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Vozes da Cidade – Ciclo de Conversas #4 – Évora e a música vocal


Fonte

Luís Henriques convida para uma conversa sobre música vocal na cidade de Évora. É a 4.ª sessão do ciclo de conversas Vozes da Cidade, dia 18 de Maio.

Luís Henriques
Antónia Fialho Conde
António Maria Louro Alves
Filipe Mesquita de Oliveira
José Rodrigues dos Santos

Música vocal em Évora
A música vocal está presente em Évora praticamente desde a sua origem, com particular importância a partir da ocupação cristã da cidade. Aqui, centramo-nos na prática vocal inserida num contexto sacro, primeiro através do cantochão (vulgo canto gregoriano) como música funcional ao ritual litúrgico, omnipresente na cidade até aos tempos modernos, e também a polifonia, cujas referências começam a aparecer no final do século XV, e o seu desenvolvimento em novas linguagens. Nestes campos, Évora constituiu-se ao longo dos séculos como um dos mais importantes centros musicais portugueses, sendo actualmente reconhecida como tal ao nível europeu como também mundial, estando associado à cidade um notável património musical. Não podemos esquecer também a presença do “cante”, recentemente reconhecido pela UNESCO como património imaterial da Humanidade, mas que está entranhado na vivência das gentes alentejanas, constituíndo-se como uma polifonia de cariz popular. Pretende esta conversa ser um momento de reflexão e discussão com um painel multidisciplinar, envolvendo a História, a Musicologia, a Antropologia e o Associativismo, sobre este património vocal, o que tem sido realizado no âmbito da sua organização e dinamização, assim como o que poderá vir a ser realizado para que se mantenha vivo o conhecimento construído ao longo dos últimos anos acerca da música vocal em Évora.

Luís Henriques
É Doutorando em Música e Musicologia na Universidade de Évora, sendo Mestre em Ciências Musicais pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador do CESEM/UÉ, desenvolvendo também actividade com o MPMP nos domínios da edição musical e redacção da revista Glosas. Em 2011 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, em 2014, integrou a equipa do projecto ORFEUS enquanto bolseiro. Actualmente integra a equipa do projecto “Música Sacra em Évora no Século XVIII”. Os seus interesses de investigação centram-se na polifonia vocal sacra portuguesa, com especial destaque para a Sé de Évora, e a música no Arquipélago dos Açores desde o povoamento até final do século XIX. Tem desenvolvido actividade musical, paralelamente à investigação musicológica, sendo fundador do Ensemble da Sé de Angra, Ensemble Mensurable e Ensemble Eborensis, com quem gravou um CD no âmbito do projecto ORFEUS.

Antónia Fialho Conde
Antónia Fialho Conde é Professora Auxiliar do Departamento de História da Universidade de Évora, instituição em que se doutorou, em 2005, com a dissertação O mosteiro de S. Bento de Cástris e a Congregação Autónoma de Alcobaça (1567-1776). É investigadora integrada do CIDEHUS-UÉvora e investigadora colaboradora do CEHR e do Laboratório HERCULES. As suas áreas de docência e investigação são o Monaquismo Cisterciense Feminino, a História de Portugal no período moderno e o Património e Cultura Material, consumadas em diversas publicações. Lecciona nas formações graduadas e pós-graduadas do Departamento de História da Universidade de Évora, fazendo parte da equipa docente de 3ºs ciclos interuniversitários (PIUDHist e HERITAS). Participa em vários projectos de investigação financiados a nível nacional e internacional; foi a Investigadora Responsável do Projecto ORFEUS FCT EXPL/EPH-PAT/2253/2013 – A Reforma tridentina e a música no silêncio claustral: o mosteiro de S. Bento de Cástris. É directora do Mestrado em Gestão e Valorização do Património Histórico e Cultural e faz parte das Comissões de Acompanhamento do Master Erasmus Mundus TPTI (leccionado em parceria com as Universidades Sorbonne-Paris 1 e Pádua) e do 1º Ciclo em História e Arqueologia.

António Maria Louro Alves
Nascido há mais de seis dezenas de anos na Rua do Fradique. Eborense, portanto, Licenciado em Economia, Inspector do Ministério da Educação, professor que foi. Outros cargos desempenhou. Na Administração Pública, vários; Dirigente associativo, na Música – Coral Évora, no Desporto – Lusitano de Évora, nos Bombeiros Voluntários de Évora, no Sindicalismo – SPZS, nas Autarquias – Assembleia de Freguesia da Horta das Figueiras e na ANAFRE. Tem uma paixão especial pela Música: membro da Tuna Académica do Liceu Nacional de Évora (da qual foi vice-presidente), membro e fundador do Coro de Professores e Alunos do Liceu Nacional de Évora – 1970/71 e membro e Presidente da Direcção do Coral Évora.

Filipe Mesquita de Oliveira
Filipe Mesquita de Oliveira, Doutorado em Música e Musicologia pela Universidade de Évora, é actualmente Professor Auxiliar nessa instituição. O seu domínio de especialização é a música instrumental ibérica dos séculos XVI e XVII, em particular a de tecla. Tem vindo a desenvolver trabalho de investigação em torno da música instrumental portuguesa também noutros períodos históricos, nomeadamente, no período final do Antigo Regime. Como conferencista conta com diversas apresentações em eventos de carácter científico em Portugal e no Estrangeiro. Também tem publicado em revistas científicas portuguesas e estrangeiras. Actualmente coordena o projecto “Música Sacra em Évora no Século XVIII”, que estuda o arquivo musical da Sé de Évora.

José Rodigues dos Santos
Nasceu em Évora, Portugal, a 21/12/1943. Obteve sucessivamente a Licenciatura em Sociologia, Paris, Sorbonne, em 1966; o Mestrado em Sociologia Paris, École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em 1969, o Doutoramento em Antropologia Social e Etnologia, Paris, EHESS, em 1995. Obteve o Doutoramento Antropologia do Simbólico e da Cultura, pelo ISCTE, Lisboa, em 1996. Obteve a Agregação em Ciências Sociais, Universidade de Évora, em 2008. Depois de várias décadas de ensino e investigação em França, foi de 1996 a 2000, Professor Auxiliar, na Universidade de Évora, de 2000 a 2008, foi Professor Associado e de 2008 a 2014, Professor Associado com Agregação na Academia Militar, Lisboa, onde se jubilou. É autor de numerosas publicações científicas em Sociologia e em Antropologia. Investigador integrado desde 1998 no CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades – Universidade de Évora (de 2006 a 2012, Investigador responsável do projecto “Dinâmicas do Cante Alentejano”). Trabalha actualmente sobre uma antropologia das festas de touros, nomeadamente a corrida de touros de estirpe andaluza.

Luís Henriques site

Ensemble Eborensis

Ensemble Mensurable

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4 comentários

  1. Agradeço a partilha.
    cumprimentos

  2. […] Luís Henriques e Ensemble Eborensis interpretam obras Polifónicas  e de Cantochão Portuguesas dos séculos XVI e XVII na abertura do festival  “Chartrestivales”. […]

  3. […] L’Ensemble Eborensis est formé de 4 chanteurs, Inês Pinto, Patricia Hortinas (sopranos), Ana Lucia Carvalho (alto) et Luis Henriques (ténor et direction), qui se consacrent à l’interprétation des polyphonies vocales de l’école de la cathédrale d’Evora (ville jumelée avec Chartres) des 16ème et 17ème siècles. […]

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