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Conheça as cinco “Mulheres Criadoras da Cultura” em 2015


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A produtora Maria João Mayer | PAULO SPRANGER / GLOBAL IMAGENS

Ângela Ferreira, Bárbara Bulhosa, Madalena Victorino, Maria João e Maria João Mayer foram distinguidas pelo Governo.

Foram consideradas as “Mulheres Criadoras de Cultura” em 2015. O galardão foi entregue a Ângela Ferreira, artista plástica, Bárbara Bulhosa, editora livreira, assim como a Madalena Victorino, coreógrafa, Maria João, cantora, e Maria João Mayer, produtora cinematográfica.

“O objectivo [do prémio] é distinguir mulheres que se têm notabilizado em vários domínios da produção cultural em Portugal, e promover uma visibilidade equilibrada entre homens e mulheres, isenta de estereótipos e preconceitos”, segundo o comunicado divulgado pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, do Ministério da Cultura.

Ângela Ferreira, vencedora do Prémio Novo Banco Photo 2015, que este ano expôs individualmente em Lisboa, Guimarães, São Paulo, Londres e Cidade do México, entre outras cidades, nasceu em Moçambique, em 1958, formou-se na Michaelis School of Fine Arts, na Cidade do Cabo, África do Sul, e tem-se distinguido pelo trabalho de reflexão sobre o impacto do colonialismo e do pós-colonialismo nas sociedades contemporâneas.

Ângela Ferreira vence prémio Novo Banco Photo 2015

Segundo o Parque de Escultura Contemporânea de Vila Nova da Barquinha, no Ribatejo, “foi a primeira a eleger a questão do passado colonial como temática artística”. Ângela Ferreira está representada em diversas colecções em Portugal, nomeadamente na da Fundação EDP, em Lisboa, e também em Espanha, França, África do Sul, Itália e Alemanha.

Bárbara Bulhosa, 43 anos, é directora e fundadora da Tinta-da-China, casa editora presente há dez anos no mercado português, e esteve anteriormente na direcção das Livrarias Bulhosa.

“Fui a primeira editora portuguesa com termo de identidade e residência”

Lançou a edição portuguesa da revista literária Granta, publica Fernando Pessoa, Oblamov e Hasek, clássicos de Dickens e Diderot, autores como Dulce Maria Cardoso, Paulo Varela Gomes, Teresa Veiga ou Michel Laub. Enfrentou uma queixa de generais angolanos, pela publicação de “Diamantes de sangue”, de Rafael Marques, e afirmou que é uma editora “independente” e que não está “ao serviço de ninguém”.

A coreógrafa Madalena Victorino, com trabalho como pedagoga e progrmadora cultural, estudou dança contemporânea na London School of Contemporary Dance e, em 1980, obteve o grau de professora de Dança na no Goldsmith’s College 1, Laban Centre for Movement and Dance, da Universidade de Londres.

Um bairro inteiro como palco do grande teatro da vida

Maria João, de 59 anos, é cantora de jazz, estudou na escola do Hot Clube de Portugal, em Lisboa. Em 1991 colaborou com o grupo Cal Viva, de Calos Bica e José Peixoto, e em 1994 formou duo com o pianista Mário Laginha, com quem continua a actuar. Trabalhou com músicos como Aki Takase e Niels Henning Orsted-Pedersen, Ralph Towner e Dino Saluzzi, David Linx e Diederik Wissels, entre outros.

Tem um total de 22 discos, em nome próprio, o mais recente intitula-se “Plástico” (2015).

Maria João Mayer é produtora de cinema há mais de dez anos, tendo trabalhado com realizadores como Manoel de Oliveira, Margarida Cardoso, Sérgio Tréffaut, Fernando Lopes.

Produziu “Montanha”, a primeira longa-metragem de João Salaviza, depois de ter produzido as curtas-metragens do realizador, nomeadamente “Arena”, que ganhou a Palma d’Ouro do Festival de Cannes, em 2009, e “Rafa”, que venceu o Urso d’Ouro do Festival de Berlim, em 2012.

A produtora Maria João Mayer | PAULO SPRANGER / GLOBAL IMAGENS

Também produziu a curta-metragem “Um dia frio”, de Cláudia Varejão, que participou nos festivais de Locarno, na Suíça, e Clermont-Ferrant, em França.

Este é o terceiro ano em que é entregue esta distinção, no âmbito do V Plano Nacional para a Igualdade-Género, Cidadania e não Discriminação.

Nos dois anos anteriores foram distinguidas a designer de moda Alexandra Moura, a ilustradora Danuta Wojciechowska, a actriz Glória de Matos, as artista plásticas Graça Morais e Joana Vasconcelos, a realizadora Teresa Villaverde, a maestrina Joana Carneiro, a bailarina Anna Mascolo, a declamadora Germana Tanger e a arquitecta Inês Lobo.

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