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Monthly Archives: Novembro 2015

Borracha escolar resolveu mistério dos pergaminhos medievais

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Extracção de proteínas de um pergaminho utilizando um pedaço de borracha CORTESIA DA BIBLIOTECA JOHN RYLANDS DA UNIVERSIDADE DE MANCHESTER

O velino ultrafino das bíblias medievais terá sido feito com a pele de animais abortados? A resposta foi agora obtida utilizando uma técnica muito simples e não invasiva.

Uma simples borracha em PVC permitiu a uma equipa internacional de biólogos, arqueólogos, medievalistas e outros especialistas concluir que o finíssimo pergaminho de que foram feitas, na Idade Média, as páginas das primeiras “bíblias de bolso”, afinal não provém, como especulavam alguns, da pele de fetos de animais. Os resultados foram publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

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Calendário Pirelli renova-se com “mulheres inspiradoras”: de Patti Smith a Amy Schumer

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Patti Smith

Edição de 2016 apresentada em Londres: Patti Smith, Yoko Ono, Serena Williams e Natalia Vodanova são algumas das fotografadas por Annie Leibovitz.

Já sabíamos, desde Setembro, que o Calendário Pirelli de 2016 não iria ser como os outros que fizeram a história, e a fama, desta publicação lançada há já mais de meio século (1964) por aquela empresa italiana de pneus. E não apenas porque a fotógrafa convidada para o realizar foi Annie Leibovitz – uma repetição, já que a famosa artista norte-americana revelada pelo seu trabalho para a revista Rolling Stone tinha já assumido encargo idêntico no ano 2000.

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“O meu tio Fernando era a pessoa a que eu achava mais graça no mundo”

Via / Texto Rita Cipriano Fotografia Hugo Amaral.

Fernando Pessoa morreu há 80 anos, a 30 de Novembro de 1935. Manuela Nogueira tinha dez anos, mas nunca se esqueceu da figura do tio “muito especial” nem das brincadeiras de faz-de-conta.

Mimi tinha dez anos quando o tio Fernando morreu. O tio Fernando dos presentinhos, dos poemas engraçados e das moedinhas para comprar chocolates. “Foi a minha primeira morte”, lembra. Oitenta anos depois, os seus olhos, muito azuis, ainda brilham quando fala daquele tio tão querido, que a mimou “muito”. Um tio “muito especial”, que haveria de ser motivo de romarias à casa dos pais na Lapa, para onde foi levada a famosa arca de madeira. O tio Fernando Pessoa.

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Arte de Antoninho exposta em Luanda

Via / Manuel Albano

“Versatilidades da Alma”, conjunto de 16 quadros de Antoninho, é inaugurada em 8 de Dezembro no Salão Internacional de Exposições da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), Luanda, onde permanece até ao dia 23.

Antoninho, que expôs pela última vez há quatro anos,  disse ontem ao Jornal de Angola que se trata de “uma retrospectiva a óleo e acrílico sobre tela” que reflecte “39 anos de actividade como artista plástico”.
“O objectivo é mostrar ao público, em especial os jovens o que durante anos moldou o meu e o pensamento da maioria dos angolanos, assim como os sonhos de afirmação e vontade de se impor no mundo”, adiantou o artista, acrescentando que explora nos quadros determinados aspectos ligados a tradição africana, em geral, e angolana, em particular.
O artista afirmou também que nos quadros, entre os quais realça “África para Onde Ides”, “Maternidade”, “Kianda” e “Lua de Mel”,  “Rasgos no Feminino” e “Angola”, procurou “transmitir ao público mensagens de amor à vida e à natureza”.
Antoninho, que nasceu em Luanda, participou desde os anos 1980 em diversas exposições em Angola e no estrangeiro.

Ladrões roubam 15 obras de arte de um museu. Valem 15 milhões de euros

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A pintura “Madonna della Quaglia”, de Pisanello, foi uma das obras roubadas Picasa/Wiki commons

Foram roubadas 15 peças de arte do museu Castelvecchio. Os objetos artísticos, que incluíam pinturas de Rubens e Tintoretto, estavam avaliados em 15 milhões de euros.

Foram roubadas esta quinta-feira 15 obras de arte do museu Castelvecchio, em Verona (Itália), noticia o jornal inglês The Guardian. Das 15 peças roubadas, 11 eram obras-primas, garantiu Flavio Tasi, o presidência da câmara municipal de Verona. Ao todo, segundo o The Guardian (que cita como fonte responsáveis do museu) os objetos roubados estavam avaliados num total de 15 milhões de euros.

Segundo o jornal italiano La Republicca, entre as obras de arte roubadas encontram-se pinturas como “Madonna allattante”, de Tintoreto, “Dama delle licnidi”, de Peter Paul Rubens ou “San Girolamo penitente”, de Jacopo Bellini. Ao todo, foram 6 as obras do pintor veneziano Tintoretto que foram roubadas do museu.

O assalto deu-se na quinta-feira à noite, quando três homens vestidos de preto entraram no museu. Os três assaltantes prenderam e amordaçaram o segurança e um encarregado do edifício. Ao guarda roubaram ainda as chaves do carro, para poderem fugir mais tarde. Um dos homens ficou então a controlar os reféns, enquanto os outros entraram nas galerias de arte, e recolheram as 15 obras em causa.

O porta-voz do conselho, Robert Bolis, afirmou que o museu tem segurança 24 horas por dia e que o assalto foi planeado ao pormenor, já que os assaltantes entraram num momento em que o edifício já se encontrava vazio, mas antes da hora em que os alarmes são habitualmente acionados.

“Alguém os enviou, eles eram treinados, sabiam exatamente para onde estavam a ir”, afirmou o presidente da câmara de Verona, citado pelo The Guardian. As filmagens das 48 câmaras de segurança, instaladas dentro do museu e no perímetro exterior, serão agora entregues à polícia italiana, que ficará encarregue da investigação.

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Directora do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian sai no fim do ano

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Isabel Carlos, actual directora do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian RUI SOARES

Isabel Carlos antecipa em um ano o fim do seu mandato sem prestar declarações. É a segunda saída inesperada da Gulbenkian, depois de António Pinto Ribeiro em Abril.

Isabel Carlos, actual directora do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai abandonar este cargo no próximo mês, antecipando em um ano o fim do seu mandato. A notícia foi avançada pela Lusa e depois confirmada ao PÚBLICO pela curadora que recusou, no entanto, prestar declarações.

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Billboard Project. Outdoors que são arte

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Desde sábado  (28/11) e durante o próximo ano, vários outdoors de Lisboa, Porto e Faro vão ser ocupados por importantes artistas contemporâneos de todo o mundo, como por exemplo Jeff Koons. O primeiro outdoor é inaugurado em Belém, junto ao Museu dos Coches, para que a arte salte à vista sem ser preciso ir a uma galeria. Fique a conhecer os artistas intervenientes.

Gilbert & GeorgeGilbert & George são praticamente uma só pessoa desde que se conheceram no curso de Escultura da Central Saint Martin’s Art School, em Londres. A dupla de artistas britânicos composta por Gilbert Prousch e George Passmore inaugura amanhã o Billboard Project em Portugal com um outdoor junto ao Museu dos Coches, em Lisboa. Os premiados artistas, que costumam expor nos museus de arte contemporânea mais famosos do mundo, são conhecidos pelas suas famosas “esculturas vivas” e pelas coloridas colagens e fotomontagens.

Jeff Koons

O artista norte-americano é reconhecido universalmente graças a esculturas como “Puppy”, de 1992, um cão feito com flores que faz a paisagem da entrada do Museu Guggenheim, em Bilbau, onde recentemente também teve direito a uma das suas maiores retrospectivas. Koons já esteve envolvido em várias polémicas, como a que resultou da sua série “Made In Heaven”, onde aparece com a actriz porno Cicciolina, sua ex-mulher, em várias posições sexuais. Ainda não se sabe quando e onde será a sua intervenção neste projecto.

William Wegman

Faro é a terceira cidade envolvida neste Billboard Project, com William Wegman num outdoor junto à Praça de São Francisco, inaugurado a 12 de Dezembro. O artista norte–americano ganhou fama com as suas fotografias e vídeos que incluem cães da mesma raça, Weimaraner, depois de uma colaboração com o seu primeiro cão, a quem chamou Man Ray e a que se seguiu Fay Ray e mais umas quantas ninhadas. Os cães costumam aparecer em várias poses e com vários fatos.

Andrea Robins & Max Becher

O casal de artistas conheceu-se na faculdade nos Estados Unidos, em 1984, e desde então tem vindo a trabalhar em vários suportes, da fotografia ao vídeo. O mote do seu trabalho é aquilo a que chamaram “deslocamento de local”, “situações nas quais um local limitado ou isolado se parece fortemente com outro que está distante”, explicam. Interessa-lhes, por exemplo, “a Alemanha em África, alemães que se vestem como americanos nativos, cidades americanas que se vestem como na Alemanha, Nova Iorque em Las Vegas, Nova Iorque em Cuba, ou Cuba em exílio, um lugar fora do seu lugar com as suas variadas causas e consequências”.

Clifford Ross

Depois de Lisboa, o Billboard Project chega ao Porto na próxima semana, a 5 de Dezembro, pelas mãos de Clifford Ross, ainda em local a definir. O artista é conhecido por trabalhos em várias áreas, com destaque para a pintura, a escultura e a fotografia. Começou a dar que falar nos anos 90 com a série “Hurricane”, com imagens em grande escala a preto-e-branco que representavam ondas. As imagens foram captadas pelo próprio artista preso por uma corda. Os seus trabalhos estão em museus como o MoMa ou o Metropolitan Museum Of Art.

Jason Martin

O britânico Jason Martin, nascido em 1970, inspira-se no minimalismo e na arte abstracta para as suas pinturas a óleo, geralmente monocromáticas e sobre alumínio, que reflectem sobre o seu próprio processo criativo e os seus movimentos ao pintar. É ele também quem costuma fazer os próprios pincéis com que costuma trabalhar nos quadros. A cor e as várias texturas da tinta são, regra geral, o seu ponto de partida.

Lawrence Beck

O fotógrafo ganhou reconhecimento mundial graças à sua fotografia de botânica, em especial a natureza morta. Outra das suas temáticas preferidas é a natureza enquanto representante de momentos específicos da história da arte. Por exemplo, a pintura holandesa do séc. xvii, através dos seus retratos de tulipas em grande escala, ou a pintura impressionista do séc. xix, com nenúfares. Na sua série a preto–e-branco destaca os grãos da imagem, os efeitos de luz e os contrastes, de forma a evidenciar a ideia da natureza a imitar a arte.

 

Sarcófago intacto descoberto por arqueólogos espanhóis

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EFE

O sarcófago pertence ao sacerdote Anj ef Jonsu, escriba das oferendas do deus Ámon-Rá, a divindade egípcia do sol, no templo de Karnak.

Uma equipa de arqueólogos espanhóis encontrou um sarcófago de 3000 anos com a múmia do sacerdote Anj ef Jonsu no interior. O sarcófago, que foi descoberto numa campanha arqueológica na cidade egípcia de Luxor (antiga Tebas), está em óptimo estado de conservação.

“Trata-se de uma descoberta digna dos inícios da arqueologia”, disse à agência EFE Francisco Martín Valentín, o director da missão arqueológica que quer desvendar os mistérios das práticas funerárias no Antigo Egipto. Desde o século XIX, Tebas tem sido palco de inúmeras missões arqueológicas. É, por isso, raro encontrar-se um sarcófago contendo a respectiva múmia.

“São acontecimentos históricos, muito relevantes”, declarou ainda o director, que chefiou a campanha arqueológica pedida pelo Instituto de Estudios del Antiguo Egipto, instituição que se dedica à investigação arqueológica e histórica da região.

A equipa de arqueólogos espanhóis vai agora estudar e restaurar o sarcófago, que deverá vir a ser exposto num museu. O sarcófago, que foi descoberto no passado dia 18, foi aberto na quinta-feira. O momento contou com a presença do ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati, que salientou as “boas condições e o estado de conservação” do sarcófago. O presidente da Direcção Suprema de Antiguidades, Sultan Eid, também esteve presente e disse, em comunicado, que o sarcófago de madeira está decorado com hieróglifos e representa o sacerdote com uma barba entrançada, os braços cruzados sobre o peito e uma flor de papiro em cada mão.

O sacerdote Anj ef Jonsu era o escriba das oferendas do deus Ámon-Rá, a divindade egípcia do sol, no templo de Karnak. O sarcófago apresenta uma policromia intensa, com a representação de cenas do sacerdote a prestar culto a diferentes deuses como Osíris, Anúbis, Nefertum ou a deusa Hathor.

O túmulo de Nefertiti pode estar mais perto do que nunca

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Archaeologist Nicholas Reeves believes a hidden door in the wall beyond King Tut’s sarcophagus leads to Queen Nefertiti’s tomb. | CRIS BOURONCLE via Getty Images

As análises conduzidas no túmulo de Tutankhamon sugerem que é “90% certa” a existência de uma câmara funerária oculta, reforçando a tese de que aí poderá estar enterrada uma das mais famosas rainhas do Antigo Egipto.

As autoridades egípcias estão “desesperadas por boas notícias” e este sábado puderam finalmente dá-las: os resultados preliminares das análises conduzidas por uma equipa internacional liderada pelo egiptólogo Nicholas Reeves apontam fortemente para a existência de uma segunda câmara funerária até aqui oculta por trás da parede Norte no túmulo de Tutankhamon. “Tínhamos dito que havia 60% de hipóteses de haver alguma coisa atrás destas paredes. Mas agora, após uma primeira leitura das imagens obtidas por radar, podemos afirmar que essa probabilidade é afinal de 90%”, afirmou este sábado, no Vale dos Reis, o ministro das Antiguidades Egípcias Mahmoud al-Damaty.

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Mosteiro de Alcobaça com a maior projeção numa única fachada em Portugal

XVII Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais – 19 a 22 de Novembro

O Mosteiro de Alcobaça acolhe uma vez mais a Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais, de 19 a 22 de Novembro. A celebrar a 17ª edição, o evento conta este ano com a maior projecção de vídeo mapping numa única fachada a nível nacional, percorrendo os 200 metros da fachada do Mosteiro de Alcobaça.

“A Mostra Internacional está devidamente implantada na agenda cultural nacional mas todos os anos procuramos introduzir algumas inovações. Estamos confiantes que este espectáculo audiovisual terá um grande impacto junto dos visitantes da mostra”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, na conferência de imprensa de lançamento do certame.

O vídeo, produzido pelo atelier Ocubo.com, será o momento alto das comemorações dos 25 anos da classificação do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça como Património Mundial da UNESCO e dará destaque ao importante legado da Ordem de Cister e a sua importância no desenvolvimento social, cultural e económico em Alcobaça. A banda sonora inclui composições originais, concebidas especialmente para este espectáculo, e música dos alcobacenses The Gift.

Para o Presidente da Câmara, “esta será seguramente uma das mais ambiciosas edições desta mostra internacional. Estamos na expectativa de aumentar significativamente o número de visitantes gerando um impacto positivo na economia local. Queremos igualmente distribuir o elevado número de visitantes pelos 4 dias do certame em vez da habitual enchente de domingo”. As 4 projecções diárias durante os primeiros 3 dias do evento – de 19 a 21 de Novembro – reflectem esta nova estratégia por parte da organização.

O vídeo mapping “ALCOBAÇA – A LUZ DO AMOR” será exibido no seguinte horário:

  • Quinta, 19 nov: 20h00, 21h00, 22h00 e 23h15
  • Sexta, 20 nov: 20h00, 21h00, 22h00 e 23h15
  • Sábado, 21 nov.: 20h00, 21h00, 22h00 e 23h15

Bilhetes (Maiores de 12)

1 dia: 1€

4 dias (pulseira livre trânsito): 2,5€

Promovido pelo Município de Alcobaça, em parceria com o Turismo do Centro e com o apoio da Direção Geral do Património Cultural e do Mosteiro de Alcobaça, o vídeo mapping promete ser um inesquecível espectáculo de luz, som e imagem.

De 19 a 22 de Novembro, a XVII Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais é uma oportunidade única para degustar, em pleno Mosteiro de Alcobaça, Património da Humanidade e uma das Sete Maravilhas de Portugal, o melhor do receituário conventual não só de Alcobaça mas, também, de outros mosteiros, conventos e pastelarias, tanto nacionais como internacionais.

A Doçaria Conventual em Alcobaça é riquíssima e herdeira das tradições gastronómicas dos Monges e Monjas de Cister, senhores dos antigos Coutos de Alcobaça que, em mais de oito séculos de permanência na região, deixaram como marca de excelência a sua dedicação aos Doces Conventuais. São famosas as cornucópias, o Pão-de-Ló de Alfeizerão, as trouxas-de-ovos, a ginja de Alcobaça, entre muitas outras iguarias.

Em pleno Mosteiro de Alcobaça, eleito pela UNESCO património da Humanidade e uma das Sete Maravilhas de Portugal, poderá degustar o melhor do receituário conventual não só de Alcobaça mas, também, de outros mosteiros, conventos e pastelarias, tanto nacionais como internacionais.

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