P.A.M. – Património, Artes e Museus

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Monthly Archives: Abril 2015

Treasures from the Vault: 100,000 Pieces of Ephemera Tell the Story of 20th-Century Art

Treasures from the Vault: 100,000 Pieces of Ephemera Tell the Story of 20th-Century Art.

Festa cigana invade Casa da Música por um Dia Mundial da Dança sem racismo

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O espetáculo Romani estreia-se na sala Suggia da Casa da Música às 21h00 desta quarta-feira, para comemorar o Dia Mundial da Dança.

As mãos serpenteantes e palmas constantes da cultura cigana estão a conjugar-se com a arte dos alunos do 3.º ano do Ballet Teatro para levar à Casa da Música, no Porto, um Dia Mundial da Dança que combata preconceitos. Oriundos dos bairros do Seixo e Biquinha, em Matosinhos, cerca de 50 ciganos de todas as idades ensaiam há já seis meses para mostrar o espetáculo Romani, a estrear-se quarta-feira, dia 29, num ambiente que mostre “o lado bom da cultura cigana”.

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New E-Book Explores Early Netherlandish Art

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The Legend of St. Joseph (detail), possibly ca. 1490–1500, follower of Robert Campin. Hoogstraten, Church of St. Catherine.from Frames and Supports in 15th- and 16th-Century Southern Netherlandish Painting

Today marks the launch of a new in-depth study of selected panel paintings and their frames, Frames and Supports in 15th- and 16th-Century Southern Netherlandish Painting, supported by the Getty Foundation as part of the Panel Paintings Initiative.

This free e-book is published by KIK-IRPA, the Royal Institute for Cultural Heritage in Brussels, and written by scholar Hélène Verougstraete. Offering 700 images and 1500 diagrams, the book is an updated study based on the author’s 1989 doctoral thesis, which was prepared in French with black and white pictures. The new version has been fully translated into English and contains expanded research with crisp full-color illustrations and a searchable, zoomable interface. Oh, and did I mention there is a whole section devoted to the Ghent Altarpiece? Here, a few thoughts about what makes this new study so exciting.

10 of the best ancient ruins … that you’ve probably never heard of

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Conimbriga, Portugal

Photograph: Getty Images

This is one of the largest Roman settlements in Portugal – roughly halfway between Lisbon and Porto, near the village of Condeixa-a-Nova. It was a prosperous town in Roman times and, while not the largest Roman city in Portugal, it is the best preserved. Although only a small section of the site has been excavated, there are baths, luxurious houses, an amphitheatre, a forum, shops, gardens with working fountains and city walls to explore, with many wonderful mosaics still in situ. In its centre is one of the largest houses discovered in the western Roman empire, the Casa de Cantaber, which is built around ornamental pools in superb colonnaded gardens and has its own bath complex and heating system. There is also a good museum, cafe and picnic site. Pick up a guidebook from the museum and have a few euro coins in your pocket to make the fountains work.

Poesia no Museu 2015 – 5.ª Conferência

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17/06/2015 – Miguel Manso – Tarô.

Arqueólogos hallan cripta con 32 esqueletos y mural en Cuzco

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Los especialistas encontraron una pintura mural decorativa compuesta por figuras geométricas y zoomorfas

Un equipo de arqueólogos peruanos descubrió una cripta con osamentas humanas y 32 esqueletos, así como una pintura mural en el templo mayor San Francisco de Asís, un complejo edificado entre los siglos XVI y XVII en el distrito de Maras, en la región Cuzco, informó hoy el Ministerio de Cultura de Perú.

 Foto: Ministerio de Cultura / EFE en español

Foto: Ministerio de Cultura / EFE en español

El templo de 6.244 metros cuadrados, declarado Patrimonio Cultural de la Nación en 2004, está sometido a un proceso de restauración desde 2013 con un presupuesto de 7,4 millones de soles (2.3 millones de dólares), que terminará en julio de 2016, según la fuente oficial.

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Feira do Centenário da Índia

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Feira do Centenário da Índia, na Rotunda da Avenida da Liberdade. No local da construção acastelada ergue-se, hoje, a estátua do Marquês de Pombal. Mesmo à frente daquela, o globo em forma de esfera armilar era o coreto da exposição.

Cromolitografia, 1898.

Publicado em «Lisboa Desaparecida»,
de Marina Tavares Dias, volume I, 1987.

Itália ganha o seu primeiro ‘Museu das Fezes’

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Divulgação/Museu della Merda

Museu na Itália abriga até fezes de dinossauro

 Projeto nasceu porque equipe queria mostrar o valor das fezes em diversas áreas, como arquitetura, arte, medicina e agropecuária, além de tirar o preconceito com o material

Foi apresentado nesta segunda-feira (27), no Museu de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci, em Milão, o “Museu das Fezes”, o primeiro do gênero na Itália.

O “Museo della Merda” ou “Shit Museum” se localiza na fazenda Castelbosco, na província de Piacenza, e é uma ideia do empreendedor Gianantonio Locatelli, que teve a ajuda dos curadores Luca Cipelletti, Gaspare Luigi Marcone e Massimo Valsecchi.

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Turistas estrangeiros vêm a Lisboa à procura de arte urbana

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No Instagram multiplicam-se as imagens de arte urbana em várias cidades do mundo. Esta é na Avenida Fontes Pereira de Melo

O desenvolvimento da arte urbana em Portugal nos últimos anos motivou a criação, na zona de Lisboa, de visitas guiadas que têm tido os turistas estrangeiros como principais interessados.

Basta um passeio por Lisboa para notar que têm surgido nos muros e paredes da cidade cada vez mais obras de arte, de artistas portugueses e estrangeiros. Este desenvolvimento da arte urbana em Portugal nos últimos anos motivou a criação, na zona de Lisboa, de visitas guiadas que têm tido os turistas estrangeiros como principais interessados.

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Nova Biblioteca de Arte Equestre no Palácio de Queluz

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Biblioteca de Arte Equestre, no Palácio Nacional de Queluz

A Parques de Sintra (PSML) inaugurou, a 22 de abril, no Palácio Nacional de Queluz, a única biblioteca nacional dedicada exclusivamente à Arte Equestre e aberta ao público: a “Biblioteca de Arte Equestre D. Diogo de Bragança, VIII Marquês de Marialva”. No local, além da consulta das publicações, será também possível observar 165 gravuras, duas pinturas (um retrato da família dos 3ºs Duques de Lafões e um de D. Pedro Vito de Meneses Coutinho, 6º Marquês de Marialva), uma casaca de cavaleiro tauromáquico e uma réplica de cavalo ajaezado com gualdrapas e xairel de finais do século XVIII.

Com a aquisição e abertura desta biblioteca, que representa um investimento total da Parques de Sintra na ordem dos 468.750 Euros, o público em geral, e em particular os académicos e investigadores, passam a ter acesso a 1.400 títulos (cerca de 2.000 publicações), alguns bastante raros, relacionados com a Arte Equestre. A coleção foi inventariada pela casa leiloeira Cabral Moncada e inclui 800 títulos europeus (entre os quais 16 manuscritos), desde o século XVI ao XX; 294 livros e folhetos dos séculos XIX e XX; 322 livros ilustrados da 2ª metade do século XX; e cerca de 165 gravuras.

Entre estes, destacam-se um exemplar raro da obra de Johannes Stradanus, de ca. 1578; dois títulos de autores portugueses (António Galvão de Andrade, Arte da cavallaria de gineta, e estardiota, bom primor de ferrar, & alueitaria, 1678; e Manuel Carlos de Andrade, Luz da Liberal e Nobre Arte de Cavalaria, Lisboa, 1790); e uma das 23 edições monumentais habitualmente consideradas como parte do Cabinet du Roi, que celebram os feitos do reinado de Luís XIV.

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Diogo de Bragança (1930-2012) era um exímio cavaleiro, especialista em Arte Equestre, que toda a vida adquiriu documentos sobre este tema, que ele próprio abordou em diversas publicações. Os herdeiros propuseram a venda da coleção à Parques de Sintra, por desejarem que se mantivesse associada à Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) e ao estudo da Arte Equestre.

A empresa, responsável pela gestão do Palácio e Jardins de Queluz e da Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE), pretende fomentar a investigação sobre os fundamentos e a evolução da tradição equestre portuguesa, bem como sobre as qualidades e características do património equino que protege e divulga. O exame dos documentos que integram a biblioteca permitiu facilmente concluir que mantê-la como um todo, disponibilizando-a à investigação sobre Arte Equestre, era quase um dever nacional. Nesta perspetiva, com a concordância dos seus acionistas, e apoios da Fundação Calouste Gulbenkian e do Banco Português de Investimento (BPI), a Parques de Sintra adquiriu esta Biblioteca, desconhecida do público em geral, em fevereiro de 2014, pelo valor de 380.000 Euros.

De seguida, procedeu à recuperação de três salas no Palácio Nacional de Queluz, para a albergar da forma mais apropriada, com um investimento de 57.250 Euros (incluindo recuperação das salas e aquisição de mobiliário). Deste modo a Biblioteca ficará próxima das instalações da EPAE e constituirá também mais um motivo de atração de visitantes ao Palácio. Representará igualmente uma mais-valia para a missão da Escola na divulgação da Arte Equestre Portuguesa e do cavalo lusitano, bem como na formação regular de cavaleiros.

Encontram-se já em curso ações de conservação e restauro de muitos títulos e gravuras, bem como o tratamento documental com vista à elaboração de um catálogo informatizado que em breve estará disponível online no website da Parques de Sintra (restauros de gravuras/molduras, e software implicaram um investimento de 31.500 Euros). Posteriormente, o catálogo da coleção será integrado no maior catálogo coletivo das Bibliotecas portuguesas, coordenado pela Biblioteca Nacional.

Em paralelo com a disponibilização da Biblioteca de Arte Equestre, também o acervo bibliográfico do Palácio Nacional de Queluz ficará disponível para consulta, bem como os cerca de 20 exemplares cedidos pela Companhia das Lezírias.

A biblioteca estará a partir de agora disponível de segunda a sexta-feira, para qualquer visitante. Para consulta e leitura é necessária marcação prévia.

Biblioteca de Arte Equestre D. Diogo de Bragança, VIII Marquês de Marialva
Palácio Nacional de Queluz
Horário: Segunda-feira – Sexta-feira, 9h30 – 13h00 e 14h00 – 17h30
Tarifário: Investigadores e académicos: gratuito (marcação prévia: sandra.oliveira@parquesdesintra.pt) / Restantes: bilhete para o Palácio Nacional de Queluz

Sobre D. Diogo de Bragança, 8º Marquês de Marialva (1930-2012)
Nasceu em Lisboa, no Palácio do Grilo, sendo o quarto filho varão dos 8 filhos dos 5os Duques de Lafões e 6os Marqueses de Marialva. Foi educado num ambiente austero e cosmopolita, de grande exigência cultural. Jurista e músico de formação – licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa e fez o curso geral de composição do Conservatório Nacional – foi lavrador e ganadeiro, atividades onde soube conjugar a teoria com a prática e o passado com o presente.

Os que com ele privaram descrevem-no como alegre e expansivo, e um excelente conversador, dotado de grande erudição e de um fino sentido de humor. Solteiro, bon vivant, e gourmet de mérito, era grande apreciador de fado e de literatura portuguesa, citando de cor a poesia de Fernando Pessoa, autor que muito apreciava. Exímio equitador, D. Diogo de Bragança foi um digno sucessor do 4º Marquês de Marialva, Estribeiro-Mor do Rei D. José e seu antepassado, conhecido pelo seu papel decisivo no aperfeiçoamento da Picaria Real e da Arte Equestre em Portugal na segunda metade do século XVIII.

Muito eclético nas amizades que granjeou ao longo da vida, cultivou, no entanto, sempre alguma reserva e discrição em relação à sua biblioteca pessoal, em particular ao núcleo de Arte Equestre, agora disponível a todos.

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