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Nasceu em Arroios o primeiro arquivo nacional de memórias autobiográficas


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As histórias dos indivíduos acabam, na maior parte das vezes, por se entrelaçarem com os pequenos e os grandes acontecimentos da História de um país e com eles estabelecer uma relação única. Diários, cartas, fotografias e filmes caseiros ou simples evocações feitas pelas pessoas são uma parte importante na construção da memória de cada um. Mas esses documentos servem também para ajudar a construir a narrativa de uma comunidade. Lisboa não é diferente e, por isso, se adivinha muito relevante conhecer o que quiseram deixar registado aqueles que a habitam ou habitaram. Essa é a ambição do Arquivo dos Diários, que agora começa a trabalhar.

A associação sem fins lucrativos – que desde Abril funciona nas instalações da Biblioteca de São Lázaro, em Arroios, por acordo estabelecido com a junta de freguesia – tem a missão de colectar e preservar o maior número possível de documentos que ajudem a “dar nova vida às memórias de pessoas que viveram enquanto jovens momentos cruciais da história europeia” – uma ambição preconizado pelo projecto europeu Through the Memories, no qual se integra. “Queremos dar voz às pessoas anónimas e fazer sobressair as suas pequenas histórias, muitas vezes ligadas a momentos-chave da história do país. A ideia é catalogar por temas tudo o que for recebido e, no futuro, disponibilizar esse acervo num meio digital”, explica ao Corvo Clara Barbacini, 37 anos, italiana a viver na capital portuguesa há década e meia.

A partir de agora, e até 1 de Março de 2016, o Arquivo dos Diários está aberto a receber os contributos não apenas dos lisboetas, mas de gente de todo o país – porque a abrangência do projecto é nacional. E, na sequência desse processo, proceder-se-á à leitura e análise dos documentos recebidos, através de um júri popular – formado por indivíduos que a tal se poderão candidatar. Ou seja, serão pessoas anónimas a garantir a análise inicial do que for chegando. Esta fase coincide com o lançamento do concurso “Conta-nos e conta connosco”, através do qual “os participantes apresentam memórias diversas e terá como vencedor o melhor conjunto de memórias, cujo prémio é a publicação do seu trabalho em formato livro”. O vencedor, escolhido por um júri especializado a partir de um grupo restrito de memórias apurado pelo júri popular, será conhecido em Outubro de 2016.

Mas se esse concurso visa um objectivo imediato, o acervo que for sendo recolhido pelo Arquivo dos Diários tem como objectivo a preservação, estudo e disponibilização dos fragmentos biográficos nele contido. Um manancial de informação que estará ao alcance de todos: historiadores, investigadores ou apenas leigos. “Vai estar tudo catalogado, digitalizado e disponível para consulta por palavras-chave”, explica Clara Barbacini, que decidiu abraçar este projecto ambicioso partindo de uma ideia nascida há três décadas em Itália, na localidade toscana de Pieve Santo Stefano. “Reparei que não havia nada deste género em Portugal, exceptuando um arquivo sobre o Vale do Côa. Por isso, falei com amigos e outras pessoas que podiam estar interessadas em criar algo do género aqui”, diz Clara.

Mais informações:

www.arquivodosdiarios.pt

geral@arquivodosdiarios.pt

www.facebook.com/arquivodiarios

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