P.A.M. – Património, Artes e Museus

Início » patrimonio » Repúblicas entregam petição para serem Património de Interesse Municipal de Coimbra

Repúblicas entregam petição para serem Património de Interesse Municipal de Coimbra


Via
A Associação de Repúblicas de Coimbra entregou hoje uma petição na Assembleia Municipal para que estas casas de estudantes sejam classificadas Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal.

A petição, com “quase mil assinaturas”, foi entregue por volta das 17:30 no gabinete do presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, Luís Marinho, disse à agência Lusa o presidente da Associação de Repúblicas de Coimbra, Gonçalo Quitério.

As assinaturas foram recolhidas ao longo de um mês pelas sete repúblicas que compõem a associação, informou o responsável, sublinhando que “não faz sentido” as repúblicas estarem incluídas na classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Rua da Sofia como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde 2013, e não terem o mesmo reconhecimento pelo município.

Segundo o estudante da República da Praça, que fecha portas no início de agosto após uma ação de despejo decretada pelo Tribunal de Coimbra, este é um “primeiro passo”, mas o objetivo da associação é reunir-se com “todos os partidos candidatos às legislativas”, no sentido de criar no futuro uma salvaguarda no Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU) que proteja as repúblicas.

Na petição, a associação afirma que o NRAU “veio ameaçar fortemente a integridade e a continuidade das repúblicas de Coimbra, que torna mais rápidos os despejos e facilita a renegociação dos contratos antigos”.

Devido a este novo regime, “a maioria das 25 repúblicas pode fechar”, com exceção de sete que pertencem aos próprios repúblicos, à Universidade de Coimbra ou à Câmara, frisou Gonçalo Quitério.

A República 5 de Outubro fechou em 2013, a República da Praça viu o Tribunal da Relação confirmar o despejo, quatro casas estão à venda e as restantes, ao estarem num regime de transição que termina passados cinco anos após a celebração de um novo contrato (e em que a renda tem um valor máximo de um quinze avos do valor patrimonial do imóvel), podem estar em risco de acabar.

O presidente da Assembleia Municipal, Luís Marinho, explicou que a petição pode ser discutida na próxima assembleia municipal ordinária, que deverá realizar-se em setembro, e admitiu que pode ser votado um projeto de deliberação que recomende à Câmara de Coimbra o início do processo de classificação.

JYGA // ROC

Lusa/Fim

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: