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Direcção de Cultura do Norte e autarquias salvam Teatro do Noroeste


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António Ponte pediu à Secretaria de Estado da Cultura verbas para apoiar projecto do CDV PAULO PIMENTA

DRCN e Comunidade Intermunicipal do Alto Minho apoiam projecto da companhia, que vira recusado o financiamento da Direcção-Geral das Artes

O projecto de teatro “In Situ”, que percorrerá os dez concelhos do Alto Minho, vai garantir financiamento à companhia de Viana do Castelo até final do ano, depois de aquela ter ficado sem apoio da Direcção-Geral das Artes. O projecto, apresentado esta terça-feira, vai decorrer entre Outubro e Dezembro, num investimento de 75 mil euros, e representa uma parceria entre a Direcção Regional da Cultura do Norte, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, a Câmara de Viana do Castelo e o Teatro do Noroeste – CDV.

“O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana consegue, uma vez mais, fazer face à situação de constrangimento financeiro que vive desde que, em 2012, deixou de ter apoio da DGArtes, e apresenta um conjunto de actividades que garante a sua continuidade, a curto prazo”, sustentou esta terça-feira a directora artística da companhia, Elisabete Pinto. Em Junho passado esta estrutura profissional anunciou a suspensão da programação prevista até final de 2016, por ter sido excluída dos apoios atribuídos pela Direcção Geral das Artes (DGArtes). Em causa estava uma candidatura de 100 mil euros para dois anos.

O projecto In Situ – Visitações Bartolomeanas, baseado nos escritos de Frei Bartolomeu dos Mártires, vai percorrer igrejas, conventos e monumentos dos dez concelhos do Alto Minho, pelos quais passou aquele Beato, no século XVI. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, sublinhou a importância da iniciativa, “do ponto de vista educativo, de valorização do património e de divulgação da figura de Frei Bartolomeu dos Mártires.

Questionado pela Lusa, o director regional da Cultura do Norte, António Ponte, afirmou que o apoio agora disponibilizado “não veio colmatar a falta de financiamento por parte da DGArtes” mas “dar resposta ao pedido feito pela companhia face à sua necessidade de sobrevivência”. “Quando a companhia nos procurou não foi para pedir apoio mas para propor uma parceria num projecto que se enquadra nos pressupostos que temos vindo a desenvolver, de olhar para o património enquanto activo de dinamização cultural” explicou.

António Ponte destacou que se trata “de um projecto que se espraia na área territorial da CIM do Alto Minho, tendo em vista a animação de um conjunto de estruturas patrimoniais de referência”. “Solicitámos um reforço orçamental ao secretário de Estado da Cultura para que pudéssemos colaborar nesta iniciativa. Esse pedido foi viabilizado e estamos aqui como parceiros neste projecto”, acrescentou.

O autarca de Viana defendeu para o futuro, “a garantia de estabilidade da companhia de teatro da cidade”, através de financiamento do Estado que, adiantou, “infelizmente nas últimas candidaturas não foi conseguido”. Na temporada 2014/2015, segundo dados do Teatro do Noroeste, mais de 25.000 espectadores assistiram aos trabalhos da companhia. No encontro com os jornalistas, realizado no teatro municipal Sá de Miranda, Elisabete Pinto revelou que além do projecto In Situ vai apresentar, até Dezembro, duas novas criações e o serviço educativo da companhia.

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