P.A.M. – Património, Artes e Museus

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Monthly Archives: Maio 2015

Carina Bento quer dar a volta à Cultura

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Marco Gomes, director regional de Educação e Carina Bento, sub-directora dos Assuntos Culturais. Foto Joana Sousa/Aspress

Reestruturar os museus, o calendário de eventos, apoios com contrapartidas e prioridade à preservação do espólio são medidas para este mandato

O Festival de Música da Madeira deste ano deverá ser o último, pelo menos como o conhecemos. O evento que integra os Festivais Culturais da Madeira não tem mais financiamento assegurado através de apoios comunitários sem uma nova candidatura aprovada, mas a ideia da sub-directora regional é rever o formato destes eventos, assim como a orgânica da Direcção Regional, que passa dos Assuntos Culturais a da Cultura, assim como a gestão dos museus e os apoios a distribuir.

Os museus são centrais no programa de Carina Bento, que vem precisamente desta área. Os que pertencem à Direcção Regional “vão ser alvo de uma restruturação”, revelou, e há novos equipamentos que pertenciam às Sociedades de Desenvolvimento da Madeira, como o Centro das Artes – Casa das Mudas e o Parque Temático, que passam para a sua tutela.

O Museu Photographia Vicentes “é um dos casos mais problemáticos” que a direcção tem actualmente em mãos, reconheceu a sub-directora. Embora tenha neste momento um projecto quase finalizado a nível de reabilitação, as obras não deverão avançar, preferindo apostar na preservação do espólio, actualmente dividido em três sítios distintos e “em condições complicadas”.

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Porto tem “o melhor vereador da Cultura do país”

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Paulo Cunha e Silva nunca se cansa, mas cansa andar com ele, não porque seja cansativo, mas porque nunca abranda.

Pouco mais de um ano em funções como vereador da Cultura da Câmara do Porto foi quanto bastou para que o município fosse distinguido com o prémio de melhor programação autárquica do país pela Sociedade Portuguesa de Autores.

O galardão é entregue esta segunda-feira à noite na gala da cooperativa de autores, em Lisboa, e celebra em tempo mais ou menos recorde a confirmação da aposta cultural feita pelo autarca independente Rui Moreira.

A distinção demonstra que “a cultura pode não ser a cereja em cima do bolo, mas o bolo que sustenta a cereja”, qualifica Cunha e Silva ao JN. Ou seja, “o reconhecimento de que a estratégia de Rui Moreira, que me coube implementar, estava certa ao entender a cultura como eixo central da ação política na articulação com a coesão social e o desenvolvimento económico, para o que concorreu, naturalmente, o apoio incondicional de todo o Executivo e a vontade de participação da cidade”.

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Companhia de dança “Vortice”, Rafael Carriço, pede averiguação.

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O Director da Companhia de Dança Vortice, com sede em Fátima, protagonizou um momento pouco habitual na reunião desta quinta-feira do Executivo Vimaranense.

O coreógrafo assistiu à sessão e, no final do período dedicado ao público, Rafael Carriço afirmou não compreender como «a sua companhia não consegue entrar na programação do Centro Cultural de Vila Flor», indicando que o seu trabalho tem sido reconhecido internacionalmente, por entidades como a UNESCO… Tendo sido também a companhia escolhida pelo Santuário de Fátima para conceber um espectáculo no âmbito do centenário dos acontecimentos da Cova da Iria.

Rafael Carriço pediu ao Presidente da Câmara para «averiguar a situação junto da Cooperativa A Oficina», afirmando que «todos os anos são sempre convidados os mesmos artistas» para a programação do Centro Cultural e que não lhe respondem por escrito às apresentações que faz.

Reagindo à intervenção, o Vereador da Cultura contestou a versão apresentada pelo coreógrafo. José Bastos foi peremptório a afirmar: que Ricardo Carriço «não recebe a resposta que quer ouvir», argumentado que o artista tem o direito de dançar em Guimarães como qualquer companhia, mediante o cumprimento das condições exigidas para a utilização daquele espaço cultural.

O Presidente da Câmara pediu ao coreografo para dirigir-lhe uma apresentação por escrito. Mas, a discussão entre o coreógrafo e o Vereador da Cultura continuou, mesmo com a reunião já concluída.

Biblioteca Digitile: Azulejaria e Cerâmica on line

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O trabalho inédito de João dos Santos Simões (1907-1972), o maior especialista em azulejaria portuguesa do século XX, vai ficar disponível `online`, a partir de 27 de maio, no âmbito do projeto de investigação Biblioteca DigiTile.
O projeto resulta de uma iniciativa conjunta do Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, e as conclusões serão apresentadas num encontro nesse dia, em Lisboa.

Contactado pela agência Lusa, Paulo Leitão, da Biblioteca de Arte da Gulbenkian e um dos responsáveis pelo projeto, disse que o grande objetivo da iniciativa “é a divulgação deste património documental e informativo único” sobre azulejaria e cerâmica.

João Miguel dos Santos Simões, historiador de arte, foi o promotor da autonomização do estudo da azulejaria em relação ao da cerâmica e da afirmação do azulejo como marca identitária da cultura portuguesa.

No final da década de 1950 e até ao princípio da 1970, a Gulbenkian apoiou um projeto deste especialista para criar o inventário da azulejaria nacional e, desse trabalho, segundo Paulo Leitão, resultaram publicações “que continuam a ser hoje obras de referência no estudo desta área”.

“Ficou alguma documentação de Santos Simões, que o investigador queria publicar, mas permaneceu inédita na Gulbenkian, até hoje”, acrescentou.

Como era documentação conhecida entre especialistas da área, um grupo de investigadores do Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa apresentou em 2011 uma proposta à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para criar uma biblioteca `online` com a documentação e o estudo da mesma.

“Definiram-se dois objetivos fundamentais: a produção de conhecimento historiográfico na área da História da Arte sobre essa documentação de João Santos Simões, e a criação de uma Biblioteca Digital de Azulejaria e Cerâmica”, indicou Paulo Leitão.

Nesta biblioteca `online` estará disponível ao público, todo o conteúdo digitalizado: 3.000 fotografias e outras tantas fichas documentais sobre azulejaria, 800 desenhos do pintor e desenhador Emílio Guerra de Oliveira, sobre os vários tipos de azulejos em Portugal, os textos inéditos de João Santos Simões e ainda os textos dos investigadores do Instituto de História da Arte produzidos no âmbito do projeto.

Os resultados e conclusões vão ser apresentados num encontro de investigadores e especialistas que decorrerá ao longo do dia 27 de maio, quarta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Obras-primas do naturalismo português para ver em Cascais.

Apresentam-se alguns dos núcleos e obras mais importantes da vasta coleção de pintura naturalista da Fundação Millennium BCP. Vale a pena olhá-los para confirmar quanto, ao longo de paisagens e narrativas do quotidiano, o que mais apaixona os pintores é captar um momento, através do agenciamento das cores e das formas iluminadas. Entre as cerca de 30 obras presentes contam-se obras dos maiores pintores do período naturalista português, entre outros, Miguel Ângelo Lupi, Silva Porto, João Vaz, Sousa Pinto, António Ramalho, Columbano Bordalo Pinheiro, Aurélia de Sousa, Henrique Pousão, Alves Cardoso e Carlos Reis.

Museu Condes de Castro Guimarães
Horário: 3ª a 6ª: 10h00 – 17h00 | sábado e domingo: 10h00 – 13h00 e 14h00 – 17h00 | último ingresso às 16h45
Organização: CMC | Fundação Millennium BCP
Informações: 2ª a 6ª: 10h00 – 17h00 | a.isabel.freire@cm-cascais.pt

Lista completa dos prémios APOM 2015

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Prémio Museu Português – Centro de Ciência e Café (Campo Maior)
Menção Honrosa – Museu do Vinho de São João da Pesqueira

 Prémio Exposição – Museu Calouste Gulbenkian: “Tesouros da Casa Real Espanhola”.
Menção Honrosa – “Símbolos e Documentos de Abril”, Museu Municipal de Loulé e Comissão Concelhia dos 40 anos do 25 de Abril.
Menção Honrosa – Museu das Comunicações “Espaços de Futuro”.

 Prémio Investigação – “A Reinvenção do Real”.
Curadoria e arte contemporânea no Museu do Neorrealismo, David Santos.
Menção Honrosa – O Arquivo: Memória e Promessa, catálogo de exposição Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Menção Honrosa – Fundação Cupertino de Miranda (Vila Nova de Famalicão).
Menção Honrosa – Coruche – O Céu, a Terra e os Homens – Câmara Municipal de Coruche.

 Prémio Personalidade na Área da Museologia.
Homenagem aos fundadores da APOM e outras figuras relevantes do sector
Teresa Gomes Ferreira, em representação do colectivo.

 Prémio Parceria – Metro – Transportes de Lisboa e Câmara Municipal de Lisboa – Painel Luis Dourdil.
Menção Honrosa – Direcção Regional de Cultura do Algarve com o Programa Descobrir – Formação de Educadores — Fundação Calouste Gulbenkian.

 Prémio Informação Turística – Guias do Algarve Medieval – Museus de Loulé, Alcoutim e Núcleo Museológico de Castro Marim (Produção da Nerve Design).
Menção Honrosa — Câmara Municipal de Famalicão: Nova sinalética ajuda a descobrir museus do concelho.

 Prémio Projeto Internacional – Fundação Serralves.
Menção Honrosa – Casa dos Patudos — Museu de Alpiarça, no âmbito do projecto Animals in arts and nature do programa Comenius.

 Prémio Incorporação – Direção-Geral do Património Cultural compra pintura de Vieira Portuense para o Museu Nacional de Arte Antiga e Museu do Design e da Moda recebe doação de 353 peças de Eduardo Afonso Dias.

 Prémio Aplicação de Gestão Multimédia – Museu do Benfica — Cosme Damião.
Menção Honrosa – Museu do Dinheiro – Banco de Portugal.

 Prémio comunicação em Linha (‘online’) – Museu de Lamego.

 Prémio Sítio (site) – Museu de Angra do Heroísmo.

 Prémio Trabalho Jornalístico/Mídia – Visita Guiada, RTP2.
Menção Honrosa – Casa das Artes, RTP — Madeira.
Menção Honrosa – In&Out – RTP Informação e RTP2.

 Prémio Inovação e Criatividade – Museu do Futebol Clube do Porto e Museu de Portimão.

 Prémio Estudo sobre Museologia – Clara Fayão Camacho – tese doutoramento “Credenciação, Sistemas e Redes Nacionais de Museus”.
Menção Honrosa – Ana Luísa de Maia Fontes – tese académica “Entre — Naves: Projecto Museográfico para as Antigas Oficinas do Vapor do Entroncamento — Museu Nacional Ferroviário”.

 Prémio Trabalho na Área da Museologia – Museu Marítimo de Ílhavo: Revista Argos e Revista Midas.

 Prémio Instituição – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) e Empresa Pública de Águas Livres (EPAL).

 Prémio Coleccionador – Álvaro Sequeira Pinto.

 Prémio Mecenato – SONAE e PORTUCEL – SOPORCEL – Museu do Papel.

 Prémio Trabalho de Museografia – Centro Internacional das Artes José Guimarães.
Menção Honrosa – Centro Interpretativo Panteão Nacional.

 Prémio Intervenção em Conservação e Restauro – Direcção Regional dos Assuntos Culturais – Conservação e Restauro do Retábulo e Cadeiral da Sé do Funchal e Museu de Lamego – Conservação e Restauro da Capela de São João Evangelista.

 Prémio dos Produtos da Loja (merchandising) – Museu Nacional do Azulejo.

 Prémio Colecção Visitável – Museu da Farinha, Parabéns de PAM ao Museu da Farinha
Menção Honrosa – Núcleo Museológico do Centro Histórico de Avis.

 Prémio Serviço de Extensão Cultural/Serviços Educativos – Museu da Pólvora Negra – Câmara Municipal de Oeiras e Fundação do Museu do Douro.

 Prémio Catálogo – Associação Comercial e Industrial de Guimarães – “Guimarães: a tradição das cutelarias”.
Menção Honrosa – Museu da Misericórdia de Viseu: Alberto Correia “Tesouro da Misericórdia”.
Menção Honrosa – Mosteiro de Tibães “Corpo e Glória”.

 Prémio Cooperação Internacional – Embaixada da Bélgica e Embaixada do Canadá.

Organização das Cidades Património Mundial quer criar prémio anual

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A Organização das Cidades Património Mundial (OCPM) pretende criar um prémio para distinguir anualmente as melhores cidades, revelou hoje o vice-presidente da autarquia de Bruxelas, Coomans de Brachène.

“Queremos criar um novo prémio para o Património Mundial, como o prémio Nobel. Não existe atualmente um prémio deste género e se o conseguirmos criar trará uma grande mudança”, adiantou em declarações à Lusa Coomans de Brachène, em Angra do Heroísmo.

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Sinfonia da UMinho dos 40 anos foi premiada

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A «Sinfonia Nº 6 ? UMinho», obra do maestro António Victorino d´Almeida composta no âmbito da celebração do 40º aniversário da Universidade do Minho, foi distinguida na Gala da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria «Melhor Trabalho de Música Erudita».

Esta iniciativa anual pretende destacar os melhores projetos artísticos nas áreas do cinema, teatro, artes visuais, dança, literatura, televisão, rádio e música.
A «Sinfonia UMinho» teve a sua primeira apresentação mundial no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, em Braga, durante o Festival de Outono 2014, com interpretação da Orquestra da academia minhota, sob direcção do compositor da obra. Em Fevereiro deste ano, com a mesma orquestra e maestro, foi apresentada na Culturgest, em Lisboa, onde contou com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, entre outras personalidades.

Ciclo de Festivais de Cultura Popular

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A cultura, o turismo e o desenvolvimento económico local dão o mote para a organização de um ciclo de Festivais

no mundo rural do concelho da Guarda a realizar de Maio a Setembro. A Câmara Municipal pretende “alcançar uma abordagem integrada de envolvimento das comunidades na promoção do concelho, potenciando os produtos singulares e a sua autenticidade”. Divulgar o património cultural material e imaterial das comunidades envolvidas; alertar para a necessidade de preservação deste mesmo património, ajudando a perpetuar o saber pelas gerações mais novas; valorizar produtos e tradições singulares e a sua autenticidade; melhorar a qualidade de vida dos habitantes destes núcleos rurais do concelho; aumentar o potencial de dinamização da base económica e produtiva local; atrair visitantes da região e do país e dinamizar a região, são objectivos dos eventos. A vaca autóctone jarmelista, a transumância, o cobertor de papa e o pão da Guarda são os recursos que este ano vão ser alvo de uma aposta reforçada.

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Praça das Flores vai ter um trampolim para a cultura

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No “Trampolim Gerador” vai ser possível assistir a uma ópera na peixaria, aprender Mirandês numa loja e muito mais.

A 6 de Junho, a Praça das Flores, em Lisboa, vai ser ocupada pelo arranque do “Trampolim Gerador”, sob o tema “A Palavra”. Um trampolim que permite o acesso e a participação de todos na cultura portuguesa que aqui quer dar um salto.

O evento irá contar com a presença de 100 autores, distribuídos por cerca de 40 iniciativas, em 22 locais tão “inusitados” como uma peixaria, restaurantes e lojas, avança a organização, sublinhando que o evento regressa a cada três meses, em “espaços ricos em vivências” e sempre com um tema diferente.

Segundo Miguel Bica, mentor da iniciativa organizada pela associação Gerador, o objectivo é tornar a cultura mais “fácil”, através do acesso a um conjunto de propostas artísticas destinadas a “quem consome e a quem está mais afastado da cultura”. Pretendem valorizar a cultura portuguesa e todos os que a geram, promovendo actividades que vão dos concertos a workshops de cozinha, passando por leituras de poesia, teatro, exposições de fotografia e arte urbana.

Cabe aos autores fazer chegar “propostas de qualidade” ao evento, afirma a organização, no qual irá decorrer uma oficina de Mirandês, por Alfredo Cameirão, uma mostra fotográfica, de Vitorino Coragem, um concerto de ópera, por Ana Serro, Paulo Viana e Carlos Faria, bem como um workshop de cozinha, dado pelo Chef Daniel Cardoso.

Para além disso, a história da Praça das Flores, local escolhido para esta edição, vai ser contada por Fernanda Freitas que, juntamente com Ângelo Torres, apresentou propostas a integrar no evento. Com uma edição anterior que “correu muito bem”, sublinha Miguel Bica, o evento regressa este ano, esperando ganhar novos públicos.

A entrada no “Trampolim Gerador” é gratuita.

Texto editado por Ana Fernandes

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