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O único museu português da aguarela fica já ali, em Minde


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Espaço dedicado ao pintor Roque Gameiro acolhe actividades todos os meses.

É um museu pequeno, mas é também o único dedicado em exclusivo à aguarela em Portugal. Baseia-se sobretudo no legado de um artista, mas é o artista que revolucionou o uso desta técnica no nosso país. Fica fora do distrito de Leiria, mas apenas a 40 minutos de Leiria. Falamos do Museu Roque Gameiro, em Minde, que tem o interesse extra de se encontrar alojado na Casa dos Açores, edifício do início do século XX desenhado pelo pintor em colaboração com o arquitecto (e amigo) Raul Lino.

Agora que o Verão toma as rédeas, e já se ouvem queixas quando o calor aperta, a substituir os lamentos dos dias de chuva, o jardim da Casa dos Açores parece um pequeno oásis a que se chega depois de atravessar as temperaturas altas da serra, no percurso entre Leiria, Porto de Mós, Mira de Aire e o destino final, no concelho de Alcanena. Outro ponto de interesse na propriedade é o Torreão, totalmente recuperado, tal como a moradia, durante uma intervenção concluída pelo Município em 2009.

Minde, outrora um centro industrial ligado ao sector têxtil, é terra de calão, que se mantém vivo até hoje. Mais do que meia dúzia de palavras, trata-se de um conjunto complexo de expressões que deixam qualquer forasteiro a ver navios. E tanto o Museu como o artista têm lugar neste exercício, que resulta assim: Classe da Borra regatinhada de Mestre Mingança. Que é como quem diz Museu de Aguarela Roque Gameiro. Todas as obras expostas estão legendadas em português e minderico, logo, para quem gosta destas cosias, e (ainda) tem boa memória, a visita constitui a oportunidade para aprender uns truques novos que podem ser úteis em conversas de circunstância.

Actualmente, a exposição temporária apresenta algumas paisagens da costa portuguesa, incluindo a Nazaré e as Berlengas. Mas a aguarela que sempre justifica maior destaque é
A Mãe, trabalho premiado em 1910 com a Medalha de Ouro do Salon de Paris. Ao todo, a colecção inclui mais de centena e meia de obras de Alfredo Roque Gameiro e das suas filhas, mas também de pintores contemporâneos que com ele privaram.

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