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Vencedores dos Prémios do Ano do Design Português

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Prémios Sebastião Rodrigues, Daciano da Costa e Pádua Ramos

SET 12, 2015 — NOV 29, 2015

MUSEU DOS COCHES, LISBOA

Joana Monteiro, Sérgio Alves, Alma Design, João Abreu Valente, Ana Rita Ramos, Alexandrine Costa e Mariano Piçarra são os grandes vencedores dos Prémios do Ano do Design Português.

A programação oficial do Ano do Design Português 2014/15 integra os Prémios de Design Português, instituídos em homenagem a três grandes protagonistas do panorama do design nacional — Sebastião Rodrigues, Daciano da Costa e Pádua Ramos.

VENCEDORES
Prémio Sebastião Rodrigues (design de comunicação)
– categoria profissionais — Joana Monteiro, projecto Capas de Cadernos de Programação do Teatro Nacional São João
– categoria estudantes-finalistas — Sérgio Alves, projecto Cassandra

Prémio Daciano da Costa (design de produto)
– categoria profissionais — Rui Marcelino e Catarina Ferreira/Alma Design, projectodesAir – Design de Estruturas Sustentáveis para Aeronáutica
– categoria estudantes-finalistas — João Abreu Valente, projecto Teapot’set

Prémio Pádua Ramos (design de interiores)
– categoria profissionais — Mariano Piçarra, projecto 360º Ciência Descoberta
– categoria estudantes-finalistas — ex-aequo Ana Rita Ramos, projecto Anarquia na Cidade, e Alexandrine Costa, projecto Percurso Narrativo

FINALISTAS
Prémio Sebastião Rodrigues — profissionais: Mariana Baldaia, Cartaz Festival de Cinema independente de Massachusetts; Gonçalo Cabral, Projeto Kastelo; Nuno Coelho, Vitória 283; Joana Correia, Tipografia Artigo; estudantes-finalistas: Another Collective, Cine Teatro Garrett; Hélder Dias, Portugal Market; João Miranda, Crochet; Francisco Laranjo,Modos da Crítica | Prémio Daciano da Costa — profissionais: Pedro Martins Pereira e Marta Afonso, Sheet; José Leite, Drum; Miguel Vieira Baptista, Proj. 2009; Ana Mestre,Corque Eco Design; estudantes-finalistas: André Mirante Viana, Animais da Rua; Vitor Carneiro, Clamp Chair; Manuel Amaral Netto, Kite; Damien Gaspar, Cork & Shock | Prémio Pádua Ramos — profissionais: Margarida Matias, Hopital Veterinário HVSMI; Estela Estanislau, P 06 Água; Maria Ramalho Fontes, Design Factory, OportoShow 2012.

A exposição dos 26 projectos seleccionados pelo júri, que conta também com um documentário sobre os três mestres que dão nome aos prémios, pode ser visitada de 12 de Setembro a 29 de Novembro, no Museu Nacional dos Coches, local onde, igualmente, teve lugar a cerimónia de entrega dos prémios.

O júri dos Prémios do Ano do Design Português é composto por Catarina Cottinelli da Costa, arquitecta e coordenadora dos Prémios do Ano do Design Português; Margarida Veiga, da Direcção-Geral das Artes, em representação da Secretaria de Estado da Cultura; Cristina Góis, Vice-Líder da Fileira das Indústrias Culturais na AICEP Portugal Global – Agência para o Investimento do Comércio Externo; Fernando Brízio, designer; Helena Paula Pires, Directora-Adjunta da Direcção de Pequenas e Médias Empresas e Líder da Fileira das Indústrias Culturais e na AICEP Portugal Global; João Paulo Martins, designer e professor; Jorge Silva, designer; José Bártolo, Presidente do Conselho Científico e Professor Coordenador da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos; e Maria Milano, arquitecta e professora.


Joana Monteiro —Capas de Cadernos de Programação do Teatro Nacional São João
Joana Monteiro —Capas de Cadernos de Programação do Teatro Nacional São João
Sérgio Alves — Cassandra
Sérgio Alves — Cassandra
Rui Marcelino e Catarina Ferreira/Alma Design — desAir, Design de Estruturas Sustentáveis para Aeronáutica
Rui Marcelino e Catarina Ferreira/Alma Design — desAir, Design de Estruturas Sustentáveis para Aeronáutica
João Abreu Valente —Teapot’set
João Abreu Valente —Teapot’set
Ana Rita Ramos — Anarquia na Cidade
Ana Rita Ramos — Anarquia na Cidade
Alexandrine Costa —Percurso Narrativo
Alexandrine Costa —Percurso Narrativo
Mariano Piçarra — 360º Ciência Descoberta
Mariano Piçarra — 360º Ciência Descoberta

Considerações do Júri
Os candidatos ao Prémio Sebastião Rodrigues (design de comunicação) destacaram-se pelo elevado nível qualitativo e significativa diversidade de linguagens, registos e suportes trabalhados: do design de tipos de letra à ilustração, do design editorial à investigação e crítica sobre design. Nesta selecção, o júri ponderou factores ligados à qualidade técnica, formal, estética e funcional dos projectos, mas igualmente a forma como os projectos evidenciam uma consciência crítica sobre o design contemporâneo e sobre o papel do designer como mediador e catalisador de diferentes públicos e audiências.

O Prémio Profissional Sebastião Rodrigues foi atribuído a Joana Monteiro, cujos“materiais de comunicação para o Teatro Nacional de São João (temporada 2011/2013) mostram a excelência do trabalho de direcção de arte e design gráfico. O processo criativo revela uma compreensão da importância da produção e de diversos recursos e meios (com destaque para a fotografia e a tipografia) e um sentido contemporâneo de mise-en-scène, que resultam em soluções visuais muito eficazes comunicacionalmente”.

O Prémio Finalistas Sebastião Rodrigues foi atribuído ao livro Cassandra, de Sérgio Alves, uma edição do Teatro O Cão Danado e Húmus Editora, da autoria de Mickael de Oliveira, Marta Freitas, Jacinto Lucas Pires, Jorge Palinhos, Jorge Louraço Figueira, Cláudia Lucas Chéu e Tiago Rodrigues. Trata-se, segundo a apreciação do júri, de “um excelente exemplo do talento criativo deste designer, do seu conhecimento tipográfico e dos processos de produção gráfica. Apresentando já um sólido percurso profissional, do seu atelier, sediado no Porto (Atelier d’Alves), têm saído projectos de design editorial e cartaz, alguns deles já premiados internacionalmente. Indiretamente, Sérgio Alves representa também a excelência de uma nova geração de designers portugueses”.

Sobre o Prémio Profissional Daciano da Costa, atribuído aos designers Rui Marcelino e Catarina Ferreira/Alma Design, com o projecto desAir – Design de Estruturas Sustentáveis para Aeronáutica, que propõe novas solução no fabrico de painéis para aplicação na indústria aeronáutica, nomeadamente no que respeita ao revestimento de interiores e construção de equipamentos para aeronaves, onde se procurou substituir as matérias plásticas — atualmente em uso — por materiais recicláveis, como a cortiça e o alumínio. O júri considera que “este projecto evidencia uma relação entre investigação, que aqui atinge um grau de excelência e inovação, cujos resultados podem vir a ter grande impacto industrial, económico e ambiental”, acrescentando que “o contexto do projecto e o resultado alcançado contribuem significativamente para o reconhecimento do design como uma disciplina que tem um largo espectro de actuação e intervenção no mundo, podendo actuar em áreas de grande inovação e impacto económico como a indústria aeronáutica”.

Entre os trabalhos apreciados no âmbito do Prémio Finalistas Daciano Costa, o júri distinguiu o projecto Teapot’set, apresentado pelo designer João Abreu Valente, que considera “representativo dos reajustes nos modelos produtivos e profissionais actualmente em curso. Há cada vez mais designers a repensar a produção, a fazer auto-produção/edição, e julgamos que esta tendência irá acentuar-se nos próximos anos”. Teapot’set é um serviço de chá que sai da forma de seu próprio bule. O processo utilizado é uma apropriação da técnica de enchimento tradicional em porcelana. A porcelana líquida é vazada em diferentes quantidades para dentro do molde do bule.

Relativamente ao Prémio Profissional Pádua Ramos, atribuído a Mariano Piçarra, com o projeto 360º Ciência Descoberta, exposição da Fundação Calouste Gulbenkian (2013), comissariada por Henrique Leitão. O júri considera que os projetos expositivos do designer “conseguem construir espaços que contam histórias, através de uma narrativa capaz de transcender a contingência dos objectos e dos conteúdos apresentados. Os espaços tornam-se fascinantes contentores de memórias e sugestões visuais”.

Sobre o Prémio Finalistas Pádua Ramos, atribuído, ex-aequo, a Ana Rita Ramos e a Alexandrine Costa, com os projectos Anarquia na Cidade (a arquitectura viral como método de reabilitação da cidade, aplicando a regeneração e necessidade de repensar a cidade do Porto, num equilíbrio entre as memórias e existências do passado e as necessidades da actualidade), e Percurso Narrativo (projecto de reabilitação de um antigo matadouro industrial, convertendo-o num cluster, através de um percurso narrativo construído por um elemento tridimensional de distribuição e conexão de espaços), respectivamente. O júri considera que “Ana Rita Ramos demonstra, graças ao seu portfólio, uma capacidade de abordagem do projecto transversal a diversos territórios disciplinares: da arquitectura ao produto, da comunicação à decoração de interiores, e o projecto apresentado demonstra desenvoltura nas diversas escalas. Por outro lado, com Alexandrine Costa, para além de uma capacidade de abordagem do projecto do espaço nas diversas escalas, os espaços projectados por esta designer são lugares de encontro e de partilha, onde é presente constantemente a dimensão do habitar”.

Prémios Graphis distinguem oito trabalhos de design português

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Cartazes para o Cinanima ou exposição de Álvaro Siza, marca Porto. e logótipo do Palácio Nacional de Mafra entre os distinguidos.

Dois ouros e três pratas para posters portugueses e mais três pratas para o design português – este é o saldo da última edição dos prémios Graphis, atribuídos anualmente pela editora de design de comunicação. As identidades gráficas da cidade do Porto ou do Palácio Nacional de Mafra, os cartazes do Cinanima ou da mostra dedicada a Álvaro Siza são alguns dos premiados.

A Graphis, editora internacional com sede em Nova Iorque, tem desde o ano passado entre os seus “mestres” o português João Machado, lado a lado com nomes como os de Saul Bass, Issey Miyake ou Massimo Vignelli. Machado voltou este ano a ser premiado pelo seu trabalho para a próxima edição do festival, o 39.º Cinanima – prata na categoria Posters – ou pelo logótipo do Palácio Nacional de Mafra – mais uma prata na categoria de design e logótipos, que agora é usada no estacionário oficial do monumento nacional português.

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Os cartazes premiados de João Machado

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asa_02Da China chegaram boas notícias para o designer e ilustrador João Machado. No International Poster Festival of Shenzen, o trabalho do português integrou a lista dos 100 melhores do mundo, tendo sido apresentado em exposição. Já na Polónia, João Machado explorou o tema “Who Needs Truth” para a Bienal do Poster (“Truth Will Out”). E porque as distinções da primeira metade de 2015 não se ficam por aqui, a “Graphis” convidou-o a integrar a publicação “Graphis — Social and Political Protest Posters”, com os cartazes “Chernobyl”, “International Year of Forest” e “Dia Nacional da Água”. João Machado já está habituado a prémios. Em 2012 venceu o “Graphis Gold Award” na categoria “Books” com um livro sobre selos e expôs cartazes na Trnava Poster Triennal, na Eslováquia, concebidos para os mercados português e internacional. Já em 2013 voltou a ser distinguido pela “Graphis”, desta vez na categoria “Poster Annual” com um “Platinum Award”. Mais recentemente, em 2014, um selo que Machado desenhou para os CTT foi escolhido como o “Melhor Selo do Mundo” por uma entidade italiana.

Tecnologias multimedia para museus com Sam Brenner

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O American Corner traz à UA, entre os dias 29 de junho e 1 de julho, Sam Brenner, da Cooper Hewit, Smithsonian Design Museum, dos Estados Unidos da América.
Sam Brenner vem à UA partilhar a sua experiência sobre a aplicação e integração das tecnologia multimedia nos museus, na conferência MUX2015, que tem lugar na Sala do Senado da Reitoria da UA, nos dias 29 e 30 de junho.

Sam Brenner é licenciado em New Media Design pelo Rochester Institute of Technology e Mestre em Interactive Telecommunications Program pela New York University. É Interactive Media Developer na Cooper Hewitt, Smithsonian Design Museum onde desenvolve trabalho na área de UX design.

Mais informação acerca do trabalho desenvolvido por Sam Brenner, em http://samjbrenner.com/.

É um dos oradores convidados para a conferência MUX2015 – Museus em Experiência: Encontros Sobre Design, Tecnologia e Comunicação em Museus (http://mux.web.ua.pt/) -, que tem lugar na Sala do Senado da Reitoria da UA, nos dias 29 e 30 de junho de 2015. Apresenta às 10h15, a comunicação intitulada “User Experience Design for Interactives at the Cooper Hewitt”.

No dia 1 de julho reune com a equipa do Museu da UA para uma breve conversa e troca de boas práticas entre instituições.

O MUX2015 – museus em experiência é um encontro organizado pelo Departamento de Comunicação e Arte em colaboração com o SBDIM – Serviços de Biblioteca Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro que propõe reunir especialistas, investigadores e profissionais nas áreas da museologia, do design, das ciências e tecnologias da comunicação para debater e refletir sobre o presente e o futuro da relação entre a museologia e da museografia em Portugal. A integração a montante do design e das tecnologia da comunicação nas estratégias museológicas é cada vez mais determinante para cativar e envolver novos públicos de uma forma mais interativa com os artefactos, os temas e as narrativas museológicas.

O American Corner está na UA desde 2012, sob proposta da Embaixada dos Estados Unidos da América à Universidade de Aveiro. É inserido no Programa «Portuguese American Corners» e está instalado no 4º piso da Biblioteca. Mais informação em http://www.ua.pt/sbidm/biblioteca/americancorner.

Morreu o designer António Garcia

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Criou os mais célebres maços da Tabaqueira, fez quase 60 capas de livros e trabalhou para 100 empresas. Os criadores da IKEA entusiasmaram-se com uma cadeira desmontável que projectou na década de 70. É um dos pioneiros do design nacional

O designer António Garcia morreu quarta-feira, dia 17 de Junho, aos 90 anos, em Lisboa. O velório realiza-se esta quinta-feira, dia 18 de Junho, e a missa será na sexta-feira, dia 19 de Junho, na Igreja da Encarnação no Chiado. O funeral realiza-se no mesmo dia a partir das 10 horas no Alto de São João, em Lisboa.

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Esta é a garrafa de água oficial do Porto

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A empresa municipal Águas do Porto já apresentou o vencedor do concurso “Dás o litro pelo Porto?”

A dupla Teresa Soares e Paulo Seco venceu o primeiro prémio do concurso “Dás o litro pelo Porto?”, promovido pela empresa Águas do Porto em parceria com a Câmara Municipal do Porto.

Em Abril deste ano, a autarquia lançou o desafio à empresa, numa clara intenção de promover o consumo de água da torneira na cidade. “Dás o litro pelo Porto?” pretende mudar os costumes dos portuenses no que toca ao consumo de água, pelo que o lançamento de uma garrafa de água oficial se revela um incentivo.

Antes de anunciar os premiados, João Pedro Matos Fernandes, presidente da Águas do Porto, salientou a “excelência da água que chega à casa dos portuenses”. O resultado é apresentado como fruto do trabalho da empresa municipal no tratamento da água, cujo melhor aliado é o preço acessível. A responsabilidade social que detém no município não foi esquecida. João Pedro Fernandes lembrou, em tom de brincadeira, que o Porto não tem como fugir à influência da empresa: “Temos toda a cidade como cliente e se não gostarem de nós, não há muito que se possa fazer”.

O concurso teve a participação de 33 propostas, sendo que apenas 15 foram aceites, as restantes não cumpriram os requisitos pedidos no regulamento. “Não basta desenhar, os trabalhos são também ‘esculturas’”, salientou o presidente da Águas do Porto. Na Rua Barão de Nova Sintra, a empresa acolheu a exposição dos trabalhos admitidos e, ainda antes do anúncio dos três premiados, os presentes tiveram oportunidade de conhecer a futura garrafa de água do Porto.

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Berlim copia a imagem gráfica do Porto

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Um projeto de animação, envolvendo o município de Berlim, usa uma imagem gráfica em tudo semelhante à da cidade do Porto. O tema, muito badalado esta quinta-feira nas redes sociais, é encarado como plágio pelos responsáveis portuenses. Toda a presença online da iniciativa germânica foi desativada ao estalar a polémica.

Porto. (Porto ponto). Dias depois de a imagem gráfica da cidade, apresentada publicamente a 29 de setembro do ano passado, ter ganho vários prémios internacionais de design, surgiu recentemente, na Alemanha, uma coisa demasiado parecida para ser apenas parecida. Só o gabinete berlinense de design 3BKE, que assina a polémica proposta, assegura ao JN que “não há uma cópia da imagem da cidade do Porto”, inserindo o polémico trabalho num “estilo contemporâneo de ilustração”. Diferente terá sido o entendimento do cliente, um projeto turístico que envolve o município de Berlim, pois desativou rapidamente tanto a página na Internet como o perfil do Facebook.

A similaridade é evidente, não apenas pelo estilo dos pictogramas, mas, também, pelo posicionamento central da marca, a que nem falta um ponto (fair ponto kiez, como Porto ponto) e a utilização do azul, que os designers alemães dizem ter sido uma exigência do cliente, por simbolizar a noite, tempo de ocorrência das iniciativas em causa, ligadas a animação turística e a turismo sustentável.

“Ao longo da minha carreira, já fui várias vezes plagiado. De certa forma, sinto-me lisonjeado e não valorizo isso”, diz Eduardo Aires, do White Studio, principal responsável do projeto que deu origem à nova imagem institucional da cidade do Porto, que, sobre a recorrência destas instituições, prefere responder com a própria conduta: “Tanto na minha atividade como na minha vida pessoal, pauto-me por três valores essenciais: verdade, lealdade e, sobretudo, honestidade intelectual”.

Certo é que a imagem da cidade do Porto (recentemente galardoada e, dois importantes certames internacionais, em Londres e em Istambul), está registada internacionalmente pelo Município portuense, que é o detentor dos direitos. Nuno Nogueira Santos, adjunto do presidente Rui Moreira, que conduziu, pela Câmara do Porto, o processo de criação da nova imagem, não prevê qualquer tipo de ação e nota que o problema, a existir, seria resolvido pela “via diplomática”. “Temos de ter feito alguma coisa muito bem feita para estarmos a ser plagiados por Berlim”, ironizou, notando que já se têm registado outros casos.

A marca, encomendada pela Câmara do Porto à White Studio, foi apresentada a 29 de setembro de 2014                                                        Pedro Granadeiro/Global Imagens

A nova imagem gráfica da cidade do Porto, apresentada em setembro de 2014, foi distinguida no festival de 2015 da associação internacional para o design e publicidade D&AD.

A marca “Porto.”, fruto da criatividade do ateliê White Studio, foi o escolhido na categoria “Branding” na edição do festival cujos prémios serão entregues no próximo dia 21 de maio em Londres.

“Estes prémios são dos mais importantes do mundo, tendo este ano o júri composto por 187 designers, apreciado 22 mil trabalhos, oriundos de 85 países”, assinala a câmara do Porto em comunicado.

A marca, encomendada pela Câmara do Porto à White Studio, foi apresentada a 29 de setembro de 2014 e visou desenvolver a imagem corporativa da autarquia mas também a criação de uma marca de cidade.

Concebida por Eduardo Aires, a nova imagem gráfica da cidade pretendeu reunir todos os elementos do município, assumindo-se como um “rosto novo” que “se exprime na palavra Porto” e apela “simultaneamente a algo que já existe há muito tempo”.

“Também a cor foi um aspeto fundamental da proposta. As igrejas e os edifícios revestidos de azulejos ocupam um lugar dominante no imaginário dos portuenses e dos visitantes. O azulejo cativou-nos por ser uma espécie de retrato estático da vida urbana. Os painéis de azulejos são contadores de histórias”, referiu Eduardo Aires na apresentação da imagem em setembro.

Amantes de design: há uma loja pop up da Gestalten em Lisboa

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É preciso tocar à campainha, e é preciso ser rápido: de 26 de maio a 4 de junho, há uma loja pop up da editora berlinense num 5º andar em Lisboa. São mais de 50 livros de cultura visual e urbana.

É perfeitamente provável que saiba apenas meia dúzia de palavras em alemão: “ich”, “berliner”, “auf wiedersehen”, “Merkel”. O que não é desculpável é que Gestalten não seja uma dessas palavras: a editora alemã especializada em livros de arte, design e cultura visual e urbana publica alguns dos títulos mais bonitos do mercado, para além de pôr entre capas duras os famosos guias da Monocle. Se ainda assim nunca ouviu falar, tem a oportunidade ideal para ver com os seus próprios olhos de onde vem a fama: a partir de dia 26 de maio e até 4 de junho, Lisboa tem uma loja pop up dedicada às publicações da editora berlinense.

A iniciativa faz parte d’O Apartamento, um novo projeto apresentado em novembro através de uma parceria com a revista Cereal e que agora revela a sua morada fixa num T5 luminoso na zona do Saldanha. “Queremos receber revistas internacionais, convidar chefes e ter lojas de livros num formato pop up“, explica Armando Ribeiro, mentor da ideia e também fundador da agência Plataform-a, enquanto faz uma visita guiada pelo Apartamento ao Observador.

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Governo lança três prémios de Design e tem 7500 euros para cada um.

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No ano do design português, prémios homenageiam Sebastião Rodrigues, Daciano da Costa e Pádua Ramos. Candidaturas abertas até 31 de Maio.

Designers profissionais de nacionalidade portuguesa, a trabalhar no país ou fora, e estudantes portugueses finalistas de design ou recém-formados, que tenham concluído o curso após o ano de 2010. As candidaturas aos três prémios de Design, criados no âmbito do Ano do Design Português, estão abertas e vão homenagear três protagonistas do panorama do design nacional. Prémios são de 7500 euros para cada categoria.

A iniciativa anual do Secretário de Estado da Cultura e do Ministério da Economia “pretende estimular a produção de design de qualidade e o investimento em inovação e investigação nesta área, bem como reconhecer e divulgar os melhores projectos de design de comunicação, de produto e de interiores, como factor de inovação, de competitividade e de cultura, sensibilizando o público para a relevância das obras de design de autores portugueses”, explica a organização num comunicado enviado às redacções.

Dois dos prémios homenageiam personalidades já distinguidas pelo extinto Centro Português de Design – Daciano da Costa e Sebastião Rodrigues – e outro assinala o trabalho de Pádua Ramos. Para cada prémio há um valor de 7500 euros, sendo 5000 euros para a modalidade de designers profissionais e 2500 para a de designers finalistas ou recém-formados. O júri poderá ainda atribuir menções honrosas.

As candidaturas devem ser apresentadas até ao dia 31 de Maio, com o envio do currículo para premios@designportugues.pt. No email devem constar os dados de identificação do designer (nome completo, morada, email, telefone, cartão de cidadão, NIF), um portfólio de trabalhos e memória descritiva de um projecto, assinalando a qual dos prémios se candidata.

Os designers finalistas vão ver os seus trabalhos numa exposição, a decorrer até Setembro de 2015. O regulamento completo pode ser consultado aqui ou aqui.

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