “Plástico” (2015).

Maria João Mayer é produtora de cinema há mais de dez anos, tendo trabalhado com realizadores como Manoel de Oliveira, Margarida Cardoso, Sérgio Tréffaut, Fernando Lopes.

Produziu “Montanha”, a primeira longa-metragem de João Salaviza, depois de ter produzido as curtas-metragens do realizador, nomeadamente “Arena”, que ganhou a Palma d’Ouro do Festival de Cannes, em 2009, e “Rafa”, que venceu o Urso d’Ouro do Festival de Berlim, em 2012.

A produtora Maria João Mayer | PAULO SPRANGER / GLOBAL IMAGENS

Também produziu a curta-metragem “Um dia frio”, de Cláudia Varejão, que participou nos festivais de Locarno, na Suíça, e Clermont-Ferrant, em França.

Este é o terceiro ano em que é entregue esta distinção, no âmbito do V Plano Nacional para a Igualdade-Género, Cidadania e não Discriminação.

Nos dois anos anteriores foram distinguidas a designer de moda Alexandra Moura, a ilustradora Danuta Wojciechowska, a actriz Glória de Matos, as artista plásticas Graça Morais e Joana Vasconcelos, a realizadora Teresa Villaverde, a maestrina Joana Carneiro, a bailarina Anna Mascolo, a declamadora Germana Tanger e a arquitecta Inês Lobo.

Madeira é o melhor destino insular do mundo

Via

Floresta Laurissilva – Madeira

A Madeira foi distinguida pelos World Travel Awards como o melhor destino insular do mundo.

Os prémios da WTA, entregues no sábado à noite em El Jadida, em Marrocos, visam galardoar, pela excelência, as marcas e os locais que se destacam, nas diversas regiões do globo, ao nível da indústria do turismo.

“A votação que premiou o destino Madeira incluiu cenários paradisíacos como Bali, Barbados, Creta, Ilhas Cook, Jamaica, Maldivas, Maurícias, Santa Lúcia, Sardenha, Seychelles, Sicília e Zanzibar”, diz a nota distribuída pela Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura (SRETC)

Em 2013, a ilha da Madeira concorreu aos World Travel Awards (WTA), na categoria de Leading Island Destination, na região da Europa.

Após ter ganhado nesta categoria, ficou automaticamente inscrita a nível mundial, repetindo-se a sua candidatura nos anos 2014 – em que ganha de novo, a nível europeu – e 2015, em ambos os níveis – Europa e Mundo.

No lugar que agora conquista, a Madeira sucede a Bali, a vencedora em 2014.

A Secretaria Regional lembra que “a Madeira desenvolveu, ao longo de todo este ano, vários apelos ao voto, quer através das redes sociais e plataformas digitais, quer através de campanhas e ações publicitárias alusivas a este fim”.

Sublinha ainda a “extraordinária importância da colaboração que foi desenvolvida pelo melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, ao associar-se a este apelo, de forma assumida, nas suas várias plataformas digitais e sociais”

 

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