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Arte rupestre sul-coreana no Museu do Côa até Outubro


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Especialistas assinalam que o sítio arqueológico do Bangudae mostra “as mais antigas” representações conhecidas “em todo mundo” da caça à baleia, com cerca de seis mil anos

O Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, mostra até Outubro outra arte rupestre, numa exposição “única” em toda a Europa sobre um centro de pesca à baleia da Coreia do Sul datado do Neolítico.

O Sítio Arqueológico de Bangudae, junto à cidade sul-coreana de Ulsan, é composto por gravuras de um período entre 6.000 e 1.000 antes de Cristo (aC), tendo sido descoberta a primeira rocha com gravuras do Neolítico, na década de 70 do século passado.

Em declarações à agência Lusa, o director do Parque Arqueológico do Vale do Côa, António Batista, disse que a exposição reflecte um tipo de arte rupestre diferente da existente no vale do Côa.

“Quem visitar o Museu do Côa (MC), tem agora um complemento para poder apreciar ou traçar uma linha paralela entre a arte rupestre do Côa e a do Vale do Bangudae, na Coreia do Sul”, frisou o também arqueólogo.

Especialistas assinalam que o sítio arqueológico do Bangudae mostra “as mais antigas” representações conhecidas “em todo mundo” da caça à baleia, com cerca de seis mil anos.

Apesar das diferenças, “o painel 1 do Bangudae mostra algumas particularidades que se podem comparar com as do Côa. É que ambos [os sítios] estavam ameaçados pela construção de barragens”, explicou o arqueólogo.

Segundo o técnico, os coreanos tiverem interesse em perceber como foi resolvido o problema das gravuras do Côa aquando da ameaça pela construção de uma hidroelétrica.

Aliás, foi o facto de a arte do Côa ter estado ameaçada pela construção de uma barragem, em meados da década de 90 do século passado, que os cativou para este “intercâmbio pré-histórico”.

No caso coreano, a mini-hídrica de Ulsan foi construída em 1965 e as gravuras só vieram a ser descobertas em 1971, sendo apenas visíveis, em alguns dos casos mediante as oscilações da subida ou descida das águas do rio Daegokcheon, um afluente do Taehwa que atravessa o centro da Ulsan.

Toda a mostra de arte rupestre agora patente no MC está montada para que visitante perceba melhor as diversas etapas do projecto arqueológico do Museu do Petróglifo do Bangudae, em Ulsan.

“A exposição também foi trabalhada e desenhada para as três salas de exposições do Museu do Côa, em que o visitante começa na arte rupestre e termina na Coreia do Sul actual”, enfatizou António Batista.

A exposição representa a segunda parte de um intercâmbio entre a Fundação Côa Parque e a entidade congénere asiática. Na primeira, em 2015, o Museu do Côa apresentou no Museu do Petróglifo de Bangudae, na cidade coreana de Ulsan, uma exposição da arte rupestre do vale do Côa, visitada por mais de 35 mil pessoas.

Inscrito na Lista da UNESCO como Património da Humanidade em 1998, o Vale do Côa é considerado pelos especialistas “o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre”.

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