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Brasil – Rio tem de volta igreja que integra patrimônio histórico da cidade


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Por Cristina Indio do Brasil Edição:Aécio Amado

Creative Commons – CC BY 3.0 – Igreja de São Francisco da Prainha Tomaz Silva / Agência Brasil

Os moradores de uma das áreas históricas do Rio de Janeiro, o Morro da Conceição, no bairro da Saúde, zona portuária, têm de volta uma das mais antigas igrejas da cidade, a de São Francisco da Prainha, no Adro de São Francisco. A partir de hoje (7), capela ficará aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 13h às 16h.

Com uma missa celebrada pelo cardeal arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, a igreja, tombada em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi entregue à população após dois anos de obras de recuperação. Por causa de problemas de conservação, ela foi fechada, em 2004, pela Defesa Civil.

O trabalho de reforma e restauração custou R$ 3,9 milhões com recursos do Programa Porto Maravilha Cultural, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) da prefeitura do Rio. A empresa Biapó, contratada em 2013 por meio de licitação, foi a responsável pelo restauro.

A Igreja de São Francisco da Prainha foi construída em 1696 pelo Padre Francisco da Motta. Em 1704 foi doada, em testamento, à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência. De acordo com a Arquidiocese do Rio, durante a invasão francesa, as tropas de Jean-François Duclerc ficaram encurraladas pelas tropas portuguesas entre a capela e o trapiche, armazém próximo ao cais para depósito de mercadorias. Na tentativa de render o inimigo, o governador Castro Morais ordenou o incêndio dos dois edifícios. Após ficar em ruínas por anos, a Ordem resolveu reedificar o trapiche que, na época, era o mais importante da cidade. A nova capela só foi reconstruída em 1740.

Durante a celebração, o cardeal arcebispo do Rio informou que no lugar do trapiche vai funcionar a sede nacional da Ordem Franciscana Secular, de onde sairão as orientações para todos franciscanos do país. Dom Orani lembrou que a restauração da Igreja de São Francisco recupera também parte da história do Brasil, uma vez que foi na região que chegaram, no Cais do Valongo, os navios com pessoas escravizadas, além de ser o local onde a cidade do Rio foi criada. “Esperamos que a recuperação da memória nos ajude a recuperar também os valores que levam as pessoas a terem o mesmo espírito de Jesus Cristo de fazer o bem”.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes destacou que a recuperação do patrimônio histórico da região já identificou o Cais do Valongo e os Jardins Suspensos do Valongo. Para ele, a identidade carioca se forjou nessa área. “Aqui perto teve a história da maior diáspora negra. Aqui chegando e moldando a forma do Brasil ser, a forma desta cidade ser, em um momento da nossa história que nos envergonha, mas não pode ser esquecido”.

Dom Orani, que sofreu um assalto na noite de domingo (5), disse estar restabelecido de um momento de susto que o faz se responsabilizar ainda mais pela cidade e pelas pessoas. “Aquilo que muitos passam no Rio de Janeiro, o arcebispo também passa, mas deseja que ninguém passe mais e que todo mundo tenha vida saúde, emprego e tenha paz. O meu desejo é trabalhar neste sentido”.

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