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Teatro Thalia & Em cena


Teatro Thalia

A Quinta

A Quinta das Laranjeiras, inicialmente denominada Quinta de Santo António, pertencia no final do século XVII a Manuel da Silva Colaço. Passou para a posse de vários proprietários até que, em 1802, Joaquim Pedro Quintela, o 1º Barão de Quintela, decidiu substituir as decrépitas casas existentes pela construção de um palácio. A obra esteve a cargo do Padre Bartolomeu Quintela, tio do 1º Barão, razão pela qual palácio e quinta foram reconstruídos segundo a traça do Congregado do Oratório.

Com o 2º Barão de Quintela, 1º Conde de Farrobo, o fausto e bom gosto foram introduzidos no palácio. Dono de uma enorme fortuna, o Conde de Alfarrobo ficou famoso pelas suas extravagâncias. Na primeira metade do século XIX mandou vir leões, tigres e panteras para exibir em jaulas e encomendou estátuas, bustos e fontes para embelezar a Quinta.

Em 1874 a Quinta das Laranjeiras foi vendida em hasta pública ao fidalgo espanhol Duque de Abrantes e Liñares, que a mandou restaurar. Desde então, e ao longo de vários anos, foi sendo vendida, ampliada e restaurada até que, em 1940 o Palácio das Laranjeiras foi adquirido pelo Ministério das Colónias, para aí instalar o Museu da Marinha. Vários ministérios tiveram sede no edifício sendo que, desde Abril de 2005, nele se encontra o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O Teatro

O entusiasmo do Conde de Farrobo pelas manifestações das artes cénicas levou-o à construção, em 1820, de um teatro junto ao Palácio das Laranjeiras, ao qual deu o nome da musa da comédia na mitologia grega.

Em 1842 foi reedificado e renovado sob o risco de Fortunato Lodi, o autor do Teatro Dona Maria II. Na sua inauguração, a 26 de Fevereiro de 1843, foi oferecida uma grande festa à Rainha Dona Maria II. Teatro e palácio foram iluminados a gás em 1830, muito antes da cidade de Lisboa ter este meio de iluminação pública. Dezanove anos depois, teatro e sala de baile eram destruídos por um incêndio a 9 de Setembro de 1862.

A falência do Conde de Farrobo, que morreu em completa miséria, deixou o Teatro Thalia abandonado à sua sorte.

Os restauros e readaptações executados, sobretudo a partir do momento em que o Estado tomou posse do conjunto, incidiram quase exclusivamente no antigo palácio e nos seus jardins.

Do antigo teatro ainda existem referências visíveis à beleza do essencial e sólido nessa construção: os volumes do Foyer, Plateia e Cena.

Presentemente destina-se a ser usufruído para fins científicos e culturais quer pelos organismos do próprio Ministério da Educação e Ciência, quer pela comunidade em geral.

A requalificação do antigo Teatro Thalia, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, teve projecto de arquitectura de Gonçalo Byrne Arquitetos, Lda e Patrícia Barbas e Diogo Lopes Arquitetos, Lda.

Em cena

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