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Página Online da exposição “A Botica do Real Convento de Thomar”

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Lusitania romana, origen de dos pueblos

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El Museo Arqueológico Nacional descubre por primera vez en Madrid la historia de Lusitania, la provincia romana creada hace más de 2000 años en el finis terrarum, el territorio del actual Portugal al sur del Duero y una zona de España, fundamentalmente Extremadura, Salamanca y el área más occidental de Andalucía. Su capital, la colonia Augusta Emerita, se convertiría en la población más importante de la fachada occidental del Imperio y en la primera capital efectiva de la península ibérica, tras la reforma administrativa de Diocleciano.

Estructurada en nueve áreas, la exposición recorre cinco siglos de historia de esta provincia, una de las menos conocidas del occidente romano pese a la importancia de su evolución, tanto por su localización, el extremo del mundo conocido, como por la diversidad de pueblos que la formaron y el significado político de su creación.

La sociedad, la cultura, la economía y la religión se reflejan en las más de 200 piezas exhibidas, procedentes de 12 instituciones portuguesas y tres españolas, que incluyen cuatro museos nacionales, cinco regionales y seis municipales.

Entre los fondos destacan 15 objetos de gran valor histórico y arqueológico, clasificados por el Estado portugués como “Tesoros Nacionales”, que han salido excepcionalmente del país con motivo de esta exposición, primero al Museo Romano de Mérida y ahora al MAN.

Lusitania Romana mostrará piezas tan significativas como el árula de Endovélico; la estela de Arronches, un ejemplar único de inscripción en lengua lusitana; los frescos de la Casa de Medusa, de Alter do Chão; el brazo de estatua de bronce monumental de Campo Maior; y dos entalles hallados en las excavaciones de Medellín.

Se exhiben también el sarcófago de las Estaciones del Museu Nacional Soares dos Reis, así como un variado conjunto de bronces provenientes de Torre de Palma, pertenecientes a la colección del Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, y la cabeza de Galieno, del Museu Municipal de Lagos Dr. José Formosinho.

Oito novas exposições para ver em Lisboa e uma em Madrid

Via / Lina Santos

Imagem de uma das peças da exposição “Lightopia” | ORLANDO ALMEIDA/ GLOBAL IMAGENS

Museu do Dinheiro, MAAT e Galeria 111 inauguraram esta quinta-feira oito exposições. E há mais uma. Em Madrid no MAN, mostram-se achados arqueológicos da Lusitânia.

Galeria 111

1. Ver o que salta aos olhos.

Júlio Pomar e Vitor Pomar realizam uma exposição conjunta do seu trabalho, que foi inaugurada esta quinta-feira, às 21:00, na Galeria 111, em Lisboa, onde ficará até 09 de Setembro (o espaço encontra-se encerrado durante o mês de Agosto).

“Ver o que salta aos olhos” é o título desta exposição de dois pintores de gerações diferentes – Júlio Pomar, com 90 anos, e Vítor Pomar, com 67 anos – que pretende “desenhar convergências e divergências, paralelismos, oposições e complementaridades”, segundo a galeria.

Museu do Dinheiro

2. Ânforas imperiais.

As ânforas, usadas na Antiguidade Clássica para transportar alimentos quase sempre, fornecem boas pistas sobre as transacções e a produção na Bacia do Mediterrâneo. É de fragmentos destas peças, fabricadas em vários locais da Lusitânia, assim como das moedas usadas nestas trocas que se faz esta exposição no Museu do Dinheiro, que explica também a importância do porto de Olisipo na economia romana.

O arqueólogo Artur Rocha faz visitas guiadas nos dias 9 de Julho, 10 de Setembro e 1 de Outubro, às 15.00. A exposição pode ser vista até 31 de Dezembro.

3. Cada Dia.

O artista Pedro Valdez Cardoso apresenta, desde quinta-feira, dia 30, no Museu do Dinheiro, em Lisboa, uma instalação sobre as contradições da existência humana.

A escultura simula uma carroça de tração animal que transporta uma pilha de barras douradas feitas em pão e, ao lado, outra peça exibe um par de chinelos em folha de ouro.

Fica até 08 de Outubro.

4. Passagem para o Outro Lado.

Teresa Milheiro mostra um projecto de joalharia no qual recria a imagética medieval, dando corpo a esculturas-marionetas inspiradas na trilogia das Barcas, de Gil Vicente, encenado o imaginário associado à travessia, da vida para a morte, também no Museu do Dinheiro, desde esta quinta-feira (e até 08 de Outubro).

Passagem para o outro lado reúne treze delicadas figuras, feitas em ouro, prata ou bronze, e que remetem para a imperfeição da sociedade e dos seus valores.

MAAT

5. Lightopia.

Concebida em 2013 pelo Vitra Design Museum, Lightopia tem estado em itinerância pela Europa e apresenta-se agora na renovada Central Tejo, antecipando a programação do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), um projecto de dois edifícios – o antigo museu da Electricidade e o edifício ao lado, um projecto da arquitecta britânica Amanda Levete, que só abre portas no dia 5 de Outubro).

Neste exposição, mostram-se exemplares do design da luz, tanto numa perspectiva histórica como numa perspectiva criativa. Reúne mais de 300 obras e fica até 11 de Setembro.

6. Segunda Natureza.

A propósito da natureza que já não o é, após a intervenção do homem, este é um primeiro olhar sobre a colecção de obras de arte que, nos últimos dez anos, tem sido reunida pela Fundação EDP e que, com o novo museu, Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, terá lugar cativo. A curadoria é de Luísa Especial e do director da instituição, Pedro Gadanho. Foram seleccionadas cerca de 40 obras da autoria de artistas como Alberto Carneiro, Gabriela Albergaria, Vasco Araújo, Sandra Rocha, Pedro Vaz, Fernando Calhau, João Queiroz, entre outros, até 16 de Outubro.

7. Silóquios, Solilóquios sobre a Vida, a Morte e outros Interlúdios.

Um projecto com três anos da autoria do artista Edgar Martins, que, entre Londres e Lisboa, com passagem pelo Instituto de Medicina Legal, desenvolveu esta exposição em torno da morte violenta, até 16 de Outubro.

8. Artist’s Film Festival.

Nove filmes de vários autores espalham-se agora pela sala das Caldeiras da Central Tejo, misturadas com o percurso expositivo do museu enquanto exemplar de património industrial. Foram escolhidos por Inês Grosso, curadora da exposição, a partir de uma plataforma internacional de troca de conteúdos de que a Fundação EDP faz parte. Dos 16 instituições envolvidas, entre elas a galeria britânica Whitechappel, foram seleccionados nove cujo ideia combina arte e tecnologia, ou não estivéssemos nas caldeiras da antiga fábrica de electricidade.

MAN Madrid

Lusitânia Romana, origem de dois povos

A exposição Lusitânia Romana, origem de dois povos abriu ao público, na sexta-feira, no Museu Arqueológico Nacional (MAN) de Espanha, em Madrid, com mais de 200 peças pertencentes a 12 instituições portuguesas e três espanholas.

A exposição estará aberta ao público até 16 de Outubro próximo, depois de já ter passado por várias cidades portuguesas e por Mérida, em Espanha.

A Lusitânia romana, criada há mais de 2.000 anos, incluía todo o actual território português a sul do rio Douro, a Extremadura espanhola, e parte da província de Salamanca, também em Espanha.

Arte rupestre sul-coreana no Museu do Côa até Outubro

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Especialistas assinalam que o sítio arqueológico do Bangudae mostra “as mais antigas” representações conhecidas “em todo mundo” da caça à baleia, com cerca de seis mil anos

O Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, mostra até Outubro outra arte rupestre, numa exposição “única” em toda a Europa sobre um centro de pesca à baleia da Coreia do Sul datado do Neolítico.

O Sítio Arqueológico de Bangudae, junto à cidade sul-coreana de Ulsan, é composto por gravuras de um período entre 6.000 e 1.000 antes de Cristo (aC), tendo sido descoberta a primeira rocha com gravuras do Neolítico, na década de 70 do século passado.

Em declarações à agência Lusa, o director do Parque Arqueológico do Vale do Côa, António Batista, disse que a exposição reflecte um tipo de arte rupestre diferente da existente no vale do Côa.

“Quem visitar o Museu do Côa (MC), tem agora um complemento para poder apreciar ou traçar uma linha paralela entre a arte rupestre do Côa e a do Vale do Bangudae, na Coreia do Sul”, frisou o também arqueólogo.

Especialistas assinalam que o sítio arqueológico do Bangudae mostra “as mais antigas” representações conhecidas “em todo mundo” da caça à baleia, com cerca de seis mil anos.

Apesar das diferenças, “o painel 1 do Bangudae mostra algumas particularidades que se podem comparar com as do Côa. É que ambos [os sítios] estavam ameaçados pela construção de barragens”, explicou o arqueólogo.

Segundo o técnico, os coreanos tiverem interesse em perceber como foi resolvido o problema das gravuras do Côa aquando da ameaça pela construção de uma hidroelétrica.

Aliás, foi o facto de a arte do Côa ter estado ameaçada pela construção de uma barragem, em meados da década de 90 do século passado, que os cativou para este “intercâmbio pré-histórico”.

No caso coreano, a mini-hídrica de Ulsan foi construída em 1965 e as gravuras só vieram a ser descobertas em 1971, sendo apenas visíveis, em alguns dos casos mediante as oscilações da subida ou descida das águas do rio Daegokcheon, um afluente do Taehwa que atravessa o centro da Ulsan.

Toda a mostra de arte rupestre agora patente no MC está montada para que visitante perceba melhor as diversas etapas do projecto arqueológico do Museu do Petróglifo do Bangudae, em Ulsan.

“A exposição também foi trabalhada e desenhada para as três salas de exposições do Museu do Côa, em que o visitante começa na arte rupestre e termina na Coreia do Sul actual”, enfatizou António Batista.

A exposição representa a segunda parte de um intercâmbio entre a Fundação Côa Parque e a entidade congénere asiática. Na primeira, em 2015, o Museu do Côa apresentou no Museu do Petróglifo de Bangudae, na cidade coreana de Ulsan, uma exposição da arte rupestre do vale do Côa, visitada por mais de 35 mil pessoas.

Inscrito na Lista da UNESCO como Património da Humanidade em 1998, o Vale do Côa é considerado pelos especialistas “o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre”.

Director do Museu da Presidência suspeito de desviar “bens culturais”

Via / MICAEL PEREIRA

Diogo Gaspar, director do Museu da Presidência, foi detido esta manhã pela Polícia Judiciária. De acordo com uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR), Diogo Gaspar será presente a um juiz de instrução criminal. Foram feitas buscas em vários locais, não só no próprio museu e na secretaria-geral da Presidência da República, em Lisboa, mas também em Portalegre, envolvendo oito magistrados e três dezenas de inspectores da PJ. O inquérito-crime, em que Diogo Gaspar é, para já, o único arguido, foi baptizado de Operação Cavaleiro.

A Polícia Judiciária, numa nota publicada no seu site oficial, diz que “foram apreendidos relevantes elementos probatórios, bem como diversos bens culturais e artísticos que, presumivelmente, terão sido descaminhados de instituições públicas”. O Expresso apurou que esta apreensão foi feito em casa de Diogo Gaspar.

Segundo um comunicado da PGR, o inquérito que levou à detenção do director do museu foi iniciado em Abril de 2015. “Investigam-se suspeitas de favorecimento de interesses de particulares e de empresas com vista à obtenção de vantagens económicas indevidas e suspeitas de solicitação de benefícios como contrapartida da promessa de exercício de influência junto de decisores públicos”, explica o Ministério Público. “Investigam-se, igualmente, o uso de recursos do Estado para fins particulares, a apropriação de bens móveis públicos e a elaboração de documento, no contexto funcional, desconforme à realidade e que prejudicou os interesses patrimoniais públicos”.

Em causa estão indícios de terem sido praticados crimes de tráfico de influência, falsificação de documento, peculato, peculato de uso, participação económica em negócio e abuso de poder.

Diogo Gaspar, de 44 anos, foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Santiago, em 2014, pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva. Já antes, em 2006, tinha sido condecorado pelo Presidente Jorge Sampaio com o grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique. Em Setembro de 2001 tornou-se coordenador do Museu da Presidência, tendo sido nomeado seu director em Outubro de 2004.

COMUNICADO NA ÍNTEGRA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

“Confirma-se que as autoridades judiciárias desencadearam hoje buscas nomeadamente no Museu e na Secretaria-geral da Presidência, devido a suspeitas de actividades ilícitas por parte de um funcionário do Museu. Os fatos na origem do inquérito são anteriores ao actual mandato presidencial. O aludido funcionário, que goza evidentemente da presunção de inocência, é responsável do Museu da Presidência desde 2001, tendo sido condecorado por dois anteriores Presidentes. O Museu é administrativamente uma direcção de serviços da Secretaria-geral.

O Presidente da República instruiu as Casas Civil e Militar e a Secretaria-geral para darem toda a colaboração possível às autoridades judiciais, em total transparência e abertura, e espera que a Justiça possa exercer rapidamente o seu papel. Mais instruiu o Conselho Administrativo e a Secretaria-geral para reforçarem as medidas, já em curso, de fiscalização, controle da despesa e luta contra actividades ilícitas, auditando sistematicamente a gestão orçamental.”

O único museu português da aguarela fica já ali, em Minde

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Espaço dedicado ao pintor Roque Gameiro acolhe actividades todos os meses.

É um museu pequeno, mas é também o único dedicado em exclusivo à aguarela em Portugal. Baseia-se sobretudo no legado de um artista, mas é o artista que revolucionou o uso desta técnica no nosso país. Fica fora do distrito de Leiria, mas apenas a 40 minutos de Leiria. Falamos do Museu Roque Gameiro, em Minde, que tem o interesse extra de se encontrar alojado na Casa dos Açores, edifício do início do século XX desenhado pelo pintor em colaboração com o arquitecto (e amigo) Raul Lino.

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Campanha de Crowdfunding do Museu Nacional Ferroviário com objetivo superado

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O Museu Nacional Ferroviário superou o objectivo pretendido com a campanha de crowdfunding “A caminho do Museu: Vamos transportar o Drewry”, que encerrou a 24 de Junho.

Foram reunidos 5 050,00 Euros para transportar o último exemplar dos locotratores Drewry, de Guifões, no norte do País, para o Museu, no Entroncamento.

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Online desde hoje, Arquivo Sonoro Digital

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A publicação on-line do Arquivo Sonoro Digital em acesso integral representa um momento histórico. Esta é a primeira colecção de fonogramas disponível on-line, a partir de um dos maiores acervos de fonogramas existente no país.

Consubstanciando um dos compromissos estratégicos do Plano de Salvaguarda da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), o Arquivo Sonoro Digital do Museu do Fado disponibiliza on-line os registos sonoros dos fados gravados desde o início do século XX.

Desenvolvido através de uma parceria entre o Museu do Fado (Câmara Municipal de Lisboa – EGEAC) e o Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas -Universidade Nova de Lisboa), o Arquivo Sonoro Digital reúne milhares de registos de fados gravados, desde o início do século XX, consubstanciando-se no maior repositório histórico do som existente em Portugal.

Alojada no site do Museu do Fado, a base de dados do Arquivo permite a pesquisa remota, através da internet, de milhares de registos sonoros desde o início do século, até à implementação da gravação eléctrica, facultando a pesquisa integrada por intérprete e repertório.
Gravados em Lisboa, Porto, Paris, Berlim ou Rio de Janeiro – acusticamente ou em gravação eléctrica (posterior a 1927) – estes discos circularam e foram comercializados em Portugal entre 1900 e 1950.

Gradualmente, o Arquivo Sonoro Digital integrará ainda o registo das gravações existentes em diferentes colecções, públicas e privadas, junto das quais se procedeu a inventários preliminares no quadro da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial (UNESCO). Neste domínio, a identificação sistemática de acervos relevantes para o estudo do Fado, na posse de distintas instituições, que o Museu do Fado e o Instituto de Etnomusicologia têm desenvolvido, permitiram já identificar mais de 30.000 repertórios associados ao Fado.

Em parceria com o Instituto de Etnomusicologia, o Museu do Fado opera sobre vários tipos de suporte: discos de baquelite a 78 rotações, discos de vinil (a 33 e 45 rotações), discos instantâneos (de acetato), discos de transcrição, discos não tipificados (a diferentes velocidades e de diferentes dimensões), suportes digitais (CD, DVD-audio, SACD, DAT, mini-disc, etc.), fita-magnética (todas as velocidades e dimensões de fita), cassetes (normais ou micro-cassetes), suportes vídeo (VHS, U-matic, Betamax, 8, DV, mini-DV), entre outros.

Além do tratamento arquivístico dos espécimes, o Museu do Fado/INET procede a investigação sobre arquivística do som (metadata, processamento digital, transferência de suportes, migração, restauro, bases de dados), bem como ao estudo do som gravado, em particular registado em suportes históricos, envolvendo equipas multidisciplinares das áreas de história, antropologia, etnomusicologia, musicologia e acústica.

Arquivo Sonoro Digital

MNAA Agenda Digital Junho 2016

Junho volta a ser o mês da fotografia no Museu de Lamego

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O Ciclo de Fotografia regressa em Junho ao pátio do Museu de Lamego, no âmbito da programação de verão. Na quarta edição, será a “A Fotografia na Arquitectura” a estar em destaque, num projecto que, em 2016, conta com comissariado do arquitecto Alexandre Alves Costa. Depois do sucesso de ano passado, há ainda lugar para o regresso do projecto “10 Vidas. 10 Olhares”, onde dez participantes dão forma a dez olhares sobre o mundo. O tema? Só poderia ser a arquitectura.

A fotografia da arquitectura tem vindo a ganhar força em Portugal, a partir do momento em que a imagem abandona o mero registo do trabalho do arquitecto, para passar ela própria a ser uma obra de arte. O trabalho final será sempre uma releitura do fotógrafo que interpreta de acordo com a sua técnica, conhecimento, sensibilidade. Ao mesmo tempo, as paisagens urbanas são cada vez mais marcadas por edifícios que redefinem a própria identidade das cidades, tornando-se objectos de contemplação estética.

No pátio do Museu, Fernando Guerra, Inês d’Orey e Nelson Garrido são os fotógrafos convidados que vão dar forma a este tema, expressando a sua própria percepção da arquitectura.

Pelo segundo ano consecutivo, depois do sucesso de 2015, às exposições em formato de projecção multimédia volta a juntar-se o projecto “10 Vidas. 10 Olhares” que desafia fotógrafos amadores a partilharem a sua visão do mundo.

Cada participante foi convidado a utilizar a máquina fotográfica, que poderá ser a do seu telemóvel, para registar tudo o que lhe desperte a atenção no âmbito do tema do ciclo. No final, deverá escolher as que considera as suas 10 melhores fotografias que integrarão a 24 e 25 de Junho a última exposição do Ciclo de Fotografia.

Está lançado o mote para que a quarta edição do Ciclo de Fotografia do Museu de Lamego seja um sucesso. Entrada Livre.

FERNANDO GUERRA

Nasceu em 1970, em Lisboa. Licenciou-se em arquitectura em 1993 pela Universidade Lusíada de Lisboa, trabalhou durante cinco anos em Macau como arquitecto (1994-1999). Leccionou a cadeira de Projecto II no curso de Arquitectura da Arca-Euac (Escola Universitária das Artes de Coimbra), entre 1999 a 2005.

Certificado pela Epson Digigraphie® em 2007; desde 2008 agenciado por VIEW Pictures, Londres – Reino Unido; e também, desde 2006 agenciado por FAB PICS – International Architecture Photography, Colónia – Alemanha. O seu trabalho encontra-se representado em diversas colecções particulares e públicas. O Museu MoMa em Nova Iorque adquiriu em 2015 seis trabalhos de Fernando Guerra para a sua colecção permanente.

INÊS D’OREY

Inês d’Orey nasceu no Porto em 1977. Desenvolve projectos de autor e trabalha como fotógrafa independente para clientes privados e instituições públicas. Expõe e publica frequentemente o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro. Estudou Fotografia na London College of Printing, em Londres, com bolsa do Centro Português de Fotografia. Foi vencedora do prémio Novo Talento Fotografia FNAC em 2007. Realizou residências artísticas na Fundação Inês de Castro e no Carpe Diem, Arte & Pesquisa. Publicou em 2010 o seu primeiro livro, ‘Mecanismo da troca’, e em 2011 ‘Porto Interior’. Inês d’Orey é representada pela Galeria Presença.

NELSON GARRIDO

Nelson Garrido nasce em Vila Nova de Gaia, Portugal em 1974. Em 1996 conclui o Bacharelato em Tecnologias da Comunicação Áudio Visual. No mesmo ano, frequenta uma formação avançada em fotografia na escola Karel de Grote-Hogescholl Antwerpen, na Bélgica, e faz um estágio em fotografia digital e de grande formato no Studio Brison, também na Bélgica. De regresso a Portugal, trabalha em regime de freelancer com várias revistas, na área da fotografia de reportagem e de arquitectura. De 1997 a 1999 colabora como assistente num estúdio de fotografia de Moda. Em 2000, conclui a licenciatura em Comunicação Social e em 2005 a Licenciatura em Fotografia. Em 2005, ganha 3 menções honrosas no concurso de fotojornalismo da revista Visão e vence a categoria de fotografia de arquitectura do Euro Press Photo Awards da Fuji Film. Desde 2006 dá aulas de fotografia de arquitetura no Instituto Português de Fotografia. Foi premiado no Prémio Estação Imagem|Mora em 2010  e 2011. Em Março de 2011 expõe no Palácio das Artes no Porto o trabalho “Do Deserto clandestinidade”, que trata da imigração clandestina na Mauritânia. Desde 2004 que fotografa arquitectura para alguns dos melhores gabinetes e revistas da especialidade. Expõe o trabalho “Home Less” na Bienal de Arquitectura de Veneza de 2016.

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