P.A.M. – Património, Artes e Museus

Início » ciencia » Descobertos vestígios com mais de 200 mil anos em pesquisa arqueológica junto ao Rio Minho

Descobertos vestígios com mais de 200 mil anos em pesquisa arqueológica junto ao Rio Minho


Via

No concelho de Monção, no Lugar da Bemposta, Valadares, uma pesquisa arqueológica junto ao Rio Minho pôs a descoberto vestígios com mais de 200 mil anos. Uma equipa de investigadores portugueses e espanhóis, coordenada por João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro. Os utensílios descobertos, entre machados de mão, bifaces e lascas, serão objecto de inventariação e divulgação, sendo que os resultados destes trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Esta quinta-feira, o autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, acompanhou a equipa envolvida nos trabalhos no primeiro balanço e foram apresentados diversos utensílios arqueológicos com mais de 200 mil anos descobertos no decorrer da prospecção. Estes utensílios, que constituem testemunhos interessantes e inéditos sobre a ocupação primitiva do baixo Minho, são entendidos pelos especialistas como emblemáticos e representativos da presença do homem do paleolítico inferior nesta região.

Estas descobertas arqueológicas fazem parte do projecto transfronteiriço “Os primeiros habitantes do baixo Minho. Estudo das ocupações pleistocénicas da região”, tendo o estudo começado no dia 27 de Junho, no Lugar da Bemposta, em Valadares, com a presença de investigadores portugueses e espanhóis e oito estudantes do curso de arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Augusto Domingues, realçou a importância desta pesquisa arqueológica, afirmando-se surpreendido e orgulhoso com o resultado: “Estou impressionado com o que vejo e extremamente satisfeito por saber que a nossa comunidade existe há mais de 200 mil anos”, vaticinou o edil, revelando também que gostaria muito de ver as peças no futuro museu municipal. “Em tempos, apresentamos uma candidatura que não foi aprovada. Voltaremos a tentar. Porque estamos apostados em garantir a preservação da nossa história”, indicou o autarca.

Refira-se que o presente projecto, que decorrerá nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho, focaliza-se no estudo da presença do homem paleolítico no curso final do rio Minho, entre a confluência com o rio Trancoso, na sua margem esquerda, e a foz, 75 quilómetros a jusante.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: