P.A.M. – Património, Artes e Museus

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Chuva de candidaturas a património imaterial da humanidade no Alentejo

Via / CARLOS DIAS

Os tapetes de Arraiolos fazem parte de uma das candidaturas DR

Depois da inscrição do cante alentejano na lista representativa do património cultural imaterial da humanidade, assiste-se à profusão de candidaturas com o mesmo objectivo.

A cultura popular destaca-se nas propostas apresentadas por municípios alentejanos e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo à UNESCO para que sejam incluídas na lista do património imaterial da humanidade. A sucessão de candidaturas é explicada por estas entidades como uma maneira de evitar a extinção de algumas das mais representativas formas de expressão colectiva.

“Defender o património típico das falsificações que inundam o mercado” foi a motivação apresentada pela presidente da Câmara de Arraiolos, Sílvia Pinto, para salvar uma das maiores referências da arte popular alentejana: o tapete de Arraiolos, que até os chineses já fabricam.

A autarca diz que tem feito de tudo para “tirar da gaveta a lei da certificação” que foi aprovada por unanimidade na Assembleia da República, mas quetem andado de gaveta em gaveta pelos ministérios a aguardar regulamentação”.

“Não queremos ficar parados à espera de uma decisão que nunca chega e, com a candidatura, [que só em 2017 é que deverá ser formalmente apresentada junto do comité internacional da UNESCO] procuramos valorizar o nosso património de outra forma”, esclarece a autarca.

Os argumentos da presidente da Câmara de Arraiolos, são partilhadas por outros autarcas alentejanos e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo: querem salvaguardar as referências de maior significado da cultura popular alentejana.

O rol de propostas já anunciadas de candidaturas a Património Imaterial da Humanidade é extenso. A Câmara do Alandroal lidera um grupo de sete municípios (Redondo, Vila Viçosa, Borba, Elvas e Campo Maior) para candidatar as Saias Alentejanas. Não é uma peça de roupa mas uma dança cantada tradicional da zona raiana. A presidente da Câmara do Alandroal, Mariana Chilra espera poder apresentar a candidatura ainda em 2015.

A décima (estrofe com dez versos), o teatro tradicional (que pretende incluir os Bonecos de Santo Aleixo) e o verso improvisado, poderão vir a ser incluídas numa candidatura a apresentar pela Junta de Freguesia de Orada, no concelho de Borba, Associação de Desenvolvimento Montes Claros e Centro de Estudos para o Desenvolvimento, que contam com o apoio da ERTAR. A candidatura intitula-se “Cantos de Improviso, Diálogos de Paz entre Culturas”.

Mais avançada está a proposta da Arte Chocalheira à lista do Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente, uma arte iniciada na região há mais de dois mil anos e que se encontra “em risco de desaparecer”. A candidatura foi aceite em Fevereiro passado.

O antropólogo Paulo Lima, que foi coordenador da candidatura do cante alentejano a património da humanidade, diz que “só existem 13 mestres chocalheiros em Portugal”, pormenor que realça a importância de apresentar uma “candidatura do país”, frisando que também há chocalheiros em Bragança, Tomar, Cartaxo, Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Angra do Heroísmo. O projecto é liderado pela Turismo do Alentejo, em parceria com a Câmara de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas

Em Maio foi a vez da Câmara de Beja avançar com a “actividade associada aos fornos de cal artesanal” ao assinar com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil um protocolo de cooperação técnico-científica sobre a sua classificação como Património Imaterial da Humanidade. O objectivo último é manter presente nas práticas artesanais o uso da cal na pintura de habitações.

Já fora do campo da cultura imaterial, mais recentemente, em Julho os municípios da área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina apresentaram a candidatura da “Costa Sudoeste” a Património Natural da Humanidade, mitigando, desta forma, “riscos de perda de valores naturais e patrimoniais centrais para a região, para o país e para a humanidade”. O processo vai ser liderado pela Câmara Municipal de Odemira.

The Medieval Origins of the Modern Footnote

Featured Image -- 5328

Alençon, Bibliothèque municipale, MS 12, fol. 21v (10th century)

medievalbooks

Last week I posted a blog on note-taking in medieval times. It showed how individuals who wanted to jot down a note dealt with the absence of notepads and scrap paper. As in our modern day, the urge to write down a note in medieval times often came while reading a book. And so the margins of the page grew into a prime location where the reader could vent his objections or – albeit more rarely – express his or her approval.

The present post deals with the logistics behind this “window dressing”: it shows how a reader with many important things to say kept track of his marginal comments. Particularly, it deals with a serious problem that came with adding notes to the page: how to connect a particular comment, placed among a dozen others, to the specific text passage it refers to. The clever system that was created for this purpose lives on as our modern…

View original post mais 968 palavras

Esqueletos de Jamestown identificados como membros proeminentes da colónia


Dentro da igreja de 1608 onde Pocahontas e John Rolfe casaram, foram descobertos durante uma escavação arqueológica de 2013, na histórica colónia de Jamestown na Virgínia os restos mortais de quatro dos primeiros colonos. Agora, esses ossos foram identificados como sendo de alguns dos líderes daquela primeira bem-sucedida tentativa britânica para forjar uma nova vida no novo mundo através do Atlântico.

O antropólogo forense Douglas Owsley, chefe de divisão do departamento de antropologia física no Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, e sua equipe trabalharam com arqueólogos da Jamestown Rediscovery Foundation da Historic Jamestowne para saber ao certo quem os quatro homens eram.

Construída originalmente em barro e madeira, há muito que a estrutura original da igreja havia desaparecido. Os arqueólogos revisitaram os vestígios originais da igreja, há cinco anos.

Apenas cerca de 30 por cento de cada esqueleto foi recuperado, e os ossos estavam mal conservados, portanto descobrir quem os homens foram colocou um desafio que exigiu vários caminhos de investigação.

A primeira pista para sua identidade surgiu a partir do local de enterro na capela-mor, um espaço na frente da igreja ao redor do altar reservado para o clero. Somente membros proeminentes da comunidade teriam sido lá enterrados, por isso tornou-se claro que os homens tiveram um lugar de destaque entre os colonos.

Em seguida a equipe de pesquisa, apresentou uma pequena lista de homens proeminentes que morreram entre 1608 e 1617 e reduziu a lista de potenciais candidatos usando os poucos registos históricos que sobreviveram. Os esqueletos foram testados para determinar o sexo e idades aproximadas no momento da morte, peneirando através de genealogias detalhadas, analisou a dieta por meio de testes químicos e utilizou a digitalização por micro tomografia computorizada de alta resolução para revelar factos sobre os artefactos que foram enterrados com os homens.

Por fim, a equipe identificou os homens como:

  • Rev. Robert Hunt, o capelão de Jamestown e pastor anglicano da colónia, que morreu aos 39 anos em 1608
  • Capt. Gabriel Archer, que morreu aos 34 anos em 1609 ou 1610 durante o “tempo da fome”
  • Sir Ferdinando Wainman, que veio para Jamestown com o seu primo direito, o governador da Virgínia, e morreu com cerca de 34 anos em 1610
  • Capt. William West, que morreu em 1610 durante um confronto com os Powhatan aos 24 anos

Os homens viveram e morreram num ponto de viragem na história do colonato, quando ele estava à beira da falência devido à fome, doenças e conflitos. “Os esqueletos desses homens ajudaram a preencher a história das suas vidas e contribuir para o conhecimento existente sobre os primeiros anos em Jamestown”, diz Owsley.

Esta descoberta vem num momento crítico da história actual de Jamestown, já que a preservação desses materiais é ameaçada por mudanças em curso no solo e nos níveis de água no local. Jamestown é susceptível à elevação do nível das águas do mar,que alguns cientistas prevêem poder submergir a ilha até o final do século.

A carreira de Owsley foi marcada por muitas histórias que as descobertas antropológicas deram a conhecer ao mundo, incluindo o exame de Kennewick Man, um dos esqueletos mais antigos encontrados na América, e evidências de canibalismo em Jamestown. Instado a descrever a melhor parte de seu trabalho, ele diz: “Quando tudo fica claro – os momentos espectaculares quando se entende o que se está a passar.”

A equipe de Owsley, incluindo o antropólogo físico Kari Bruwelheide, a especialista em gestão de dados Kathryn Barca e o gestor do laboratório de microscopia de varredura electrónica Scott Whittaker, continuarão a documentar e a realizar pesquisas históricas, arqueológicas e genéticas sobre os esqueletos para entender melhor como era a vida no início do século 17 na área de Chesapeake.

O Departamento de digitalização 3D da Smithsonian digitalizou a escavação e arquivou os dados para que as pessoas em qualquer lugar os possam baixar e interagir com os locais de sepultura. Através dos seus ossos, as histórias destes homens continuam.

Colecção de modelos 3D da Smithsonian

Traduzido do original por P.A.M. – Património,Artes e Museus

Rede de turismo militar dá “os primeiros passos”

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Rede de turismo militar dá

FOTO PEDRO ROCHA / GLOBAL IMAGENSBerta Cabral, secretária de Estado adjunta e da Defesa Nacional

O Governo vai lançar uma rede de turismo militar, que abrange infraestruturas em todo o país e nos países de língua portuguesa, para divulgar a história, a cultura e o património português.

“A defesa tem uma componente histórica e cultural enorme e um património valiosíssimo”, que devem ser colocados “ao serviço das pessoas”, afirmou a secretária de Estado adjunta e da Defesa, Berta Cabral.

A governante falava aos jornalistas no final da assinatura de protocolos com a Direção Regional de Cultura do Alentejo e Universidade de Évora, que decorreu na cidade, numa cerimónia que contou também com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

A titular da pasta da Defesa explicou que os protocolos visam estabelecer parcerias para “por de pé” a rede de turismo militar, considerando que o projeto deve ser concebido “de forma estruturada e com o máximo de cientificidade possível”.

“As academias são muito importantes ao nível da investigação e da formação dos seus alunos”, ao passo que as direções regionais de cultura são “atores eficazes na divulgação” do património e da história do país, referiu a secretária de Estado.

Segundo a responsável, a rede de turismo militar vai incluir “rotas e roteiros” que abrangem edifícios militares, como quartéis, fortes ou palácios, e que “possibilitam divulgar a história e património, as batalhas e os heróis nacionais”.

Berta Cabral realçou que a rede está a “dar os primeiros passos”, mas assinalou que se trata de “um projeto extraordinariamente importante”, quer para “a história e cultura” de Portugal, mas também “do ponto de vista económico”, porque “cria emprega e riqueza”.

“É uma rede que se estende a todo o país e queremos estendê-la aos países de língua portuguesa, porque há também muita cultura e património e história portuguesa”, adiantou.

A responsável indicou que está ser constituída uma associação, com diversos parceiros privados, para ficar responsável pelos “instrumentos de divulgação e ação” e pela “captação de fundos estruturais”.

A secretária de Estado salientou que protocolos idênticos já foram assinados a Universidade Portucalense e com o Instituto Politécnico de Tomar.

Jamestown skeletons identified as colony leaders

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By Marilyn Scallan Epstein

A team of scientists used multiple lines of evidence, including archaeology, skeletal analyses, chemical testing, 3-D technology and genealogical research, to single out the names of the four men who died at Jamestown from 1608 through 1617. (Photo by Donald E. Hurlbert)

Within the 1608 church where Pocahontas and John Rolfe married, the skeletal remains of four early settlers were uncovered during a 2013 archaeological dig at Virginia’s historic Jamestown colony. Now, those bones have been identified as some of the leaders of that first successful British attempt to forge a new life in the new world across the Atlantic.

Forensic anthropologist Douglas Owsley, the division head of physical anthropology at the Smithsonian’s National Museum of Natural History, and his team worked with archaeologists from the Jamestown Rediscovery Foundation at Historic Jamestowne to piece together just who the four men were.

Built first of mud and wood, the original church structure had long since vanished. Archaeologists rediscovered the church’s original footprint five years ago.

Smithsonian forensic anthropologists Doug Owsley and Kari Bruwelheide and colleague Ashley McKeown examine the grave of Rev. Robert Hunt. (Photo by Donald Hurlbert)

Smithsonian forensic anthropologists Doug Owsley and Kari Bruwelheide and colleague Ashley McKeown examine the grave of Rev. Robert Hunt. (Photo by Donald Hurlbert)

Only about 30 percent of each skeleton was recovered, and the bones were poorly preserved, so finding out who the men were presented a challenge that required multiple paths of investigation.

The first clue to their identities came from the burial location in the chancel, a space at the front of the church around the altar reserved for the clergy. Only leading members of the community would have been buried there, so it was clear the men had a place of prominence among the colonists.

The research team then came up with a small list of prominent men who died between 1608 and 1617 and narrowed the list of potential candidates using the few surviving historical records. They tested the skeletons to determine their sex and approximate ages at death, sifted through detailed genealogies, examined diet through chemical testing and used high-resolution micro-CT scanning to reveal facts about the artifacts that were buried with the men.

The skeletal remains of the Rev. Robert Hunt, the first Anglican minister at Jamestown who served the colony until his death in 1608 around the age of 39. Hunt was buried without a coffin. (Photo by Donald E. Hurlbert)

The skeletal remains of the Rev. Robert Hunt, the first Anglican minister at Jamestown who served the colony until his death in 1608 around the age of 39. Hunt was buried without a coffin. (Photo by Donald E. Hurlbert)

Eventually, the team identified the men as:

  • Rev. Robert Hunt, the chaplain at Jamestown and the colony’s Anglican minister, who died at age 39 in 1608
  • Capt. Gabriel Archer, who died at age 34 in 1609 or 1610 during the “starving time”
  • Sir Ferdinando Wainman, who came to Jamestown with his first cousin, the governor of Virginia, and died at about age 34 in 1610
  • Capt. William West, who died in 1610 during a skirmish with the Powhatan at age 24
Capt. Gabriel Archer died in late 1609 or early 1610 at the age of 34 during the “starving time” at Jamestown, and was found buried with a captain’s leading staff and an enigmatic silver box. (Photo by Donald E. Hurlbert)

Capt. Gabriel Archer died in late 1609 or early 1610 at the age of 34 during the “starving time” at Jamestown, and was found buried with a captain’s leading staff and an enigmatic silver box. (Photo by Donald E. Hurlbert)

The men lived and died at a turning point in the history of the settlement—when it was on the brink of failure due to famine, disease and conflict. “The skeletons of these men help fill in the stories of their lives and contribute to existing knowledge about the early years at Jamestown,” Owsley says.

Capt. William West was killed in 1610 around the age of 24 during a skirmish with the Powhatan. He was found buried with the remnants of a military leader’s sash adorned with silver bullion fringe and spangles. (Photo by Donald E. Hurlbert)

Capt. William West was killed in 1610 around the age of 24 during a skirmish with the Powhatan. He was found buried with the remnants of a military leader’s sash adorned with silver bullion fringe and spangles. (Photo by Donald E. Hurlbert)

This discovery also comes at a critical time in Jamestown’s present history, as preservation of these materials is threatened by ongoing changes in the soil and water levels at the site. Jamestown is susceptible to sea-level rise, which some scientists predict could submerge the island by the end of the century.

A well-preserved silver box (shown before and after conservation) believed to be a Catholic reliquary resting on top of Capt. Gabriel Archer’s coffin was an unexpected find at the site of the 1608 Anglican church, suggesting that at least one of the colonists retained his Catholic faith, perhaps in secret. (Photo by Donald Hurlbert)

A well-preserved silver box (shown before and after conservation) believed to be a Catholic reliquary resting on top of Capt. Gabriel Archer’s coffin was an unexpected find at the site of the 1608 Anglican church, suggesting that at least one of the colonists retained his Catholic faith, perhaps in secret. (Photo by Donald E. Hurlbert)

Owsley’s career has been marked by many stories that anthropological discovery has brought to the world, including the examination of Kennewick Man, one of the oldest skeletons found in America, and evidence of cannibalism in Jamestown. Asked to describe the best part of his job, he says, “When it all becomes clear—the spectacular moments where you understand what’s going on.”

This scan of William West’s captain’s sash reveals it is likely made of silk and is adorned with silver bullion fringe and spangles. (Image courtesy Mark L. Riccio, Cornell BRC CT Imaging Facility)

This scan of William West’s captain’s sash reveals it is likely made of silk and is adorned with silver bullion fringe and spangles. (Image courtesy Mark L. Riccio, Cornell BRC CT Imaging Facility)

Owsley’s team, including physical anthropologist Kari Bruwelheide, Data Management Specialist Kathryn Barca and Scanning Electron Microscope Laboratory Manager Scott Whittaker, will continue to further document and conduct historical, archaeological and genetic research on the skeletons to better understand what life was like in the early 17th-century Chesapeake area.

The Smithsonian’s 3D Digitization Program Office scanned the excavation and archived the data so people anywhere can download and interact with the burial sites. Through their bones, these men’s stories live on.

The research team studied the unusual pattern of coffin nails from the graves and determined that Wainman and West were buried in uniquely styled anthropomorphic, or human-shaped, wooden coffins while Archer was buried in a hexagonal coffin. (Courtesy of Jamestown Rediscovery/Preservation Virginia)

The research team studied the unusual pattern of coffin nails from the graves and determined that Wainman and West were buried in uniquely styled anthropomorphic, or human-shaped, wooden coffins while Archer was buried in a hexagonal coffin. (Courtesy of Jamestown Rediscovery/Preservation Virginia)

Smithsonian 3d collection

NYT

Medalha de Mérito Cultural vai para duas fundações

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A Medalha de Mérito Cultural foi atribuída, esta segunda-feira, pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC), à Fundação EDP e à Fundação Millennium BCP “pelo trabalho que têm desenvolvido em prol da Cultura em Portugal”.

A Fundação EDP “foi criada em 2004 e desde aí tem exercido um forte papel na dinamização, divulgação e produção artística e cultural em Portugal”, justifica a SEC no comunicado, sobre a distinção.

Além da gestão do Museu da Electricidade antiga Central Tejo, em Belém, “contribuindo para a conservação e valorização do espólio e do espaço”, a Fundação EDP está também a desenvolver o projecto de construção de um Centro de Artes e Tecnologia, “um novo espaço de cultura que irá reforçar a internacionalização da cultura portuguesa e potenciar a criação de novos públicos”.

No âmbito do mecenato cultural, a SEC aponta ainda que a Fundação EDP “tem mantido uma colaboração profícua junto de vários parceiros, entre os quais a Companhia Nacional de Bailado, a Fundação de Serralves e a Fundação Casa da Música”.

Ao longo dos anos “tem incentivado a criação artística, através da produção de exposições, da atribuição de prémios no campo das artes visuais (Grande Prémio EDP e Prémio EDP Novos Artistas) e da disponibilização de bolsas de estudos para as novas gerações”.

Quanto à Fundação Millennium BCP, a SEC salienta que “tem desenvolvido um importante trabalho de apoio a atividades de natureza cultural e educativa, nomeadamente na área das artes e do património histórico-cultural”.

No comunicado, a SEC recorda várias obras de reabilitação patrimonial apoiadas pela Fundação Millennium BCP, como as recentes recuperações da Capela Real do Palácio Nacional da Ajuda (2013) as coberturas da Capela das Albertas do Museu Nacional de Arte Antiga e a Sala D. Manuel do Museu Nacional do Azulejo (2015).

A Fundação Millennium BCP também é mecenas do Teatro Nacional de S. Carlos, do Museu Nacional de Soares dos Reis e do Museu Nacional de Arte Antiga, “contribuindo dessa forma para a dinamização do tecido cultural português”.

Juntamente com várias instituições culturais, a Fundação Millennium BCP tem ainda promovido a criação de vários prémios na área da cultura, entre os quais se inclui o Prémio Ler/Millennium BCP, o Grande Prémio SPA/Millennium BCP, o Prémio Jovens Autores e os Prémios Millennium BCP do Concurso Internacional de Piano Viana da Mota, de acordo com a Lusa.

Gravuras de Vieira da Silva mostradas em Óbidos

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Vieira da Silva e Arpad Szénes

Gravuras da pintora Vieira da Silva vão estar em exposição a partir de sábado, até 26 de Outubro, no Museu Municipal de Óbidos, que anunciou a Fundação Arpad Szénes – Vieira da Silva (FASVS) com o município.

Organizada pela FASVS, no âmbito dos 20 anos da instituição, a exposição conta com 33 das 286 gravuras da colecção de Maria Helena Vieira da Silva, artista plástica do século XX, adianta nota de imprensa.

A selecção de gravuras foi feita a pensar na “representatividade técnica, desde o buril à água-tinta, serigrafia e litografia, bem como pela sua data de produção, dos anos 1960 a 1991, o período de maturidade da artista”, explica a organização.

A diversidade temática e plástica, com representações das mais abstractas às mais figurativas, foi também tida em conta na exposição, revelando assim o percurso gráfico pictórico da artista.

Vieira da Silva iniciou-se nas técnicas da água-forte, do buril e da ponta seca em 1929, quando frequentou o ateliê de Stanley William Hayter, em Paris (França), mas só em 1960 veio a retomá-las, após experiências que inicialmente não a satisfizeram.

A directora da FASVS, Marina Bairrão Ruivo, explicou que “este conjunto de gravuras desvenda as tentativas [de Vieira da Silva] de traduzir a realidade que não corresponde nunca à maneira como nos habituaram a vê-la”, num esforço de, pela gravura, “descrever o mundo e desvendar a sua complexidade, sugerindo o espaço, o correr do tempo, utilizando metáforas e metamorfoses”

A exposição convive no mesmo espaço, em diálogo, com obras de Josefa d’Óbidos, pintora do século XVII, de quem o Museu Nacional de Arte Antiga tem patente, até 6 de Setembro, a retrospectiva “Josefa d’Óbidos e a invenção do Barroco português”.

A mostra insere-se também nas comemorações dos 20 anos da Semana Internacional de Piano de Óbidos (SIPO), que também tem início no sábado e se prolonga até dia 13 de Agosto.

A semana abre com um concerto do Grupo Vocal Olisipo, que vai interpretar obras do compositor alemão Johannes Brahms.

O pianista austríaco Paul Badura-Skoda, um dos mais importantes pianistas contemporâneos, apontado pela crítica internacional como intérprete privilegiado de Schubert, compositor que inclui no seu programa do recital de dia 3 de Agosto, a par de obras de Mozart e Beethoven.

No dia 4 é a vez da portuguesa Manuela Gouveia, promotora do festival, tocar Bach, Carlos Seixas e Debussye, no dia 5, o brasileiro Luiz de Moura Castro, com Bach, Beethoven e Liszt.

A 06 de Agosto, actua o russo Boris Berman, escolhendo Beethoven, Brahms e Chopin, e há ainda um concerto de música sacra dos séculos XVII-XVIII, que conta com Bridget de Moura Castro, ao piano.

A semana prossegue com recitais do japonês Jun Kanno (dia 8), dando a ouvir composições de Haydn, Mozart, Debussy e Messiaen, e do espanhol Josep Colom (dia 9), com obras de Mompou, Falla e Wagner.

O português Artur Pizarro encerra a SIPO a 13 de Agosto, num recital com obras de Schumann, Brahms e Kreisler/Rachmaninoff.

São João da Madeira quer as tuas ilustrações sobre o infinito

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Concurso integra o 8.º Encontro Internacional de Ilustração de São João da Madeira, que acontece entre 19 e 25 de Outubro. Inscrições até 21 de Agosto

“Infinito” é o tema do concurso promovido pelo 8.º Encontro Internacional de Ilustração de São João da Madeira e o desafio é lançado a todos os ilustradores interessados, sem limite de idade.

De acordo com o regulamento, “cada ilustrador deve obrigatoriamente submeter dois trabalhos originais”, sendo que a técnica e os suportes escolhidos são livres. Já as dimensões de 25 cm x 25 cm devem ser respeitadas. O prazo de entrega das ilustrações termina às 17horas de 21 de Agosto e as mesmas podem ser submetidas presencialmente, na sede da Junta de Freguesia de São João da Madeira, ou via correios.

Um júri vai escolher 25 trabalhos finalistas, lista da qual sairão os três vencedores. O primeiro classificado recebe um prémio Viarco, uma mesa gráfica Wacom Intuos Pro S e a presença na edição seguinte do encontro como ilustrador convidado, com direito a exposição individual. Já o segundo classificado terá direito a uma caixa de material Viarco e à participação gratuita em dois workshops do 9.º encontro. Por último, o terceiro prémio vai receber material Viarco.

Os trabalhos dos 25 finalistas escolhidos vão estar expostos durante os dias do encontro e os ilustradores têm asseguradas a estadia e as refeições durante três dias, bem como outras actividades.

O anúncio e a entrega do prémio estão agendados para a sessão de encerramento do evento, a 25 de Outubro. Dúvidas podem ser esclarecidas através do e-mail ilustração@fsjm.pt .

A 8.ª edição do Encontro Internacional de Ilustração de São João da Madeira acontece entre os dias 19 e 25 de Outubro.

Os cartazes premiados de João Machado

Via / Fotogaleria
asa_02Da China chegaram boas notícias para o designer e ilustrador João Machado. No International Poster Festival of Shenzen, o trabalho do português integrou a lista dos 100 melhores do mundo, tendo sido apresentado em exposição. Já na Polónia, João Machado explorou o tema “Who Needs Truth” para a Bienal do Poster (“Truth Will Out”). E porque as distinções da primeira metade de 2015 não se ficam por aqui, a “Graphis” convidou-o a integrar a publicação “Graphis — Social and Political Protest Posters”, com os cartazes “Chernobyl”, “International Year of Forest” e “Dia Nacional da Água”. João Machado já está habituado a prémios. Em 2012 venceu o “Graphis Gold Award” na categoria “Books” com um livro sobre selos e expôs cartazes na Trnava Poster Triennal, na Eslováquia, concebidos para os mercados português e internacional. Já em 2013 voltou a ser distinguido pela “Graphis”, desta vez na categoria “Poster Annual” com um “Platinum Award”. Mais recentemente, em 2014, um selo que Machado desenhou para os CTT foi escolhido como o “Melhor Selo do Mundo” por uma entidade italiana.

Natalie Krim: o erotismo pelo buraco da fechadura

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buraco_fechaduraSempre que lhe perguntam que idade tem, Natalie Krim atira: “Idade suficiente”. Uma tirada, provocatória q.b., que já deixa antever um pouco a personalidade da jovem norte-americana, bem visível em cada uma das suas ilustrações. Por um discreto buraco de fechadura, mostra-nos, furtivamente, as suas meninas-mulher vintage que, sensuais, dominam a sexualidade. Entre ligas e corpetes, entre “collants” e alguma dominação. De passeios em caracóis fálicos (cheirinho a Hentai?) a uma ou outra lágrima. “Sou fascinada por aquilo que uma pessoa escolhe revelar sobre si mesma e pelos diferentes papéis que quer desempenhar ou esconder na sociedade”, explica a ilustradora, em entrevista por e-mail ao P3. E a lingerie ajuda-o: “Pode aumentar, esconder, expor ou moldar o corpo como se quiser”. Mas, ao criar uma “sensação de poder e subordinação”, pode ser uma ferramenta para “explorar identidades femininas e masculinas ao criar uma sensação de poder e subordinação.” Natalie recusa, por isso, a típica justificação do uso de lingerie num universo heteronormativo: o público masculino. “Não é para obter a aprovação do homem, mas, mais importante, para celebrar os nossos próprios corpos, para fazer uma declaração e para ter uma escolha.” Os seus desenhos, sublinha, seguem essa mesma linha: “Sim, são sexuais, mas, tal como a lingerie, não procuram a aprovação dos homens, mas sim promover uma aceitação equilibrada da sexualidade: livre de culpa e de julgamento.” Não é uma “objectificação da mulher”, mas sim uma forma de a “fortalecer”. Em breve, todas estes desenhos podem ganhar movimento e voz — a norte-americana está a trabalhar em algumas ideias de animação. Em Outubro, o seu trabalho integra uma exposição colectiva de artistas de Los Angeles na Manteigaria de Lisboa. A inauguração é a 9 de Outubro. AR

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