P.A.M. – Património, Artes e Museus

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Monthly Archives: Agosto 2015

Mosteiro de São João de Tarouca integra catálogo da exposição “Clairvaux. L’aventure cistercienne”

São Pedro O Santo, sentado num trono gótico-manuelino, revestido de pontifical e de tiara na cabeça, apresenta o gesto de abençoar, vendo-se num segundo plano, através de janelas abertas sobre a paisagem, duas cenas da vida do Apóstolo: à esquerda o encontro com Cristo quando fugia de Roma à perseguição; à direita, o chamamento ao apostolado. Gaspar Vaz (C.1535)

Já considerada uma obra de referência no que diz respeito ao estudo e divulgação da História da Ordem de Cister na Europa, “Clairvaux. L’aventure cistercienne” é o catálogo da exposição com o mesmo nome (patente até 15 de Novembro em Troyes, França) que reúne mais de 150 documentos e objectos raros cedidos por 37 instituições europeias. Entre as peças raras estão um anel de oração e uma panela de barro, ambos provenientes do Mosteiro de São João de Tarouca e parte integrante desta nova publicação sobre Cister.

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Dia Internacional do BLOG, 31 de Agosto

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Dia Internacional do BLOG

Equipa de cientistas percorre caminhos de Fernão de Magalhães para traçar o primeiro mapa sonoro dos oceanos.

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Equipa de cientistas percorre caminhos de Fernão de Magalhães para traçar o primeiro mapa sonora dos oceanos. Expedição vai demorar quatro anos. E pode ser acompanhada em direto.

Expedição pioneira partiu este domingo de Sevilha. A equipa do Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) vai desenhar, pela primeira vez, o mapa sonoro dos oceanos, revela a UPC.

Durante quatro anos, os cientistas vão percorrer a mesma rota traçada pelo navegador português Fernão de Magalhães – naquela que seria a primeira viagem marítima em volta do mundo.

A primeira viagem de circum-navegação será replicada de modo a recolher informação sobre a poluição sonora que afeta os oceanos – um registo exaustivo sobre a contaminação acústica nos mares.

“É o oceano um santuário de silêncio tal como nos mostram os documentários na televisão? Estando as grandes cidades distantes nos mares é isso garantia de que a profundidade dos oceanos protege as espécies marítimas?”. Não é! É algo parecido ao ruído de uma grande cidade em hora de ponta, explica o jornal.

Mas de onde vem tanto ruído? O homem é o principal causador dessa poluição sonora. E há exemplos – mapas já desenhados pela equipa do Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha – que permitem explicar o que se passa. O ruído no Porto de Barcelona é ouvido debaixo de água na ilha de Ibiza.

O biólogo Michel André, citado pelo El Mundo, diz que o “homem só é capaz de ouvir 10% dos sons que se produzem debaixo de água”. Essa incapacidade não permitia, até agora, avaliar o impacto provocado nas espécies marítimas.

O dia-a-dia da equipa que segue a bordo do veleiro Fleur de Passion, de 33 metros, poderá ser acompanhado através do site Ocean mapping expedition“Quatro anos de viagem em redor do mundo para escrever uma nova história dos oceanos, 500 anos depois de Fernão de Magalhães”.

Rota de Magalhães quer ser Património Mundial da UNESCO até 2019

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A candidatura da Rota de Magalhães a Património Mundial, cujo processo é liderado por Portugal, poderá estar concluída em 2019, ano em que arrancam as comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão Magalhães.

A Rede Mundial das Cidades Magalhânicas, que envolve cidades e localidades a nível mundial, está a preparar a candidatura da Rota de Magalhães a Património Mundial da UNESCO, um trabalho que está a ser liderado por Portugal e que tem como porta-voz o presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques.

O autarca está hoje no Rio de Janeiro para participar em reuniões de trabalho sobre a Rede e, ao mesmo tempo, integrar este projeto na iniciativa “Há um rio que começa no Douro e termina no Brasil”, que a Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) está a realizar no Brasil.

“O que nós gostaríamos era que, em 2019, ano em que se iniciam as comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação termos a rede classificada como património mundial. Até lá temos um grande caminho a percorrer”, afirmou à agência Lusa José Marques.

O presidente referiu que, em Julho, se vai apresentar já um “esboço de candidatura”, mas ressalvou que este vai ser um “processo complexo” porque vai ser preciso “referenciar e assinalar o que é singular e identitário em cada uma das cidades”.

“Vai ser um processo construído. Tem que estar tudo devidamente enquadrado, valorizando o melhor que cada um destes locais tem para além do enquadramento com a primeira viagem de circum-navegação”, sustentou o autarca português.

José Marques destacou ainda o papel que o Rio de Janeiro desempenha na rede mundial de cidade.

“O Rio é para nós um pivot muito importante porque historicamente foi um lugar chave que está bem referenciado em todo o relato da viagem”, sublinhou.

A Rede Mundial de Cidades Magalhânicas, lançada em 2013, pretende ser um instrumento de trabalho para estudar e divulgar o “facto universal inigualável” que foi a primeira volta ao mundo.

Esta viagem, segundo o presidente da Câmara de Sabrosa, “constitui um invulgar e único património comum a todos os povos que a protagonizaram e é um verdadeiro tesouro da humanidade”.

A Rede integra as cidades de Ushuaia, Sevilla, San Lúcar de Barraneda, Porvenir, Praia, Rio de Janeiro, Montevideo, Tenerife, Granadilla de Abona, Lisboa, Tidore, Porto, Guetaría, Buenos Aires, Punta Arenas, Cebú, Guam, Tidore, Brunei, Sabrosa, San Gregorio, Puerto San Julián, Ciudad del Cabo e Vicenza.

Sabrosa reclama para si o título de “berço” do navegador Fernão Magalhães. Recentemente foi inaugurada nesta vila uma exposição interactiva, especialmente vocacionada para as escolas e os jovens.

José Marques explicou que a mostra tem o cenário de um porto que convida a entrar “num elemento simbólico de uma nau” onde é projectado um filme em três dimensões que conta a história da viagem de circum-navegação e os principais episódios que ocorreram.

Segundo o autarca, o objectivo é acrescentar informação sobre todas as cidades e territórios que foram tocados pela viagem de circum-navegação.

“Quando estiver na sua totalidade poderemos dizer que temos o mundo no Douro, temos o mundo em Sabrosa”, frisou.

A iniciativa “Há um rio que começa no Douro e termina no Brasil”, que começou na segunda-feira e termina hoje, tem como objectivos a promoção da região portuguesa nas suas principais vertentes: vinho, turismo e cultura.

Filipinos descobrem o Douro através de Sabrosa

Vários turistas filipinos continuam a vir a Sabrosa porque querem descobrir a terra e a região de origem de Fernão de Magalhães, cuja figura é um verdadeiro ícone na história daquele país asiático.

Uma das origens deste fluxo de visitantes é a cidade de Cebu, que tem com Sabrosa um protocolo de geminação, designadamente por ser um local onde a figura do navegador português é enraizada e enaltecida. No passado sábado, mais um grupo de cebuanos veio até Sabrosa tendo sido recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Marques.

Depois de dar as boas vindas, o autarca serviu de anfitrião num pequeno périplo na vila, iniciado na Igreja Matriz. Aqui, a figura do Santo Niño, uma réplica da imagem filipina existente na Basílica Menor em Cebu, mereceu especial adoração por parte da comitiva. Apreciaram de sobremaneira a Exposição Magalhães que consideraram excelente e seguramente motivo de atracção de muitos visitantes.

O Presidente da Câmara Municipal realçou a importância desta visita encarando-a “como potenciadora do incremento de vários intercâmbios assentes em estratégias dinâmicas de cooperação de que já é exemplo a Rede Mundial das Cidades Magalhânicas, que Sabrosa integra desde 1 de Fevereiro de 2013, como elemento multicultural e aglutinador.”

Uma nota digna de registo para a simpatia e gratidão do grupo filipino para com o Dr. José Marques e o Município, traduzida na oferta de uma réplica de uma imagem do Santo Niño de Cebu. Sendo que a original foi oferecida em 1521 por Fernão Magalhães à Rainha de Cebu e é considerada a mais antiga relíquia católica nas Filipinas.

Quer conhecer o património cultural da Teixeira?

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O Município de Seia promove, no dia 19 de setembro, em colaboração com a Junta de Freguesia da Teixeira e a Associação Amigos da Teixeira, a sexta edição do PasSeia, um convite para conhecer o Património desta Freguesia evidenciando, simultaneamente, a troca de saberes, experiências e tradições.

O passeio tem início às 09:15h, horário de partida do Arquivo, contempla almoço e prolonga-se até às 16:30h. Durante a manhã estão programadas visitas à Igreja Matriz, ao Lagar de Varas e à Ponte, que apesar de ser contemporânea foi construída de acordo com as normas de arquitetura medievais.

Às 12:30h, os participantes são convidados a degustar alguns dos produtos locais, num almoço onde não faltará animação, proporcionada pelo Grupo de Concertinas da Teixeira. A tarde está reservada às visitas ao Parque Eólico e ao conjunto de Gravuras Rupestres, uma oportunidade também para desfrutar de magníficas paisagens que caracterizam esta região do concelho.

À semelhança das edições anteriores, as visitas serão enriquecidas com o conhecimento e experiência de pessoas da comunidade local e, neste caso, realizar-se-ão em colaboração com Carlos Marques e António Pereira Reis.

A freguesia da Teixeira é a freguesia mais a sul de Seia, distando aproximadamente 37 km da sede de concelho. Até meados do séc. XIX (1855), pertenceu ao concelho de Loriga, até que em 1888 passou a ser administrada pela Junta de Freguesia de Vide e, finalmente, em 1946 tornou-se freguesia independente.

A participação nesta atividade tem um custo associado de 10€, para adultos, e 5€ para crianças até 14 anos, valor que inclui almoço e transporte de autocarro (de e para Seia). Os interessados em realizar o PasSeia poderão inscrever-se no Arquivo Municipal (arquivomunicipal@cm-seia.pt / tel. 238 081 392).

Campo Maior quer Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade

Via /  Patricia Afonso

Campo Maior entregou oficialmente  o dossier da candidatura das Festas do Povo de Campo Maior a Património Cultural Imaterial da Unesco. Uma candidatura liderada pela ERT Alentejo.

O dossier foi entregue ao presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, segundo o qual “valorizar esta arte ancestral de transformar papel em flores é a garantia de salvaguarda da tradição”. O edil aproveitou, ainda, para salientar a importância do projecto de criação de um Museu das Festas do Povo, que permitirá a todos os que visitem Campo Maior “experimentar as sensações, através de tecnologia multimédia, de passar debaixo das ruas engalanadas, mesmo em anos em que as Festas do Povo não se realizam”.

Por sua vez, Paulo Lima, responsável pela equipa que elaborou o dossier da candidatura, destacou a originalidade do certame: “As Festas do Povo de Campo Maior já são património mundial”, disse Paulo Lima, acrescentando que “só temos de informar a Unesco”.

António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, optou por falar na originalidade das Festas do Povo de Campo Maior, afirmando que “é sempre com o coração a palpitar que vemos o trabalho dos campomaiorenses. Isto não se faz em mais nenhuma parte do mundo”; enquanto João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal, disse que o evento é “a expressão máxima da capacidade portuguesa de saber receber”.

Já há uma app com um roteiro por castelos, batalhas e heróis portugueses

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A Associação de Turismo Militar Português foi lançada esta semana e conta, para já, com dois roteiros nacionais por monumentos, batalhas e protagonistas da história militar do país

O objectivo do novo organismo — apresentado oficialmente esta segunda-feira no Quartel de Santo Ovídeo, no Porto – é divulgar o património histórico e militar de Portugal através de vídeos e aplicações móveis.

Para já, o site e a app “Turismo Militar” — disponível para iOS e Android — disponibilizam apenas dois roteiros: um ligado à defesa do Alentejo e outro associado à presença dos Templários em Portugal.

No primeiro, Dinis de Melo e Castro é o herói do itinerário proposto e a sua história serve de introdução a uma rota de castelos, muralhas, fortes e quartéis, desde Elvas a Estremoz, num passeio pela Guerra da Restauração Portuguesa do século XVII.

Já no roteiro dos Templários, é Gualdim Pais que nos leva nos “passos da defesa militar do território português do Médio Tejo, que ficou a cargo da Ordem Templária há quase mil anos”, com visita ao castelo de Tomar e Convento de Cristo, à antiga vila de Ourém ou ao castelo de Almourol, entre outros.

Cada monumento referido nos roteiros aparece localizado no mapa e conta com uma pequena descrição, sendo ainda possível ir ouvindo as informações disponibilizadas ou participar num “quizz” de conhecimentos.

Para explorar cada itinerário, a aplicação apresenta duas possibilidades: seguir o roteiro completo — no qual “o utilizador irá seguir os passos históricos do herói”, desde o local onde “iniciou as suas viagens” até ao sítio “onde encontrou o seu fim” — ou configurar a sua própria rota, seleccionando os monumentos que quer incluir na visita.

Segundo Álvaro Covões, presidente da nova associação, há um terceiro roteiro a ser trabalhado, sobre os Descobrimentos, e na lista de heróis a surgir nas aplicações móveis ou em filmes publicitários estão ainda Vasco da Gama ou Gago Coutinho.

Durante a cerimónia de apresentação, o dono da produtora Everything Is New, e agora também presidente da Associação de Turismo Militar Português, defendeu que este novo projecto é uma “grande oportunidade de criar o ‘storytelling’ [narração de histórias], como muitos países têm”, de forma a dar a conhecer aos turistas estrangeiros e nacionais a história militar e os heróis portugueses do passado.

“Temos a obrigação de criar conteúdos para que as pessoas experimentem o país não só pela sua gastronomia, pela simpatia do seu povo, pela beleza da sua natureza e dos seus monumentos, mas também pela sua história”, acrescentou o empresário, de acordo com a agência Lusa.

No lançamento oficial da associação esteve também presente o ministro da Defesa Nacional, para quem “o grande desafio que esta associação tem, e que é um ‘bypass’ [passagem] entre um passado e um futuro diferente de contar muito da nossa história, é de reforçar, ligando e interligando a lógica patrimonial a conteúdos que reforcem o orgulho de ser português”. Segundo José Pedro Aguiar Branco, além de ser “uma fonte acrescida de receitas”, o novo projecto poderá chegar a vários públicos-alvo e dar informação de forma rápida e adequada através das novas tecnologias, reforçando o conhecimento da história de Portugal.

O novo projecto conta com a participação da Associação Nacional do Turismo, Instituto Politécnico de Tomar, Universidade Portucalense, Fundação Aljubarrota e Direcção-Geral de Recurso de Defesa Nacional. O sector do turismo militar tem sido uma aposta do Ministério da Defesa Nacional, que desde 2012 tem trabalhado em conjunto com várias entidades ligadas ao turismo em Portugal e assinado protocolos pontuais com instituições regionais.

Roteiro dos Templários

Batalha de Mohács, travada em 29 de Agosto de 1526

Batalha de Mohács

The British Museum

  • Object type

  • Museum number

    1859,0806.307

  • Description

    Portrait of Suleyman the Magnificent, a profile bust wearing an elaborate crown with four tiers of goldwork and pearls. 1535 Engraving

  • Producer name

  • School/style

  • Date

    • 1535
  • Materials

  • Technique

  • Dimensions

    • Height: 434 millimetres
    • Width: 295 millimetres
  • Inscriptions

      • Inscription Content

        Lettered beneath the portrait: ‘Suliman Otoman Rex Turc X’ and signed ‘AV 1535’ in the background

  • Curator’s comments

    The engraving appears to be adapted in reverse from a Venetian woodcut of 1532 (for which see ‘Suleyman the Magnificent’, BM 1988, cat.6). The crown was made as a speculation by a consortium of Venetian goldsmiths, and dispatched to Istanbul in 1532, when it was sold to Suleyman for 115,000 ducats. The four tiers were intended to represent the four kingdoms over which Suleyman ruled. For further discussion see Gülru Necipoğlu ‘Süleyman the Magnificient and the representation of power in the context of Ottoman-Hapsburg-Papal rivalry’, Art Bulletin, 1989, 401.27.

  • Bibliography

    • Bartsch XIV.377.518 bibliographic details
  • Location

    Not on display (Italian XVIc Mounted Roy)

  • Exhibition history

    1987 Apr-Jul, Vienna, Kunstlerhaus, ‘Medusa’s Spell’

  • Associated names

  • Acquisition date

    1859

  • Department

    Prints & Drawings

  • Registration number

    1859,0806.307

Cinemateca recorda presença de Maria Barroso no cinema

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Maria Barroso, actriz e activista política que morreu em Julho, aos 90 anos, é homenageada em Setembro na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, no ciclo ‘in memoriam’, com a exibição de três filmes em que participou.

Na próxima semana, a 3 de Setembro, a Cinemateca recupera “Mudar de vida”, filme de 1966 de Paulo Rocha, no qual Maria Barroso se estreou no cinema.

No dia 05, passa “Amor de Perdição” (1978) e, no dia 08, “Benilde ou a virgem mãe” (1974), ambos de Manoel de Oliveira.

São três dos mais relevantes filmes da filmografia de Maria Barroso, afirma a Cinemateca na programação.

Maria Barroso estudou artes dramáticas no Conservatório Nacional, na década de 1940, e, enquanto atriz, fez sobretudo teatro, sendo de destacar as interpretações em “A casa de Bernarda Alba”, de Federico García Lorca, e “Benilde ou virgem mãe”, de José Régio.

A actriz voltaria a esta peça de Régio, trinta anos depois, no filme de Manoel de Oliveira, mas noutro papel.

A Cinemateca, aliás, recorda que Maria Barroso fez com Manoel de Oliveira mais dois filmes: “Lisboa cultural” (1983) e “Le soulier de satin” (1984), mas estes ficam de fora da homenagem de Setembro.

Maria Barroso morreu a 07 de julho passado, aos 90 anos. Destacou-se como actriz, declamadora e activista política e, ao longo de 66 anos, acompanhou a vida do histórico líder socialista e antigo presidente da República, Mário Soares.

Foi uma das fundadoras do PS, na Alemanha, em 1973, e, depois do 25 de Abril de 1974, foi por várias vezes eleita deputada à Assembleia da República.

Presidiu à Cruz Vermelha Portuguesa, até 2003, e foi fundadora e presidente da organização não governamental Pro Dignitate – Fundação de Direitos Humanos.

Nascida na Fuzeta, Olhão, Maria de Jesus Barroso Soares licenciou-se ainda em História e Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Programação

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