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Museu de Arte Antiga vai andar pelas paredes das ruas de Lisboa


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Salomé com a Cabeça de São João Baptista, pintado por Lucas Cranach, o Velho, em 1510-1515 DR

Reproduções de alta qualidade vão estar espalhadas pelas zonas antigas de Lisboa

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, expõe 31 reproduções de obras-primas nas zonas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real.

“ComingOut. E se o Museu saísse à rua?” é o título da nova exposição organizada pelo museu, que lança esta iniciativa à semelhança do projecto desenvolvido em Londres, nos bairros de Convent Garden, Soho e Chinatown, pela National Gallery, denominado “The Grand Tour”.

O MNAA refere que as reproduções que vão estar espalhadas por aquelas zonas antigas de Lisboa são de “altíssima qualidade, em escala real, e providas de molduras em madeira e tabelas, tal qual são expostas nas salas de um qualquer museu”.

“Retrato do Rei D. Sebastião”, pintado em 1571 por Cristóvão de Morais, “Salomé com a Cabeça de São João Batista”, pintado por Lucas Cranach, o Velho, em 1510-1515, “Senhora das Dores”, de Quentin Metsys, de 1511, e “Virgem com o menino e santos”, de Hans Holbein, o Velho, pintado em 1519, são algumas das reproduções que vão estar nas ruas daquelas zonas de Lisboa antiga.

Com este projecto, o museu — que detém um dos mais importantes espólios de arte portuguesa — pretende divulgar o património artístico e histórico português ao público nacional e estrangeiro.

“ComingOut. E se o Museu saísse à rua?” foi preparado ao longo de vários meses e implicou o levantamento, por técnicos do MNAA e da Câmara Municipal de Lisboa, dos imóveis das ruas.

A selecção de obras teve de respeitar as características e as dimensões das paredes disponíveis, num “extenso trabalho de identificação dos proprietários dos prédios, com uma carta enviada a todos eles”, assinada pelo presidente da autarquia, Fernando Medina, e pelo director do MNAA, António Filipe Pimentel.

Ambas as entidades pediram, por este meio, autorização para afixar nos imóveis as reproduções das obras por um período de cerca de três meses. De acordo com o MNAA, a reprodução das obras é da responsabilidade da HP Portugal, utilizando avançadas técnicas de impressão, com o apoio da Ocyan, e no final será editado um catálogo patrocinado pela Vodafone.

“ComingOut. E se o Museu saísse à rua?” foi inaugurada esta terça-feira, às 12h, no Largo de São Carlos, em Lisboa.

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