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Teatro D. Maria II vai ter obras e avaliar estado do dispositivo de palco


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O conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, tem previsto um conjunto de intervenções no edifício, nomeadamente na livraria e no espaço de café, disse à Lusa o seu presidente, Miguel Honrado.

O responsável adiantou que, já este mês, vai também ser analisado o estado do dispositivo de palco, nomeadamente da maquinaria, “talvez o mais profundo diagnóstico desde a reabertura do teatro, em 1978”.

Miguel Honrado afirmou que as obras previstas na livraria e no espaço de café visam criar “um maior diálogo” entre o átrio, “que se chamará Garrett, e a livraria, de modo a fazer um ponto de encontro” e promover a “difusão cultural”.

Neste conjunto de intervenções, cofinanciadas por fundos europeus, está ainda prevista a “manutenção e reabilitação de algumas estruturas técnicas do edifício, assim como a impermeabilização do telhado e a acessibilidade a públicos com dificuldades especiais”.

A empreitada de obra e a concessão do Café Garrett serão por ajuste direto, disse Miguel Honrado, pois os valores orçamentados estão “abaixo dos que obrigam à abertura de concurso público”.

As áreas de arquivo e biblioteca são apostas para este triénio e, por isso, estão a ser desenvolvidos “instrumentos tecnológicos mais apurados”, dando continuidade ao trabalho de inventariação e catalogação.

Miguel Honrado disse que o TNDM “está atento” ao programa comunitário 2020, que privilegia as novas tecnologias e a informação em meio digital, com o objetivo de apresentar uma candidatura.

O TNDM, revelou, tem um novo armazém na zona oriental de Lisboa, em Cabo Ruivo, que “estará operacional até ao final do ano” e irá permitir “albergar em muito melhores condições”, os serviços de arquivo e as oficinas.

O novo armazém pode ainda vir a ter um espaço de manutenção e restauro da parte documental e da cenográfica.

Sobre o estado do edifício do TNDM, no Rossio, que está a completar 170 anos, Miguel Honrado disse que “as fugas de gás estão acauteladas, e foi possível recorrer às situações de maior premência e urgência”.

Em 2016, o TNDM celebra 170 anos, tendo sido inaugurado no dia de aniversário da rainha D. Maria II, a 13 de abril de 1846, por iniciativa do dramaturgo Almeida Garrett, que também promoveu a fundação do Conservatório Geral de Arte Dramática.

Em 1964 o edifício sofreu um incêndio, foi restaurado e reinaugurado catorze anos depois.

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