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Avenida da arte está à espera de cedência da estação da cp


Via
Júlio Almeida

Avenida da arte está à espera  de cedência  da estação da cp

As negociações entre a Câmara de Aveiro e a Rede Ferroviária Nacional para ceder a antiga estação de comboios, imóvel de interesse histórico, e integrá-la no projecto Avenida da Arte Contemporânea, “estão muito bem encaminhadas”, prevendo-se “um acordo para breve”, revelou a vereadora da Cultura, Maria da Luz Nolasco.

Sendo uma das portas de entrada na cidade, o emblemático edifício, do princípio do século XX, foi destinado a albergar um dos pólos do futuro centro de arte contemporânea de Aveiro.

Localizada no topo da Avenida Lourenço Peixinho, a velha estação, já desactivada, destaca-se pelos seus painéis de azulejos da antiga Fábrica da Fonte Nova (1916) com figuras típicas desenhadas pelo mestre Licínio Pinto que tantos visitantes atraem. A câmara espera incluir no projecto Avenida da Arte Contemporânea mais edifícios para acolher exposições: um deles poderá a ser a Garagem Atlantic.

A ideia é montar um percurso entre a galeria do antigo edifício da Capitania, renovado para servir de sede da Assembleia Municipal, e, no extremo oposto, a antiga estação da CP com outros motivos de interesse, incluindo mostras e actividades ao ar livre.

“Será um esforço de revitalização e regeneração urbana, que levará algum tempo, juntando edifícios de várias fases da arquitectura modernista”, explicou a vereadora Maria da Luz Nolasco.

O “grande projecto” prevê a criação de “uma estrutura de arte contemporânea, com vertentes de museu e arte pública”. As conversas preparatórias evidenciaram já “interesse de muitos artistas” para ter ateliês de produção na futura Avenida da Arte Contemporânea.

Aveiro pretende juntar o útil ao agradável, atendendo à necessidade “de dar visibilidade” em exposições temporárias ao acervo público que se encontra à sua guarda.

Por acordo estabelecido em 2006 com o Ministério da Cultura, município e Universidade de Aveiro aceitaram receber 262 obras a cargo do Instituto das Artes.

Mais de metade da colecção propriedade do Instituto das Artes foi já transferida para a cidade, que as acolheu com uma primeira exposição na antiga estação da CP. São obras datadas entre 1960 e 2000 da autoria de vários artistas portugueses, entre os quais Júlio Resende, Carlos Calvet, António Sena, Almada Negreiros, Carlos Botelho, Vieira da Silva e Bernardo Marques, representando o abstraccionismo, expressionismo, realismo, pop’arte, arte conceptual e modernismo.

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1 Comentário

  1. […] A polémica da afectação ao Museu do Chiado daquela colecção, na origem da demissão do seu director David dos Santos, poderia vir a passar igualmente por mais de uma centena de obras que se encontram cedidas a Aveiro, algumas de autores consagrados, que a antiga vereadora da Cultura reuniu, com vista a integrar um projecto denominado “Avenida das Artes”. […]

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